Mato Grosso
PM apreende 237 tabletes de droga em Vila Bela da Santíssima Trindade
Mato Grosso
Da Redação
Policiais militares de Vila Bela da Santíssima Trindade (a 521 km de Cuiabá) apreenderam, na noite desta quinta-feira (25.07), 237 tabletes da droga. A apreensão totaliza 236 quilos de substâncias entre cocaína, cloridrato de cocaína e maconha.
A ação foi desencadeada depois que os policiais foram informados que uma caminhonete Hilux, roubada em Vilhena (RO), passaria por Vila Bela da Santíssima Trindade, carregando a droga. A guarnição então se deslocou até a MT-199, para interceptar o veículo.
Durante a barreira, os policiais viram um Fiat Uno vermelho, que seguia na direção da cidade. O motorista do automóvel, ao perceber a presença da equipe, realizou uma manobra busca e fugiu no sentido contrário. Os policiais seguiram os suspeitos, que ainda entaram retirar objetos do carro e correram para um matagal.
No local, os policiais encontraram o entorpecente: 148 tabletes de pasta base cocaína, totalizando 153 quilos, 65 tabletes de cloridrato de cocaína, no total de 70,28 kg, e 24 tabletes de maconha, pesando quase 13 quilos. os militares também encontraram uma escopeta calibre 12.
O dono do Fiat Uno foi identificado como morador de Pontes e Lacerda, porém não foi localizado. Diligências continuam na região na busca dos suspeitos.
Mato Grosso
TJ anula votação secreta e manda AL reanalisar veto a reajuste de 6,8%
O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) anulou a votação secreta realizada pela Assembleia Legislativa (ALMT) que manteve o veto do Governo do Estado ao projeto que prevê reajuste salarial de 6,8% para os servidores do Poder Judiciário. Com a decisão, os deputados terão de analisar novamente o veto, desta vez em uma votação aberta e nominal.
A decisão foi tomada pela Turma de Câmaras Cíveis Reunidas de Direito Público e Coletivo do TJMT após recurso apresentado pelo Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário de Mato Grosso (Sinjusmat), que questionou a validade da votação realizada em dezembro de 2025.
O relator do processo, desembargador Márcio Vidal, destacou que o próprio Judiciário já havia reconhecido a inconstitucionalidade de dispositivos que permitiam o sigilo na apreciação de vetos. Para ele, não seria coerente manter uma votação baseada justamente em uma regra considerada inconstitucional.
“Não seria juridicamente coerente declarar inconstitucional a norma que autorizou o sigilo e, simultaneamente, preservar a votação realizada com fundamento direto nessa mesma disposição”, afirmou o magistrado.
A decisão, entretanto, não determina que o reajuste seja aprovado. O TJMT deixou claro que cabe à Assembleia decidir novamente se mantém ou derruba o veto do Executivo, apenas exigindo que o procedimento siga as regras constitucionais.
“Preserva-se a liberdade política da Assembleia Legislativa para deliberar acerca da manutenção ou da rejeição do veto governamental, sem que o Poder Judiciário interfira no conteúdo da decisão parlamentar”, destacou Vidal.
Na votação anulada, realizada em dezembro do ano passado, 12 deputados votaram pela manutenção do veto e 10 pela derrubada. Como a sessão ocorreu de forma secreta, não foi possível identificar como cada parlamentar se posicionou. Para derrubar o veto, eram necessários 13 votos.
O projeto havia sido aprovado anteriormente pela Assembleia e previa reajuste de 6,8% para os servidores do Judiciário. O então governador Mauro Mendes vetou integralmente a proposta, alegando que o aumento poderia provocar impacto nas contas públicas e gerar um efeito cascata sobre outras carreiras do funcionalismo.
Com a decisão do TJMT, a Assembleia deverá incluir novamente o veto na pauta e realizar uma votação pública, com registro nominal dos votos. O julgamento, portanto, não garante o reajuste aos servidores, mas reabre a discussão sobre a proposta e elimina o sigilo que marcou a primeira análise do veto.
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