Mato Grosso
PJC cumpre sete mandados de prisão contra envolvidos em roubo de veículos
Mato Grosso
Da Redação
Sete ordens judiciais, sendo quatro mandados de prisão e três de busca e apreensão domiciliar, contra investigados em inquéritos policiais instaurados na Delegacia Especializada de Repressão a Roubos e Furtos de Veículos (DERRFVA) foram cumpridos pela Polícia Judiciária Civil, na manhã desta quarta-feira (09.10), na quinta fase da operação Cartorium.
A operação tem o objetivo de dar cumprimento a mandados de prisão contra suspeitos identificados pela prática de roubo majorado, assim como apreender objetos relacionados a prática criminosa, que possam contribuir no inquérito policial.
Entre os presos está o casal, Ellen Suiany de Marques de Jesus e Makyssuel Martins da Cruz, alvo de investigação da DERRFVA pela prática de roubo de veículos, em especial com alvo em motoristas de aplicativos, na região de Várzea Grande. Segundo as apurações, o suspeito M.M.L. está detido na Penitenciária Central do Estado (PCE) e coordena a ação da esposa no interior da penitenciária.
A suspeita, E.S.M.J., por sua vez, perpetra a prática criminosa com auxílio de outros integrantes da organização criminosa. Ela estava em liberdade e teve o mandado de prisão temporária cumprido.
Investigados por envolvimento de roubos de veículos na região metropolitana, Douglas Ramos da Costa e Jonathan Silva de Moura, também foram alvos da operação sendo cumprido em desfavor deles mandados de prisão preventiva e busca e apreensão domiciliar.
Douglas foi identificado como autor do roubo de uma motocicleta Honda XRE 300, ocorrido no dia 02 de agosto deste ano. Além do crime, o suspeito foi detido no dia 28 de agosto em posse de duas motocicletas também produto de crime.
Também alvo de investigação da DERRFVA, Jonathan é apontado como autor de crime de latrocínio tentado, ocorrido no dia 22 de agosto, em Várzea Grande, ocasião em que tentou subtrair uma caminhonete Toyota Hilux de um sargento reformado, efetuando um disparo de arma de fogo contra a vítima.
O delegado Gustavo Garcia destaca que a operação Cartorium visa dar efetividade as diligências diárias realizadas dentre de inquéritos policiais em trâmite ou finalizados na Especializada, com foco em crimes de roubos de veículos na região metropolitana.
“A ideia é dividir os segmentos dos roubos, de forma a auxiliar as investigações e identificação dos suspeitos, que geralmente tem linhas de atuação específica, alimentando e agindo de forma contínua na prática dos delitos”, destacou o titular da DERRFVA.
Fonte: PJC-MT
Mato Grosso
TJ anula votação secreta e manda AL reanalisar veto a reajuste de 6,8%
O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) anulou a votação secreta realizada pela Assembleia Legislativa (ALMT) que manteve o veto do Governo do Estado ao projeto que prevê reajuste salarial de 6,8% para os servidores do Poder Judiciário. Com a decisão, os deputados terão de analisar novamente o veto, desta vez em uma votação aberta e nominal.
A decisão foi tomada pela Turma de Câmaras Cíveis Reunidas de Direito Público e Coletivo do TJMT após recurso apresentado pelo Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário de Mato Grosso (Sinjusmat), que questionou a validade da votação realizada em dezembro de 2025.
O relator do processo, desembargador Márcio Vidal, destacou que o próprio Judiciário já havia reconhecido a inconstitucionalidade de dispositivos que permitiam o sigilo na apreciação de vetos. Para ele, não seria coerente manter uma votação baseada justamente em uma regra considerada inconstitucional.
“Não seria juridicamente coerente declarar inconstitucional a norma que autorizou o sigilo e, simultaneamente, preservar a votação realizada com fundamento direto nessa mesma disposição”, afirmou o magistrado.
A decisão, entretanto, não determina que o reajuste seja aprovado. O TJMT deixou claro que cabe à Assembleia decidir novamente se mantém ou derruba o veto do Executivo, apenas exigindo que o procedimento siga as regras constitucionais.
“Preserva-se a liberdade política da Assembleia Legislativa para deliberar acerca da manutenção ou da rejeição do veto governamental, sem que o Poder Judiciário interfira no conteúdo da decisão parlamentar”, destacou Vidal.
Na votação anulada, realizada em dezembro do ano passado, 12 deputados votaram pela manutenção do veto e 10 pela derrubada. Como a sessão ocorreu de forma secreta, não foi possível identificar como cada parlamentar se posicionou. Para derrubar o veto, eram necessários 13 votos.
O projeto havia sido aprovado anteriormente pela Assembleia e previa reajuste de 6,8% para os servidores do Judiciário. O então governador Mauro Mendes vetou integralmente a proposta, alegando que o aumento poderia provocar impacto nas contas públicas e gerar um efeito cascata sobre outras carreiras do funcionalismo.
Com a decisão do TJMT, a Assembleia deverá incluir novamente o veto na pauta e realizar uma votação pública, com registro nominal dos votos. O julgamento, portanto, não garante o reajuste aos servidores, mas reabre a discussão sobre a proposta e elimina o sigilo que marcou a primeira análise do veto.
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