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Pescador fica tetraplégico e pede ajuda; quase sem renda, ele precisa de tudo

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O PESCADOR VÁRZEA-GRANDENSE ARILSON BENEDITO DA SILVA, 57 ANOS, DESDE O DIA 6 DE SETEMBRO DE 2020 PERDEU TODOS OS MOVIMENTOS DO CORPO, TORNANDO-SE TETRAPLÉGICO. SEM RECURSOS SALARIAIS E [AINDA] SEM AUXÍLIO-DOENÇA, ARILSON NECESSITA URGENTEMENTE DE MEDICAMENTOS, ALIMENTOS, FRALDAS E PRODUTOS HIGIÊNICOS. DESESPERADA, A FAMÍLIA DO PESCADOR RECORREU AO ‘PROGRAMA DA GENTE’, DO ÂNCORA LAERTE LANNES, PARA PEDIR AJUDA. CONHEÇA AGORA A HISTÓRIA DIFÍCIL QUE O PESCADOR ARILSON VIVENCIA…

Da Redação

Numa manhã em que o pescador Arilson Benedito da Silva, de 57 anos, imaginava ser apenas mais um dia comum, o inesperado aconteceu: seu carro capotou ao retornar de supermercado no bairro 24 de Maio [Várzea Grande], onde fora comprar ingredientes para preparar peixe para o almoço. O caso foi registrado no dia 6 de setembro de 2020, pouco antes do meio-dia. O pescador disse nunca ter imaginado passar pela situação em que vive atualmente, de dependência geral das pessoas. A esposa pensionista, dona Dalva Cruz Lima, com apoio de familiares mais próximos, tem se desdobrado para atender o doente. Ela suplica para que as pessoas de bom coração auxiliem seu esposo nesse momento de extrema dificuldade.

“É mesmo um grito de socorro que emitimos para que alguém nos auxilie. Arilson sempre foi um homem solidário com todos, ajudando como podia. Infelizmente, agora aconteceu isso, e ele está confinado numa cama, dependendo da gente para tudo: trocar fraldas, banhar, alimentar-se, tomar remédios, etc. Também usa sonda, e sou eu que providencio o descarte da urina várias vezes ao dia. Sou diabética, também doente, e, sinceramente, é muito difícil tudo que estamos passando…”

Segundo dona Dalva, o maior problema que enfrentam desde que ocorreu o acidente é a falta de recursos para bancar as despesas da casa e custos de medicamentos, agora que Arilson não pode mais trabalhar. Nem o auxílio-doença saiu ainda, diz desanimada, apesar de tentar esse recurso junto ao INSS por várias vezes.

“A desculpa é a situação de pandemia. Então, estamos sem condições de bancar a aquisição de tudo que se tornou emergencial, principalmente fraldas e medicamentos para Arilson. Meus rendimentos de pensionista (R$ 1.100,00) mal dão para adquirir alimentos e pagar o básico, a exemplo de água e luz”.

A cama utilizada pelo tetraplégico foi doada, informaram. Por conta desse acidente, que avariou bastante o carro [não era deles], dona Dalva ainda foi obrigada a tomar empréstimo de R$ 4 mil, valor mensal de R$ 120,00 a ser descontado dos seus rendimentos de pensionista durante oito anos.

“Meu filho é quem dirigia o carro;  enfim, honramos o conserto do veículo. Mas, pelo pouco que recebo de pensão, esse valor relativo ao empréstimo faz falta, pois preciso comprar fraldas, medicamentos para Arilson e também para mim, somando R$ 650 reais/mês, além de outras despesas comuns”.

FISIOTERAPIA

Enquanto o INSS não resolve liberar o auxílio-doença, ela solicita para que as pessoas os auxiliem da forma que puderem. “Toda ajuda é bem-vinda: fraldas, sacolão, frutas, medicamentos.  Arilson também necessita urgentemente de fisioterapia”.

Emocionado, o pescador concluiu estar ainda esperançoso de que tudo que vivencia seja apenas um pesadelo passageiro, e de repente ele possa acordar sem nenhum problema de saúde.

“Para Deus, nada é impossível. Confio Nele, e também nas pessoas de bem, que se tornaram anjos em minha vida nesse momento tão difícil que estou passando. Agradeço a todos pelo carinho atencioso comigo. Por Deus, aquele estouro de pneus, o acidente e minha atual condição tetraplégica serão em breve lembranças amargas de mais uma prova de fé a que fui submetido pelo Pai Celestial”.

*QUEM QUISER AJUDAR, ENTRAR EM CONTATO COM A PRODUÇÃO DO PROGRAMA DA GENTE (TBO): (65) -99261.7244

 

 

 

 

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Gaúcha do Norte implanta Rede de Enfrentamento à Violência Doméstica contra a Mulher

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Grupo de pessoas em pé no plenário de uma câmara municipal segura placas vermelhas em formato de coração. Ao fundo, pare de madeira com a inscrição Localizada a cerca de 571 km de Cuiabá, Gaúcha do Norte passa a contar com a atuação da Rede de Enfrentamento à Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher. Com a formalização ocorrida na sexta-feira (31), o município se tornou o 129º do estado a ser integrado à iniciativa liderada pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT).

A ação foi feita por meio da Coordenadoria Estadual da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar (Cemulher-MT), sob coordenação da desembargadora Vandymara Galvão Ramos Paiva Zanolo. A Rede conta ainda com a participação de instituições da segurança pública, Ministério Público, Defensoria Pública, Municípios, dentre outras.

Plenário da Câmara Municipal com diversas mulheres assistindo a uma palestra. O palestrante está em pé na frente, e uma tela projeta conteúdo ao lado direito.Além da assinatura do Termo de Cooperação Técnica entre os órgãos e instituições participantes, a passagem da equipe do Cemulher-MT por Gaúcha do Norte proporcionou ainda a capacitação de 32 pessoas que atuarão na Rede. A implantação da Rede de Enfrentamento foi efetivada após pedido da Patrulha Maria da Penha do município.

“Percebemos a dificuldade que temos ao atender sozinhos os casos de violência doméstica. Precisamos da Rede para oferecer uma proteção e suporte maior. Com essa união, podemos agir em conformidade nesse propósito, que é proteger a vida da mulher”, explicou a soldado PM Gisele Bernardo Pinto Matos, comandante da Patrulha Maria da Penha de Gaúcha do Norte.

Para Tiago Gonçalves dos Santos, juiz substituto da 1ª Vara de Paranatinga – comarca que realizada o atendimento jurisdicional de Gaúcha do Norte, a instalação da Rede de Enfrentamento é um marco importante. “Mais uma vez o Poder Judiciário vai até a comunidade, desta vez em parceria, com o objetivo de melhorar nossa sociedade, principalmente para as mulheres e meninas que tanto sofrem em nosso estado”, disse.

De acordo com a promotora de Justiça Fernanda Luíza M. Siscar, a partir da assinatura do Termo de Cooperação Técnica ficará mais fácil para os órgãos e instituições definirem os fluxos de atendimento, prioridades e ações para o município. Ela destacou que também está no planejamento a criação de um plano de metas, que guiará as estratégias de atuação para os próximos dez anos.

“A partir da implementação da Rede é que nós conseguimos avançar nas demais normativas, documentos públicos, nos planos e nas iniciativas estratégicas. Com a Rede, conseguimos devolver à população um serviço de melhor qualidade. Junto a isso, estamos buscando também a criação do plano decenal de metas para o município”, relatou a promotora.

Já o delegado da Polícia Civil de Mato Grosso, Gabriel Conrado, a implantação da Rede é fundamental para a integração de todos os órgãos públicos. “Temos um número muito alto de casos de violência doméstica nessa região. Então, essa integração é importante para a repressão desses crimes e proteção das mulheres”, pontuou.

Canais de denúncia:

180 – Todo território nacional

181 – Estado de Mato Grosso

197 – Polícia Civil

190 – Polícia Militar

Autor: Bruno Vicente

Fotografo:

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT



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