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Patrulha Maria da Penha atende mais um caso de descumprimento de medida protetiva em Cuiabá

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Mato Grosso

Da Redação

A Patrulha Maria da Penha foi lançada na capital em 2018 e tem como objetivo auxiliar no combate a violência contra a mulher atendendo casos onde são descumpridas as medidas protetivas. Esta ação tem sido de fundamental importância para as vítimas de violência domésticas, já que através dela é possível evitar que o problema acabe se agravando.

Na última segunda-feira (12) um casal foi encaminhado pela Patrulha Maria da Penha até a Central de Flagrantes do bairro Verdão, em Cuiabá. De acordo com as informação, Alexander Matos Chagas, 23 anos, descumpriu a medida protetiva que sua ex-companheira havia solicitado.

Alexander e a ex-companheira trabalham no mesmo ambiente de trabalho, em um shopping da capital, no final de semana, o suspeito foi até a residência da jovem para ver a filha que o ex-casal possuí, após a visita, Alexander teria passado a intimidar a vítima que apenas contatou a patrulha nesta segunda-feira após o mesmo ter abordado a mulher em seu ambiente de trabalho.

De acordo com a vítima, a mesma se sentiu ameaçada, já que o ex-companheiro teria conseguido a senha de suas redes sociais e estaria se passando pela vítima, além disso, ele teria a ameaçado.

Os policiais da Patrulha Maria da Penha foram acionados e se deslocaram até o local de trabalho, no local, foi constatado que de fato Alexander estava descumprindo a medida protetiva, por este motivo, ambos foram encaminhados até a delegacia para serem tomadas as medidas cabíveis.

De acordo com a Tem. Denise, que atendeu a ocorrência e faz parte da patrulha, a vítima queria resolver o problema da melhor forma possível, haja visto que ambos trabalham no mesmo lugar e possuem uma filha, porém, a mesma se sentiu intimidada e acabou acionando a viatura.

Alexander ficou à disposição da justiça, onde foram tomadas as medidas cabíveis.

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TJ anula votação secreta e manda AL reanalisar veto a reajuste de 6,8%

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O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) anulou a votação secreta realizada pela Assembleia Legislativa (ALMT) que manteve o veto do Governo do Estado ao projeto que prevê reajuste salarial de 6,8% para os servidores do Poder Judiciário. Com a decisão, os deputados terão de analisar novamente o veto, desta vez em uma votação aberta e nominal.

A decisão foi tomada pela Turma de Câmaras Cíveis Reunidas de Direito Público e Coletivo do TJMT após recurso apresentado pelo Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário de Mato Grosso (Sinjusmat), que questionou a validade da votação realizada em dezembro de 2025.

O relator do processo, desembargador Márcio Vidal, destacou que o próprio Judiciário já havia reconhecido a inconstitucionalidade de dispositivos que permitiam o sigilo na apreciação de vetos. Para ele, não seria coerente manter uma votação baseada justamente em uma regra considerada inconstitucional.

“Não seria juridicamente coerente declarar inconstitucional a norma que autorizou o sigilo e, simultaneamente, preservar a votação realizada com fundamento direto nessa mesma disposição”, afirmou o magistrado.

A decisão, entretanto, não determina que o reajuste seja aprovado. O TJMT deixou claro que cabe à Assembleia decidir novamente se mantém ou derruba o veto do Executivo, apenas exigindo que o procedimento siga as regras constitucionais.

“Preserva-se a liberdade política da Assembleia Legislativa para deliberar acerca da manutenção ou da rejeição do veto governamental, sem que o Poder Judiciário interfira no conteúdo da decisão parlamentar”, destacou Vidal.

Na votação anulada, realizada em dezembro do ano passado, 12 deputados votaram pela manutenção do veto e 10 pela derrubada. Como a sessão ocorreu de forma secreta, não foi possível identificar como cada parlamentar se posicionou. Para derrubar o veto, eram necessários 13 votos.

O projeto havia sido aprovado anteriormente pela Assembleia e previa reajuste de 6,8% para os servidores do Judiciário. O então governador Mauro Mendes vetou integralmente a proposta, alegando que o aumento poderia provocar impacto nas contas públicas e gerar um efeito cascata sobre outras carreiras do funcionalismo.

Com a decisão do TJMT, a Assembleia deverá incluir novamente o veto na pauta e realizar uma votação pública, com registro nominal dos votos. O julgamento, portanto, não garante o reajuste aos servidores, mas reabre a discussão sobre a proposta e elimina o sigilo que marcou a primeira análise do veto.



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