Mato Grosso
‘Operação Tempus’ já prendeu 420 em flagrante, recuperou 90 veículos e apreendeu 52 armas de fogo
Mato Grosso
Da Redação
A ‘Operação Tempus’, desencadeada há duas semanas pela Polícia Militar, já prendeu 420 pessoas em flagrante, uma média de 28 ao dia, capturou 101 foragidos com mandados de prisão em aberto, recuperou 90 veículos roubados, entre carros e motocicletas. Também apreendeu 52 armas de fogo e oito simulacros (imitações de revólveres e pistolas).
As ações, que tiveram início no dia 5 deste mês em todas as cidades do Estado, resultaram ainda na apreensão de quase 40 quilos de droga em 230 ocorrências relacionadas ao tráfico.
Durante esse período, 1.420 pessoas foram conduzidas a delegacias em todas as cidades mato-grossenses. Esse número inclui prisões em flagrante delito e por suspeita de envolvimento em crimes.
A ‘Tempus’ está em curso com diversas modalidades de policiamento, incluindo bloqueios parciais de vias públicas, blitze em pontos estratégicos com vistoria de veículos (em que é verificado, por exemplo, se está transportando algum ilícito como armas e droga) e checagem dos condutores buscando, entre outras informações, se está dirigindo embriagado, se tem mandado de prisão em aberto, de a documentação do veículo e motorista está regular.
Essa operação deverá se estender até o final de outubro e inclui o reforço de policiais que estão em funções administrativas. Em um dia da semana, por determinação do comandante-geral, coronel Jonildo José de Assis, ao invés de ter expediente interno todos os policiais vão para ruas. No administrativo dos quartéis só permanece o mínimo necessário às demandas urgentes.
Assis explica que o planejamento da ‘Operação Tempus’ tem como base análises criminais e de inteligência realizadas com base em dados como locais, horários e modalidades de crimes. A partir dessas informações são definidas ações gerais e pontuais sobre onde e como empregar o efetivo, incluindo a tropa das unidades especializada – Rotam, Bope, Ambiental, Cavalaria e Trânsito.
De acordo com o comandante da PM, análise histórica das estatísticas aponta uma tendência de aumento dos índices da criminalidade entre os meses de agosto e outubro. “Estamos reforçando a presença, a ostensividade nas ruas e a repressão à violência para melhorar a segurança da população e evitar que isso não ocorra”, completa Assis.
Mato Grosso
TJ anula votação secreta e manda AL reanalisar veto a reajuste de 6,8%
O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) anulou a votação secreta realizada pela Assembleia Legislativa (ALMT) que manteve o veto do Governo do Estado ao projeto que prevê reajuste salarial de 6,8% para os servidores do Poder Judiciário. Com a decisão, os deputados terão de analisar novamente o veto, desta vez em uma votação aberta e nominal.
A decisão foi tomada pela Turma de Câmaras Cíveis Reunidas de Direito Público e Coletivo do TJMT após recurso apresentado pelo Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário de Mato Grosso (Sinjusmat), que questionou a validade da votação realizada em dezembro de 2025.
O relator do processo, desembargador Márcio Vidal, destacou que o próprio Judiciário já havia reconhecido a inconstitucionalidade de dispositivos que permitiam o sigilo na apreciação de vetos. Para ele, não seria coerente manter uma votação baseada justamente em uma regra considerada inconstitucional.
“Não seria juridicamente coerente declarar inconstitucional a norma que autorizou o sigilo e, simultaneamente, preservar a votação realizada com fundamento direto nessa mesma disposição”, afirmou o magistrado.
A decisão, entretanto, não determina que o reajuste seja aprovado. O TJMT deixou claro que cabe à Assembleia decidir novamente se mantém ou derruba o veto do Executivo, apenas exigindo que o procedimento siga as regras constitucionais.
“Preserva-se a liberdade política da Assembleia Legislativa para deliberar acerca da manutenção ou da rejeição do veto governamental, sem que o Poder Judiciário interfira no conteúdo da decisão parlamentar”, destacou Vidal.
Na votação anulada, realizada em dezembro do ano passado, 12 deputados votaram pela manutenção do veto e 10 pela derrubada. Como a sessão ocorreu de forma secreta, não foi possível identificar como cada parlamentar se posicionou. Para derrubar o veto, eram necessários 13 votos.
O projeto havia sido aprovado anteriormente pela Assembleia e previa reajuste de 6,8% para os servidores do Judiciário. O então governador Mauro Mendes vetou integralmente a proposta, alegando que o aumento poderia provocar impacto nas contas públicas e gerar um efeito cascata sobre outras carreiras do funcionalismo.
Com a decisão do TJMT, a Assembleia deverá incluir novamente o veto na pauta e realizar uma votação pública, com registro nominal dos votos. O julgamento, portanto, não garante o reajuste aos servidores, mas reabre a discussão sobre a proposta e elimina o sigilo que marcou a primeira análise do veto.
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