Mato Grosso

Operação conjunta fiscaliza desmatamento em áreas de preservação na região do Manso

Publicado em

Mato Grosso

Da Redação

Uma operação conjunta realizada na região do Manso, município de Chapada dos Guimarães (67 km ao norte de Cuiabá), foi deflagrada nesta quarta-feira (22.07) pelas equipes da Delegacia Especializada de Defesa do Meio Ambiente (Dema) da Polícia Civil, Batalhão Ambiental da Polícia Militar e Perícia Oficial e Identificação Técnica (Polítec).

A fiscalização tinha o objetivo de averiguar denúncias sobre desmatamento em áreas de preservação permanente (APP).

Quando as equipes chegaram ao local indicado, constataram a veracidade da denúncia, sendo encontrados “barracos” improvisados à beira do lago do Manso, porém, não foi localizada nenhuma pessoa. Em vistoria na região, foram encontradas duas armas de fogo, munições intactas, arma de pressão e uma rede de pesca.

Após identificarem o dono de um dos barracos, os policiais entraram em contato com ele por telefone, solicitando que compareça à delegacia para prestar esclarecimentos.

Em outro ponto indicado, os policiais fiscalizaram a área de preservação permanente também com a finalidade de verificar denúncia de desflorestamento da vegetação sem a devida autorização do órgão ambiental.

No local, também foi constatada a destruição da vegetação nativa e também foram encontrados “barracos”, onde foram realizadas buscas. Em um dos deles foram encontradas escondidas duas armas de fogo, cartucheiras, e quatro cartuchos deflagrados, porém, novamente nenhum suspeito foi localizado.

Diante dos fatos, os materiais apreendidos foram encaminhados à Delegacia do Meio Ambiente, em Cuiabá, para as providências cabíveis.

COMENTE ABAIXO:
Propaganda
Clique para comentar

Você precisa estar logado para postar um comentário Login

Deixe uma resposta

Mato Grosso

TJ anula votação secreta e manda AL reanalisar veto a reajuste de 6,8%

Publicados

em


O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) anulou a votação secreta realizada pela Assembleia Legislativa (ALMT) que manteve o veto do Governo do Estado ao projeto que prevê reajuste salarial de 6,8% para os servidores do Poder Judiciário. Com a decisão, os deputados terão de analisar novamente o veto, desta vez em uma votação aberta e nominal.

A decisão foi tomada pela Turma de Câmaras Cíveis Reunidas de Direito Público e Coletivo do TJMT após recurso apresentado pelo Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário de Mato Grosso (Sinjusmat), que questionou a validade da votação realizada em dezembro de 2025.

O relator do processo, desembargador Márcio Vidal, destacou que o próprio Judiciário já havia reconhecido a inconstitucionalidade de dispositivos que permitiam o sigilo na apreciação de vetos. Para ele, não seria coerente manter uma votação baseada justamente em uma regra considerada inconstitucional.

“Não seria juridicamente coerente declarar inconstitucional a norma que autorizou o sigilo e, simultaneamente, preservar a votação realizada com fundamento direto nessa mesma disposição”, afirmou o magistrado.

A decisão, entretanto, não determina que o reajuste seja aprovado. O TJMT deixou claro que cabe à Assembleia decidir novamente se mantém ou derruba o veto do Executivo, apenas exigindo que o procedimento siga as regras constitucionais.

“Preserva-se a liberdade política da Assembleia Legislativa para deliberar acerca da manutenção ou da rejeição do veto governamental, sem que o Poder Judiciário interfira no conteúdo da decisão parlamentar”, destacou Vidal.

Na votação anulada, realizada em dezembro do ano passado, 12 deputados votaram pela manutenção do veto e 10 pela derrubada. Como a sessão ocorreu de forma secreta, não foi possível identificar como cada parlamentar se posicionou. Para derrubar o veto, eram necessários 13 votos.

O projeto havia sido aprovado anteriormente pela Assembleia e previa reajuste de 6,8% para os servidores do Judiciário. O então governador Mauro Mendes vetou integralmente a proposta, alegando que o aumento poderia provocar impacto nas contas públicas e gerar um efeito cascata sobre outras carreiras do funcionalismo.

Com a decisão do TJMT, a Assembleia deverá incluir novamente o veto na pauta e realizar uma votação pública, com registro nominal dos votos. O julgamento, portanto, não garante o reajuste aos servidores, mas reabre a discussão sobre a proposta e elimina o sigilo que marcou a primeira análise do veto.



COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

POLÍTICA

POLÍCIA

ESPORTE

ENTRETENIMENTO

MAIS LIDAS DA SEMANA