Mato Grosso

Operação Céu Dourado: Aeronave é sequestrada pela PF no Aeroporto Marechal Rondon

Publicado em

Mato Grosso

Da Redação

A ‘Operação Céu Dourado’ cumpriu mandados de busca e apreensão e de sequestro de aeronaves na capital e em outras quatro cidades de Mato Grosso.

A operação foi deflagrada na manhã desta quarta-feira (23) e tem como objetivo combater a extração e a venda ilegal de ouro por empresas ligadas ao comercio e exploração de minério.

Foram cumpridos mandados em Cuiabá, Alta Floresta, Apiacás, Colíder, Colniza e em Várzea Grande. No aeroporto Marechal Rondon, a PF realizou o sequestro de uma aeronave.

A Polícia Federal confirmou que Cuiabá e outras quatro cidades de Mato Grosso são alvos de mandados na ‘Operação Céu Dourado’, deflagrada nesta quarta-feira (23), com o objetivo de combater a extração e a venda ilegal de ouro por empresas ligadas ao comércio e exportação de minério. No Aeroporto Internacional Marechal Rondon, localizado em Várzea Grande, houve o sequestro (apreensão) de uma aeronave.

Entenda

A Polícia Federal (PF) deflagrou na manhã desta quarta-feira (23), mais uma operação relacionada a venda ilegal de ouro por empresas. Durante a ‘Operação Céu Dourado’, 26 mandados judiciais, sendo que 24 são mandados de busca e apreensão e 2 mandados de sequestro de aeronaves, já estão sendo cumpridos em Mato Grosso, Goiás, e São Paulo, cem policiais estão trabalhando no cumprimento das ordens judiciais que foram expedidas pela 5ª Vara da Justiça Federal de Goiânia.

Esta operação é resultado da apreensão de 110 kg de ouro, avaliados em mais de R$ 20 milhões que foram apreendidos em junho deste ano em um aeroporto de Goiânia – GO. Após o inicio das investigações, foram identificadas notas fiscais falsas emitidas por empresas no intuito de acobertar a origem ilegal do ouro.

Operação Trypes

Outra operação já havia sido deflagrada no mês passado pela Polícia Federal (PF). A Operação Trypes, tinha como objetivo, a desarticulação de uma organização criminosa que atua na extração e comercialização de ouro retirados da Amazônia Legal.

Dezesseis mandados de busca e apreensão, dois mandados de suspensão de atividade econômica, dois mandados de bloqueio de conta e seis mandados de prisão preventiva foram cumpridos por cerca de sessenta policiais, os mandados foram cumpridos em cinco cidades de Mato Grosso (Aripuanã, Alta Floresta, Juína, Nova Bandeirantes e Paranaíta).

De acordo com as investigações, um grande esquema de lavagem de dinheiro facilitava a comercialização do ouro extraído de forma ilegal, além da emissão de documentos falsos ainda eram usadas contas bancárias abertas unicamente para a comercialização ilegal do ouro.

A operação foi arquitetada após a prisão de duas pessoas e a apreensão de 6,5 quilos de ouro avaliados em R$ 7 milhões em junho deste ano no aeroporto da cidade de Aripuanã (1200 km de Cuiabá).

As ordens judiciais foram expedidas pela 5ª Vara da Justiça Federal de Mato Grosso, o inquérito corre em segredo de justiça, porém a PF informou que os alvos desta quinta-feira, são considerados os chefes da organização criminosa.

A operação foi batizada de Trypes que é uma palavra de origem grega que significa buracos, o nome foi escolhido justamente para fazer uma alusão a forma que os criminosos deixaram a região em que o ouro era extraído, cheia de buracos.

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Mato Grosso

TJ anula votação secreta e manda AL reanalisar veto a reajuste de 6,8%

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O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) anulou a votação secreta realizada pela Assembleia Legislativa (ALMT) que manteve o veto do Governo do Estado ao projeto que prevê reajuste salarial de 6,8% para os servidores do Poder Judiciário. Com a decisão, os deputados terão de analisar novamente o veto, desta vez em uma votação aberta e nominal.

A decisão foi tomada pela Turma de Câmaras Cíveis Reunidas de Direito Público e Coletivo do TJMT após recurso apresentado pelo Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário de Mato Grosso (Sinjusmat), que questionou a validade da votação realizada em dezembro de 2025.

O relator do processo, desembargador Márcio Vidal, destacou que o próprio Judiciário já havia reconhecido a inconstitucionalidade de dispositivos que permitiam o sigilo na apreciação de vetos. Para ele, não seria coerente manter uma votação baseada justamente em uma regra considerada inconstitucional.

“Não seria juridicamente coerente declarar inconstitucional a norma que autorizou o sigilo e, simultaneamente, preservar a votação realizada com fundamento direto nessa mesma disposição”, afirmou o magistrado.

A decisão, entretanto, não determina que o reajuste seja aprovado. O TJMT deixou claro que cabe à Assembleia decidir novamente se mantém ou derruba o veto do Executivo, apenas exigindo que o procedimento siga as regras constitucionais.

“Preserva-se a liberdade política da Assembleia Legislativa para deliberar acerca da manutenção ou da rejeição do veto governamental, sem que o Poder Judiciário interfira no conteúdo da decisão parlamentar”, destacou Vidal.

Na votação anulada, realizada em dezembro do ano passado, 12 deputados votaram pela manutenção do veto e 10 pela derrubada. Como a sessão ocorreu de forma secreta, não foi possível identificar como cada parlamentar se posicionou. Para derrubar o veto, eram necessários 13 votos.

O projeto havia sido aprovado anteriormente pela Assembleia e previa reajuste de 6,8% para os servidores do Judiciário. O então governador Mauro Mendes vetou integralmente a proposta, alegando que o aumento poderia provocar impacto nas contas públicas e gerar um efeito cascata sobre outras carreiras do funcionalismo.

Com a decisão do TJMT, a Assembleia deverá incluir novamente o veto na pauta e realizar uma votação pública, com registro nominal dos votos. O julgamento, portanto, não garante o reajuste aos servidores, mas reabre a discussão sobre a proposta e elimina o sigilo que marcou a primeira análise do veto.



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