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OAB-MT orienta consumidores sobre mensalidades escolares

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Da Redação.

Dentre os efeitos da crise do coronavírus que mais impactou a sociedade, está a suspensão das aulas, do ensino infantil ao superior, nas redes pública e privada. O governo federal editou a Medida Provisória (MP) 934/2020 que suspendeu, diante da excepcionalidade, a quantidade mínima de dias letivos no ano escolar, sem reduzir, no entanto, a carga horária total.

Na prática, isso significa que parte do ensino presencial, passar a ser feito na modalidade à distância.  Mas quais os reflexos destas mudanças em relação ao pagamento das mensalidades?

A Comissão de Defesa do Consumidor da Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Mato Grosso (OAB-MT) explica que a Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), ligada ao Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), recomendou que os valores das mensalidades sejam mantidos para não promover “desarranjos nas escolas que já fizeram sua programação anual, o que poderia até impactar no pagamento de salário de professores, aluguel, entre outros”.

No entanto, já se discute na Câmara dos Deputados o Projeto de Lei 1.119/2020 que estabelece redução de, no mínimo, 30% no valor das mensalidades durante o período de suspensão das aulas nas escolas privadas de ensino fundamental e médio.

No mesmo sentido, já tramitam na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) os projetos apresentados pelo deputado Sílvio Fávero e pela deputada Janaína Riva visando a redução percentual das mensalidades escolares na rede particular.

Assim, a orientação para os consumidores é que busquem negociar seus interesses junto às instituições de ensino com cautela e equilíbrio, ressaltando-se que todos os atores (empresários, consumidores, funcionários) estão sofrendo os efeitos da crise. Diante de um possível desequilíbrio entre o serviço contratado e o efetivamente prestado, deve se considerar também alternativas como reposição de aulas, descontos em mensalidades futuras, entre outros, por meio de negociações que levem em conta os direitos do consumidor.

“Entendemos que deve se buscar a razoabilidade, levando-se em consideração todos os pontos, como redução nos custos para o estabelecimento de ensino durante o período e a prestação do serviço contratado, assegurando aos consumidores seus diretos”, explicou o presidente da Comissão de Defesa do Consumidor da OAB-MT, Carlos Rafael Demian Gomes de Carvalho.

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Durigan defende que Brasil deve ampliar comércio exterior

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O ministro da Fazenda, Dario Durigan, defendeu nesta segunda-feira (17) a estratégia de abertura do comércio de produtos brasileiros para outros países. 

Segundo ele, outros governos e investidores olham para o Brasil com confiança. “Em um mundo de incertezas, temos de construir o Brasil como um porto seguro, temos de projetar segurança e previsibilidade”, disse ao participar de evento na capital paulista.

Para Durigan, essa abertura deve ser baseada em negociações e não de dependência de um parceiro exclusivo, na Ásia ou na América do Norte, por exemplo.

“[O Brasil] vai fazer o debate sabendo de suas fraquezas e fortalezas”, apontou.

A fala do ministro ocorre no momento de tensão entre Brasil e Estados Unidos. Na semana passada, o governo federal anunciou a abertura formal do processo para avaliar se a imposição unilateral de tarifas por parte dos Estados Unidos (EUA) contra exportações brasileiras será respondida com base na Lei da Reciprocidade Econômica

Aprovada no ano passado, justamente em reação ao primeiro tarifaço do governo de Donald Trump, a Lei nº 15.122 estabelece critérios para suspensão de concessões comerciais em resposta a ações, políticas ou práticas unilaterais de outro país que impacte negativamente a competitividade econômica do Brasil.

Medidas fiscais

Durigan também argumentou sobre a adoção de medidas, como bloqueio de orçamento e limite de gastos obrigatórios, para que o país mantenha a estabilidade fiscal. 

“Precisamos manter uma trajetória fiscal, sem desestabilizar”, disse.

Sobre a reforma tributária, o ministro reconhece que pode amedrontar, por impor muitas mudanças. Porém, Durigan acredita que 2027 será um importante ano para a transição, e que, ao final, resultará em um sistema melhor, a médio e longo prazo, para o país. 

A questão dos juros também foi abordada. Durigan afirmou que não há condições de discutir crédito no país sem “juros civilizados”, por, conforme o ministro, serem a “milha final” dos ajustes de médio prazo necessários para o desenvolvimento do país.



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