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No próximo dia 04 Arena Pantanal começa a receber os jogos da Série B do Brasileirão

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Da Redação

 

A bola da série B do Brasileirão vai começar a rolar na Arena Pantanal no próximo sábado (04), às 18h, com o primeiro jogo do Cuiabá Esporte Clube com mando de campo.  O Dourado estreou na série B do Campeonato Brasileiro de 2019 fora de casa na tarde do último sábado (27). Na partida da primeira rodada, realizada no estádio Heriberto Hülse em Santa Catarina, o Dourado venceu o Criciúma por 1 a 0, com um gol nos acréscimos.

A Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel/MT), que faz a gestão da Arena desde janeiro deste ano, obteve recentemente o alvará de segurança contra incêndio e pânico, emitido pelo Corpo de Bombeiros. O documento tem validade de dois anos e certifica que estádio está em condições de receber os torcedores com segurança nos setores leste e oeste. Juntos, os dois setores possuem assentos para até 25 mil pessoas.

Pelas regras divulgadas pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF) no regulamento da competição, a capacidade mínima dos estádios para que os clubes mandem seus jogos na Série B tem de ser de pelo menos dez mil pessoas sentadas.

Para o secretário adjunto de Esporte e Lazer, Jefferson Carvalho Neves, a realização das partidas da Série B na Arena Pantanal são oportunidades de mostrar Mato Grosso ao país e todos os esforços já estão sendo feitos para deixar o estádio nas melhores condições possíveis. 

“Devido às limitações de recursos e de prazos, nesse primeiro momento optamos por definir prioridades para garantir a segurança e o calendário de jogos. Foram asseguradas as medidas para a liberação certificada dos dois lados do estádio que comportam o maior número de pessoas e que propiciam maior conforto aos torcedores”, esclarece Jefferson.

Na partida da segunda rodada da Série B, o Cuiabá enfrentará o Operário, do Paraná – mesmo time que duelou pelo troféu de campeão da Série C do Campeonato Brasileiro. O confronto, ocorrido em setembro do ano passado, consagrou o Operário-PR, mas foi considerado histórico para o futebol do Mato Grosso.

Além da disputa do título pelo time local, a Arena Pantanal teve seu recorde de público, com 41.311 pessoas presentes nas arquibancadas. Esta marca superou até os números das partidas sediadas no estádio na Copa do Mundo de 2014. Na série B do Campeonato Brasileiro de 2019, o time da capital Clube realizará 19 partidas como mandante na Arena Pantanal.  

Campeonato Brasileiro Feminino

As meninas do Operário F.C também jogam na Arena Pantanal nesta semana. Na quarta-feira (01), às 17h, o time operariano enfrenta o Atlético Acreano, pela terceira rodada no Campeonato Brasileiro Feminino A-2. A vaga no campeonato nacional realizado pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF)  foi conquistada após o clube ser campeão do Campeonato Mato-grossense de Futebol Feminino 2018. 

O Brasileirão Feminino A-2 garante o acesso para a série A-1 aos semifinalistas do torneio. Nesta primeira fase, o Operário disputa com outras cinco equipes do Grupo 2, do qual faz parte. O próximo duelo das Operarianas será em Belém, contra o Pinheirense – PA.

Programação Ginásio Aecim Tocantins 

Integrando o Complexo Arena Pantanal, o Ginásio Poliesportivo Aecim Tocantins também tem programação nesta semana. Confira:

  • Sexta-feira (03), a partir das 18h: abertura da Copa Centro América de Futsal 
  • Sábado e domingo (04 e 05), a partir das 7h: partidas da Copa Centro América de Futsal 
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Quando perder músculo também ameaça o cérebro

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Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.



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