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Municípios que aderiram ao PDI do TC/MT atingem a maior parte das metas estabelecidas

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Mesmo em meio ao cenário da pandemia novo coronavírus, registrado em 2020, os 21 municípios adesos ao Programa de Desenvolvimento Institucional Integrado, o PDI do Tribunal de Contas de Mato Grosso, conseguiram se reinventar e atingir a maior parte das metas estabelecidas no Projeto I, coordenado pela Secretaria de Apoio às Unidades Gestoras, e no Projeto I, sob a alçada da Secretaria de Articulação Institucional. Essas prefeituras ainda se empenharam para atender as demandas inesperadas que surgiram no contexto atípico provocados pela doença. Os resultados de cada unidade gestora foram apresentados por vídeoconferência. 

Segundo o secretário da SAUG e coordenador-geral do PDI, Adjair Roque de Arruda, “o Tribunal de Contas, desde 18 de março de 2020, vem trabalhando por teletrabalho. Essa foi a forma que utilizamos também para as reuniões e resultados com os municípios. Nós temos uma plataforma aqui, fazemos agendamento e eles entram no horário marcado. Foram feitas 21 reuniões com todos os municípios, todos apresentaram os resultados, e acompanhamos na medida do possível”.

Exemplos disso foram as atividades voltadas à valorização da Atenção Básica, a expansão das ações de acolhimento e assistência social, regularização fundiária e controle da evasão escolar. Iniciativas positivas que, inclusive, podem ser compartilhadas entre as unidades gestoras, sempre respeitando as particularidades de cada uma. 

Outro aspecto que chamou a atenção do TCE foi o desenvolvimento de mecanismos por parte dos Conselhos de Políticas Públicas, para garantir o exercício do Controle Social. Na avaliação do coordenador-geral do PDI, o Controle Social é um papel fundamental na democracia. As demandas da sociedade passam pelos conselhos. O Estado de MT possui muitos conselhos que representam a sociedade (Segurança, Educação, Saúde, Terceira Idade). São os representantes da grande maioria das pessoas”.

Agora em 2021, a intenção do Tribunal de Contas é continuar acompanhando o trabalho desenvolvido pelos municípios adesos, orientando, inclusive, os gestores que assumiram recentemente os executivos municipais. Também estão previstas a elaboração conjunta de metas padrão, ligadas a serviços essenciais, a fim de atender às políticas públicas estabelecidas pelo governo federal, assim como a inclusão do Planejamento Estratégico Municipal, de itens constantes nas peças do planejamento. Tudo somado à contribuição dos facilitadores especialistas da UFMT. Além disso, o PDI já é desempenhado, de maneira inédita, junto à Câmara Municipal de Cuiabá, Defensoria Pública e Polícia Militar do Estado de MT.

Texto transcrito de vídeo You Tube

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TJ anula votação secreta e manda AL reanalisar veto a reajuste de 6,8%

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O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) anulou a votação secreta realizada pela Assembleia Legislativa (ALMT) que manteve o veto do Governo do Estado ao projeto que prevê reajuste salarial de 6,8% para os servidores do Poder Judiciário. Com a decisão, os deputados terão de analisar novamente o veto, desta vez em uma votação aberta e nominal.

A decisão foi tomada pela Turma de Câmaras Cíveis Reunidas de Direito Público e Coletivo do TJMT após recurso apresentado pelo Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário de Mato Grosso (Sinjusmat), que questionou a validade da votação realizada em dezembro de 2025.

O relator do processo, desembargador Márcio Vidal, destacou que o próprio Judiciário já havia reconhecido a inconstitucionalidade de dispositivos que permitiam o sigilo na apreciação de vetos. Para ele, não seria coerente manter uma votação baseada justamente em uma regra considerada inconstitucional.

“Não seria juridicamente coerente declarar inconstitucional a norma que autorizou o sigilo e, simultaneamente, preservar a votação realizada com fundamento direto nessa mesma disposição”, afirmou o magistrado.

A decisão, entretanto, não determina que o reajuste seja aprovado. O TJMT deixou claro que cabe à Assembleia decidir novamente se mantém ou derruba o veto do Executivo, apenas exigindo que o procedimento siga as regras constitucionais.

“Preserva-se a liberdade política da Assembleia Legislativa para deliberar acerca da manutenção ou da rejeição do veto governamental, sem que o Poder Judiciário interfira no conteúdo da decisão parlamentar”, destacou Vidal.

Na votação anulada, realizada em dezembro do ano passado, 12 deputados votaram pela manutenção do veto e 10 pela derrubada. Como a sessão ocorreu de forma secreta, não foi possível identificar como cada parlamentar se posicionou. Para derrubar o veto, eram necessários 13 votos.

O projeto havia sido aprovado anteriormente pela Assembleia e previa reajuste de 6,8% para os servidores do Judiciário. O então governador Mauro Mendes vetou integralmente a proposta, alegando que o aumento poderia provocar impacto nas contas públicas e gerar um efeito cascata sobre outras carreiras do funcionalismo.

Com a decisão do TJMT, a Assembleia deverá incluir novamente o veto na pauta e realizar uma votação pública, com registro nominal dos votos. O julgamento, portanto, não garante o reajuste aos servidores, mas reabre a discussão sobre a proposta e elimina o sigilo que marcou a primeira análise do veto.



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