Mato Grosso
Mulher que usava filhos de 11 e 13 anos para traficar é presa pela polícia em Várzea Grande
Mato Grosso
Da Redação – Jean Borsatti
Duas pessoas foram presas acusadas de tráfico de drogas na noite desta quarta-feira (17), segundo as informações, Adriana Borges Mesquita, 34 anos, e seu cunhado, Amarildo Gonçalves da Silva, 39 anos estavam em frente uma residência no bairro Portal da Amazônia em Várzea Grande, no momento em que o Grupo de Apoio (GAP) do 4º Batalhão de Polícia Militar (4ºBPM) passava pelo local os dois indivíduos apresentaram atitude suspeita.
Após a abordagem da polícia, foram encontrados em posse de Adriana, quinze porções de substância análoga a pasta base de cocaína, com isso os policiais adentraram na residência onde estavam duas crianças, um menino de onze anos e uma garota de treze anos, que seriam filhos da suspeita, no momento a garota informou aos policiais que no quintal da casa haviam enterrados mais uma quantidade da mesma substâncias, feitas as buscas, foram encontrados outras 103 porções de pasta base.
No mesmo momento a filha de Adriana informou que a mãe obrigava ela e seu irmão a ajudarem com o tráfico, segundo a polícia Adriana possui um mandado de prisão em aberto por trafico de drogas e por este motivo ela utilizaria as crianças para traficar, já que a mesma não saia muito de casa justamente pelo fato de estar sendo procurada.
Constatado o crime, os dois suspeitos foram conduzidos até a Central de Flagrantes do bairro Parque do Lago em Várzea Grande juntamente com seus filhos, no local Adriana negou que os filhos tenham participação nas ações ilícitas praticadas pela mesma, já em relação ao tráfico, ela confessou que fazia o comercio de entorpecentes na região, em um determinado momento ela chegou a afirmar que era melhor traficar do que roubar.
Na delegacia também foi constatado que o marido de Adriana se encontra preso na Penitenciária Central do Estado (PCE) pelo mesmo crime de tráfico de drogas. Já Amarildo não possui passagens pela polícia e alega que é apenas usuário de pasta base.
Os dois suspeitos foram ouvidos e ficam à disposição da justiça para que as medidas cabíveis sejam tomadas.
(Foto: Dalmir Ferreira)
Mato Grosso
TJ anula votação secreta e manda AL reanalisar veto a reajuste de 6,8%
O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) anulou a votação secreta realizada pela Assembleia Legislativa (ALMT) que manteve o veto do Governo do Estado ao projeto que prevê reajuste salarial de 6,8% para os servidores do Poder Judiciário. Com a decisão, os deputados terão de analisar novamente o veto, desta vez em uma votação aberta e nominal.
A decisão foi tomada pela Turma de Câmaras Cíveis Reunidas de Direito Público e Coletivo do TJMT após recurso apresentado pelo Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário de Mato Grosso (Sinjusmat), que questionou a validade da votação realizada em dezembro de 2025.
O relator do processo, desembargador Márcio Vidal, destacou que o próprio Judiciário já havia reconhecido a inconstitucionalidade de dispositivos que permitiam o sigilo na apreciação de vetos. Para ele, não seria coerente manter uma votação baseada justamente em uma regra considerada inconstitucional.
“Não seria juridicamente coerente declarar inconstitucional a norma que autorizou o sigilo e, simultaneamente, preservar a votação realizada com fundamento direto nessa mesma disposição”, afirmou o magistrado.
A decisão, entretanto, não determina que o reajuste seja aprovado. O TJMT deixou claro que cabe à Assembleia decidir novamente se mantém ou derruba o veto do Executivo, apenas exigindo que o procedimento siga as regras constitucionais.
“Preserva-se a liberdade política da Assembleia Legislativa para deliberar acerca da manutenção ou da rejeição do veto governamental, sem que o Poder Judiciário interfira no conteúdo da decisão parlamentar”, destacou Vidal.
Na votação anulada, realizada em dezembro do ano passado, 12 deputados votaram pela manutenção do veto e 10 pela derrubada. Como a sessão ocorreu de forma secreta, não foi possível identificar como cada parlamentar se posicionou. Para derrubar o veto, eram necessários 13 votos.
O projeto havia sido aprovado anteriormente pela Assembleia e previa reajuste de 6,8% para os servidores do Judiciário. O então governador Mauro Mendes vetou integralmente a proposta, alegando que o aumento poderia provocar impacto nas contas públicas e gerar um efeito cascata sobre outras carreiras do funcionalismo.
Com a decisão do TJMT, a Assembleia deverá incluir novamente o veto na pauta e realizar uma votação pública, com registro nominal dos votos. O julgamento, portanto, não garante o reajuste aos servidores, mas reabre a discussão sobre a proposta e elimina o sigilo que marcou a primeira análise do veto.
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