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Mulher mata cunhado a facadas em Barra do Garças

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Da Redação

Um homem identificado como Victor Elias de Oliveira Leite, de 19 anos, foi assassinado a facadas no meio da rua, na tarde da última quinta-feira (18), no bairro Santo Antônio, em Barra do Garças (509 km de Cuiabá). Ele foi morto pela cunhada de 18 anos, que contou com a ajuda de um rapaz – nome não informado.

Segundo a Polícia Judiciária Civil (PJC), testemunhas informaram que a vítima passou correndo pela rua gritando por socorro. A Polícia Militar foi acionada.

Ao chegarem ao local, os militares já encontraram Victor caído, em uma poça de sangue, na calçada. Uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi até o local e, ao checar os sinais vitais da vítima, constatou a morte. 

Desta forma, os militares isolaram a área para que a perícia pudesse trabalhar. 

Os investigadores da PJC encontraram câmeras de segurança que registraram o crime. Pelas imagens eles também conseguiram identificar os assassinos. 

A cunhada da vítima foi presa, já seu comparsa segue foragido.

Victor estava há cerca de dois anos com a irmã de sua assassina.

O motivo do crime ainda não foi esclarecido.

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Após 19 anos, júri condena réu que matou trabalhador por engano

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Nesta segunda-feira (24), o Tribunal do Júri de Várzea Grande julgou um homicídio ocorrido em 9 de maio de 2007. Quase duas décadas depois, Antônio Wilson Ribeiro foi condenado por homicídio qualificado e ocultação de cadáver, à pena de 13 anos de reclusão.
O caso teve origem em um episódio anterior. Anos antes, uma clínica odontológica havia sido alvo de um crime, ocasião em que uma funcionária chegou a ser feita refém. Tempos depois, William Batista Luz, paciente do estabelecimento, foi confundido com o autor daquela ocorrência.
Em 9 de maio de 2007, William retornou à clínica para dar continuidade ao tratamento odontológico. A suspeita de que ele seria o antigo criminoso desencadeou uma sequência de acontecimentos que terminou em sua morte.
Segundo a denúncia do Ministério Público, William foi algemado e retirado da clínica por um grupo de homens. A partir daquele momento, nunca mais foi visto.
Seu corpo jamais foi localizado.
A investigação, contudo, reuniu uma cadeia de evidências sobre a dinâmica dos fatos e a participação do acusado. Foram apresentados ao Conselho de Sentença depoimentos de testemunhas presenciais, elementos sobre os vínculos entre os envolvidos, dados relativos à presença do réu no contexto do crime e informações relacionadas ao veículo utilizado na retirada da vítima.
A inexistência do cadáver não impediu o reconhecimento da materialidade. O desaparecimento definitivo, as circunstâncias em que William foi visto pela última vez e o conjunto probatório permitiram a reconstrução do homicídio. A morte da vítima também foi reconhecida judicialmente como presumida, com a correspondente emissão de certidão de óbito.
Ao final do julgamento, os jurados acolheram a tese do Ministério Público e reconheceram a responsabilidade de Antônio Wilson Ribeiro pelo homicídio qualificado e pela ocultação do cadáver.
O caso também evidencia um ponto essencial: justiçamento não é Justiça. Ninguém pode investigar, julgar, condenar e executar uma pessoa por conta própria. O monopólio legítimo da aplicação da lei pertence ao Estado, justamente para impedir que a vingança privada substitua o devido processo legal.
Dezenove anos depois, mesmo sem a localização do corpo de William, o Tribunal do Júri apresentou sua resposta.
É possível esconder um cadáver. A verdade dos fatos e a resposta da Justiça, não.

Fonte: Ministério Público MT – MT



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