Economia
Modernização Fazendária atingiu eficiência na gestão dos recursos públicos em Várzea Grande
Economia
Da Redação.
Temos de voltar no tempo e lembrar que, quando a prefeita Lucimar assumiu, em maio de 2015, a cidade estava sem credibilidade política, administrativa e financeira. A população estava desacreditada, sem autoestima. Apesar deste cenário, bem definido na época como ‘trocar pneu com o carro em movimento’, foi possível registrar avanços em importantes indicadores, especialmente os que envolvem gestão, finanças e recursos públicos.
O resgate da credibilidade da cidade, sob todos os aspectos, só foi possível por meio do reordenamento e reestruturação da finança pública municipal.
Há uma clara evolução sobre a receita municipal. Essa expansão é resultado da implementação de uma gestão mais austera. Isso gera quase que um ciclo virtuoso. Eu aplico bem os recursos, a população sente a presença da gestão, recupera sua autoestima, paga seus impostos e as obras e ações acontecem. A eficiência na gestão dos recursos públicos e de capacitação e modernização dos agentes que atuam no Fisco Municipal fizeram a diferença nos resultados.
De 2015 a 2019, anos com receitas já consolidada, o ingresso de recursos ao Fisco Municipal passou de R$ 455,72 milhões para R$ 682,45 milhões, alta de 49,89% no período.
Também seguindo essa mesma linha do tempo há crescimento 780% sobre os recursos que integram a receita de Capital e que por sua vez são utilizados para investimentos. Esse indicador passou de R$ 6,84 milhões para R$ 53,17 milhões até o ano passado.
O cartão de visitas da prefeitura, quando se trata das finanças públicas, são os resultados crescentes da Receita Tributária própria, aquela que é formada por impostos e taxas recolhidas pelo Município e que forma boa parte da receita disponível para quitação de gastos e execução de investimentos. De 2015 a 2019, a receita tributária registrou crescimento de 42%, saindo de R$ 92,99 milhões para mais de R$ 132,31 milhões.
A receita própria é formada por tributos, taxas e contribuições de competência do Município, como IPTU, ISSQN, ITBI, taxas, contribuições, multas e dívida ativa. Entre os impostos citados, o IPTU merece destaque pela performance crescente, contabilizando no período alta de 116%.
É interessante focar no IPTU por alguns aspectos, até porque é o tributo que mais aponta alta na arrecadação, com pico de expansão entre 2016 e 2019. “Quanto mais serviços e ações chegam ao cidadão, mais ele se sente na obrigação de pagar o tributo, pois está vendo o retorno”, destaca a prefeita Lucimar Sacre de Campos. E completa: “Temos de voltar no tempo e lembrar que, quando a prefeita Lucimar assumiu, em maio de 2015, a cidade estava sem credibilidade e a população estava desacreditada”, reforça.
A alta da receita do IPTU é fruto de ações também internas, já que no período, não houve reajustes de alíquotas. As cifras a mais são fruto de atualização do cadastro imobiliário e da utilização de recursos como o georreferenciamento. Tudo isso trouxe subsídios para que os agentes do Fisco pudessem cobrar e executar dívidas. Em outras palavras, o ganho em receita veio da ampliação da base de contribuintes e não do aumento da carga tributária.
A maior receita própria vem do ISSQN, tributo sobre serviços de qualquer natureza, que somente em 2019 enviou aos cofres de VG cerca de R$ 44 milhões. Pela ordem, em 2019, o ISSQN representou 33,25% da receita própria, seguido pelo IPTU, com 18,99% e da dívida ativa com 14,16%.
APLICAÇÕES CONSTITUCIONAIS – Outro indicador que faz a diferença no relatório financeiro de Várzea Grande são os volumes de receita própria aplicados diretamente na Educação e na Saúde. Conforme a Constituição Federal há um piso de 25% e de 15%, respectivamente, que devem ser religiosamente aplicados.
Mas desde 2015 esse piso é superado anualmente. Dados consolidados pela Pasta mostram que, na Educação, as aplicações corresponderam a 25,37% da receita própria em 2015, passando a 28% em 2016, 30,97% em 2017. Em 2018, houve o pico das aplicações, atingindo 38,85%, 13,85 pontos percentuais acima do piso de 25%. Em 2019, foram 26,64% da receita municipal aplicados em Educação.
Na Saúde a evolução foi a seguinte: 2015 foram 17,94%, em 2016 – pico – com 29,22%, 2017 foram 27,50%, em 2018 outros 26,58% e em 2019, 26,40%.
SUPERÁVIT ANUAL – 2015 –R$ 32,2 milhões, 2016 – R$35,9 milhões, 2017 –R$ 38 milhões, 2018 – R$ 51,6 milhões, 2019 – R$ 20,9 milhões. Até agosto desse ano eram R$ 100 milhões. Total no acumulado: R$ 278,6 milhões.
MUTIRÃO FISCAL – A prefeitura de Várzea Grande encerrou o ‘Mutirão Fiscal 2019’ com mais de 44% dos acordos realizados pagos de forma à vista, adicionando aos cofres municipais R$ 2,76 milhões. No total, em 32 dias de campanha, foram negociados 5.362 acordos, gerando R$ 10,88 milhões.
Ainda dentro do relatório apresentado pela coordenadoria de Cobrança e Arrecadação da secretaria de Gestão Fazendária, do total movimentado no Mutirão, R$ 2,76 milhões já foram recolhidos pelo pagamento à vista dos débitos, outros R$ 5,37 milhões serão recolhidos ao Município ao longo dos próximos 14 meses, ou seja, até dezembro de 2020, e cerca de R$ 3 milhões (o que totaliza o valor negociado de mais de R$ 10,88 milhões), ficam de saldo a receber para a nova gestão. “Um cenário completamente inverso ao vivenciado em maio de 2015, de prefeitura sem caixa, cidade sem obras, escolas sem condições de abrigar alunos e abandonadas e gestão sem credibilidade política”, relembra a prefeita Lucimar.
A maior parte dos acordos efetivados foi sobre dívidas de IPTU, o que movimentou R$ 9 milhões. O segundo tributo em volume de arrecadação foi o ISSQN – integrando o rol de dívidas do Mutirão pela primeira vez – que resgatou outros R$ 1,16 milhão.
Além do desconto de até 95% sobre juros e multas para quitação do IPTU, Alvará, ISSQN e de taxas, os débitos puderam ser parcelados em até 36 meses.
MODERNIZAÇÃO – O primeiro grande passo para aumentar e tornar a gestão tributária eficiente e eficaz foi a recomposição de todo o banco de dados da Pasta, por meio da informatização dos processos. Desde o cadastro mobiliário até a emissão de documentos e guias via internet.
Essa organização interna permitiu avanços que hoje geram transparência, confiabilidade e celeridade na prestação de serviços aos contribuintes. O atendimento agora pode ser 100% virtual em Várzea Grande.
Os contribuintes várzea-grandenses já podem realizar o parcelamento eletrônico de todos os tributos municipais referentes a exercícios anteriores a 2020, a exemplo do IPTU, alvará ou ISSQN. A novidade integra o programa de modernização implantado pela Gestão Fazendária municipal.
Todo o procedimento para parcelamento, desde solicitação até a impressão do boleto para pagamento é realizado on-line, através do site www.varzeagrande.mt.gov.
Ainda por meio do Portal do Município, está em vigor o Domicílio Tributário Eletrônico (DTE), uma ferramenta eletrônica que permite a execução de serviços que antes eram possíveis apenas de forma presencial. O DTE está disponível no Portal da Prefeitura no link: https://vgdtc.abaco.com.
“O DTE surgiu para estreitar a relação entre o Município e contribuinte, facilitar a comunicação e especialmente, simplificar processos e otimizar a rotina jurídica das operações do Fisco. O DTE tem, entre outras finalidades, encaminhar avisos, intimações, notificações e dar ciência ao contribuinte de quaisquer tipos de atos administrativos. Fora esse ganho direto em tempo real, há ainda a simplificação da relação junto aos contribuintes, a otimização nos pedidos e na prestação do nosso serviço e o grande avanço em transparência que passamos a dar com a adoção dessa tecnologia e agilidade no atendimento. É um portal de serviços e comunicações eletrônicas da Secretaria Municipal de Gestão Fazendária disponível na rede mundial de computadores”, destaca a prefeita Lucimar.
Termo de Cooperação (287/2019) entre a prefeitura municipal de Várzea Grande e a Junta Comercial do Estado de Mato Grosso (Jucemat), permitiu aos empresários, contribuintes, investidores e contadores, em atividade no Município, a conexão com a Redesim, a Rede Nacional para a Simplificação do Registro e da Legalização de Empresas e Negócios. Ao integrar o novo sistema há ganho na celeridade para abertura de novas empresas, o que poderá ser feito em questão de minutos, bem como a transparência nas ações, avanços que reduzem o processo burocrático que já chegou a 120 dias em média, no Estado.
Economia
Durigan defende que Brasil deve ampliar relações comerciais
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, defendeu nesta segunda-feira (17) a estratégia de abertura do comércio de produtos brasileiros para outros países. 

Segundo ele, outros governos e investidores olham para o Brasil com confiança. “Em um mundo de incertezas, temos de construir o Brasil como um porto seguro, temos de projetar segurança e previsibilidade”, disse ao participar de evento na capital paulista.
Para Durigan, essa abertura deve ser baseada em negociações e não de dependência de um parceiro exclusivo, na Ásia ou na América do Norte, por exemplo.
“[O Brasil] vai fazer o debate sabendo de suas fraquezas e fortalezas”, apontou.
A fala do ministro ocorre no momento de tensão entre Brasil e Estados Unidos. Na semana passada, o governo federal anunciou a abertura formal do processo para avaliar se a imposição unilateral de tarifas por parte dos Estados Unidos (EUA) contra exportações brasileiras será respondida com base na Lei da Reciprocidade Econômica.
Aprovada no ano passado, justamente em reação ao primeiro tarifaço do governo de Donald Trump, a Lei nº 15.122 estabelece critérios para suspensão de concessões comerciais em resposta a ações, políticas ou práticas unilaterais de outro país que impacte negativamente a competitividade econômica do Brasil.
Medidas fiscais
Durigan também argumentou sobre a adoção de medidas, como bloqueio de orçamento e limite de gastos obrigatórios, para que o país mantenha a estabilidade fiscal.
“Precisamos manter uma trajetória fiscal, sem desestabilizar”, disse.
Sobre a reforma tributária, o ministro reconhece que pode amedrontar, por impor muitas mudanças. Porém, Durigan acredita que 2027 será um importante ano para a transição, e que, ao final, resultará em um sistema melhor, a médio e longo prazo, para o país.
A questão dos juros também foi abordada. Durigan afirmou que não há condições de discutir crédito no país sem “juros civilizados”, por, conforme o ministro, serem a “milha final” dos ajustes de médio prazo necessários para o desenvolvimento do país.
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