Mato Grosso

Ministro da Educação é recebido por manifestantes no Aeroporto Marechal Rondon

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Mato Grosso

Da Redação

O ministro da Educação, Abrahan Weintraub, foi recebido por manifestantes no Aeroporto Marechal Rondon, em Várzea Grande, na última quinta-feira (05).

Trabalhadores e estudantes da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) se manifestaram com cartazes e palavras de ordem contra o contingenciamento de recursos anunciado pelo Ministério da Educação (MEC) no início deste ano. Além disso, os manifestantes se manifestaram contrários ao projeto do Governo Federal, Future-se.

A diretora da Associação dos Docentes (Adufmat-Ssind), Letícia Lacerda, afirmou em entrevista que a UFMT está a ponto de fechar as portas porque não terá condições de se manter funcionando. “Estamos aqui para defender o direito à educação e universidade pública para todos”, disse a diretora.

Já o ministro, fez críticas à gestão da reitora da universidade, Myrian Serra, de acordo com Abrahan, no país não existem universidades paradas ou fechadas, de acordo com o ministro, a única universidade que ficou sem energia foi a do Mato Grosso, disse ainda que o MEC precisou ligar para a concessionária que administra a energia elétrica no Estado para que a energia fosse religada.

Além disso, o ministro responsabilizou a gestão da reitora como sendo a causadora do corte de energia.

Após sua chegada, o ministro foi cumprir a agenda programada, em um dos eventos, Abrahan afirmou que o Governo Federal pretende intervir em relação as prioridades da educação, a ideia, segundo o ministro, é favorecer a educação básica, além disso, reclamou que as universidades federais custam carro e possuem privilégios.

Para defender seu posicionamento, Weintraub, usou como exemplo os salários dos professores universitários que segundo o ministro chegam a R$ 20 mil. ““Quanto ganha um professor de uma universidade federal? Com dedicação exclusiva, cerca de R$ 15 mil a R$ 20 mil. Quantas horas de aula ele tem que dar? 8 horas”, afirmou.

 

 

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TJ anula votação secreta e manda AL reanalisar veto a reajuste de 6,8%

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O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) anulou a votação secreta realizada pela Assembleia Legislativa (ALMT) que manteve o veto do Governo do Estado ao projeto que prevê reajuste salarial de 6,8% para os servidores do Poder Judiciário. Com a decisão, os deputados terão de analisar novamente o veto, desta vez em uma votação aberta e nominal.

A decisão foi tomada pela Turma de Câmaras Cíveis Reunidas de Direito Público e Coletivo do TJMT após recurso apresentado pelo Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário de Mato Grosso (Sinjusmat), que questionou a validade da votação realizada em dezembro de 2025.

O relator do processo, desembargador Márcio Vidal, destacou que o próprio Judiciário já havia reconhecido a inconstitucionalidade de dispositivos que permitiam o sigilo na apreciação de vetos. Para ele, não seria coerente manter uma votação baseada justamente em uma regra considerada inconstitucional.

“Não seria juridicamente coerente declarar inconstitucional a norma que autorizou o sigilo e, simultaneamente, preservar a votação realizada com fundamento direto nessa mesma disposição”, afirmou o magistrado.

A decisão, entretanto, não determina que o reajuste seja aprovado. O TJMT deixou claro que cabe à Assembleia decidir novamente se mantém ou derruba o veto do Executivo, apenas exigindo que o procedimento siga as regras constitucionais.

“Preserva-se a liberdade política da Assembleia Legislativa para deliberar acerca da manutenção ou da rejeição do veto governamental, sem que o Poder Judiciário interfira no conteúdo da decisão parlamentar”, destacou Vidal.

Na votação anulada, realizada em dezembro do ano passado, 12 deputados votaram pela manutenção do veto e 10 pela derrubada. Como a sessão ocorreu de forma secreta, não foi possível identificar como cada parlamentar se posicionou. Para derrubar o veto, eram necessários 13 votos.

O projeto havia sido aprovado anteriormente pela Assembleia e previa reajuste de 6,8% para os servidores do Judiciário. O então governador Mauro Mendes vetou integralmente a proposta, alegando que o aumento poderia provocar impacto nas contas públicas e gerar um efeito cascata sobre outras carreiras do funcionalismo.

Com a decisão do TJMT, a Assembleia deverá incluir novamente o veto na pauta e realizar uma votação pública, com registro nominal dos votos. O julgamento, portanto, não garante o reajuste aos servidores, mas reabre a discussão sobre a proposta e elimina o sigilo que marcou a primeira análise do veto.



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