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Metamat perfura 36 poços artesianos e beneficia 12 mil famílias com água potável

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Da Redação

Com o objetivo principal de levar água potável para famílias mato-grossenses, a Companhia Mato-Grossense de Mineração (Metamat) perfurou 36 poços artesianos nos últimos dois anos. A ação atingiu 12.380 mil famílias.

Conforme o presidente da Metamat, Juliano Jorge Boraczynski, a ação é importante para moradores de assentamentos, comunidades, quilombolas, e também áreas urbanas, que passaram a ter acesso à água potável, por meio da perfuração de poços artesianos profundos.

“A perfuração de poços é uma ação social muito importante. Atingimos pessoas sem água para tomar banho, muitas vezes para beber, que estavam passando por momentos de dificuldade por falta de abastecimento. A intenção é ampliar ainda mais a perfuração de poços e levar água para todos os 141 municípios”, explica.

A ação é fruto de um convênio assinado em 2019 entre a Metamat e a Fundação Nacional de Saúde (Funasa).  No total, foram perfurados 9.501 metros de poços em 13 municípios, sendo cinco cidades atendidas em 2019, e oito em 2020.

Foram beneficiados os municípios: Várzea Grande, Poxoréu, Juscimeira, Jaciara, Dom Aquino, Chapada dos Guimarães, Alto Garças, Serra Nova Dourada, Rondonópolis, Cocalinho, Ribeirãozinho, Jaciara e Pedra Preta. Foram realizados estudos e levantamento para a perfuração de poços no ano que vem em mais 14 cidades.

Para expandir a capacidade da Metamat de perfuração de poços, será adquirido um conjunto de perfuratriz, três caminhões e um compressor. Os recursos na ordem de R$2,8 milhões são de emenda parlamentar do senador Wellington Fagundes, por meio do Programa Calha Norte, do Ministério da Defesa.

“Já fizemos um estudo, os geólogos foram em campo, e pretendemos atender a demanda por água que mais que dobrou nos últimos anos, porque temos um problema cíclico, a cada 20 anos falta água, depois por mais 20 anos sobra água. E nesses momentos de seca os poços são muito necessários para a população”, avalia o presidente.

O deputado federal Emanuel Pinheiro Neto irá destinar emenda parlamentar de R$ 2 milhões para fortalecer a mineração estadual, sendo R$1 milhão para a perfuração de poços artesianos, e R$1 milhão para financiar o mapeamento de recursos minerais e pesquisas. O mapa mineral será executado em uma cooperação com a Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), que irá fazer a gestão dos recursos.

Mapeamento dos recursos minerais

Está em fase final de formulação uma cooperação com a UFMT para o mapeamento da mineração do Estado. Há três projetos ligados a esta cooperação: mapeamento de distritos mineiros, geofísica direcionada para a exploração de recursos hídricos, e pesquisa de rochas com potencial de uso em insumos agrícolas.

“A ideia é conseguir fazer esse trabalho com o departamento de geologia da UFMT, e envolver os professores e estudantes. Vamos dar condições para eles fazerem as pesquisas, os trabalhos de mestrado e de campo, e contribuírem para a mineração do estado”, afirma o geólogo da Metamat, Antônio João.

O mapeamento dos distritos mineiros será focado nas províncias auríferas, como Alta Floresta, Vale do Guaporé (Vila Bela, Nova Lacerda, Conquista D’Oeste, Porto Esperidião), e na Baixada Cuiabana (Poconé e Livramento). A pesquisa buscará também mapear e encontrar água subterrânea, para a exploração pela perfuração de poços artesianos. Os estudos devem identificar ainda os insumos agrícolas, como rochas com potencial de uso para insumos agrícolas.  

Fomento à mineração legal

Durante os dois últimos anos, a Metamat auxiliou a criação de cooperativas de mineração no Estado, para possibilitar que os trabalhadores dos garimpos possam extrair ouro de forma legal. Entre eles estão as cooperativas de Paranaíta, Aripuanã e Apiacás.

“A mineração é uma importante fonte de renda para famílias que já atuam neste ramo há décadas, e representa uma parcela considerável da produção mineral de Mato Grosso. Amparar essa profissão, e possibilitar que exerçam o garimpo de modo legalizado é uma das missões da Metamat”, conta Juliano Jorge, presidente da Metamat.

Um dos acordos possibilitou o fim de um conflito histórico entre garimpeiros e a Nexa, e possibilitou a criação da Cooperativa de Mineradores e Garimpeiros de Aripuanã (Coopemiga), e um acordo com a empresa para extração legal de ouro.

Foi feito um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) entre garimpeiros e a Nexa, com apoio da Agência Nacional de Mineração (ANM), para que eles possam explorar a área próxima à mineradora. A Metamat abriu ainda um escritório em Aripuanã para oferecer fiscalização e assistência técnica, em parceria com o município.

Companhia Mato-Grossense de Mineração

A Metamat foi criada pela Lei estadual 3.130/71, com o principal objetivo de atuar no campo de pesquisas minerais, lavra, compra e venda, importação, exportação, industrialização e administração de jazidas próprias ou de terceiros. A empresa é regida ainda pela Lei federal 6.404/76, conhecida como a Lei das S.A.

Entre as atribuições legais, a estatal presta serviços de pesquisa e planejamento mineral à órgãos do setor público ou privado. Pode anda editar a publicar trabalhos técnicos na forma de boletins, revistas e livros, para divulgar o potencial mineral do estado.

A empresa tem autonomia para fomentar ações de extensão mineral – orientação técnica e capacitação aos garimpeiros e mineradoras -, o mapeamento geológico básico do estado, sempre buscando a modernização técnica por meio de projetos especiais.

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Gaúcha do Norte implanta Rede de Enfrentamento à Violência Doméstica contra a Mulher

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Grupo de pessoas em pé no plenário de uma câmara municipal segura placas vermelhas em formato de coração. Ao fundo, pare de madeira com a inscrição Localizada a cerca de 571 km de Cuiabá, Gaúcha do Norte passa a contar com a atuação da Rede de Enfrentamento à Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher. Com a formalização ocorrida na sexta-feira (31), o município se tornou o 129º do estado a ser integrado à iniciativa liderada pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT).

A ação foi feita por meio da Coordenadoria Estadual da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar (Cemulher-MT), sob coordenação da desembargadora Vandymara Galvão Ramos Paiva Zanolo. A Rede conta ainda com a participação de instituições da segurança pública, Ministério Público, Defensoria Pública, Municípios, dentre outras.

Plenário da Câmara Municipal com diversas mulheres assistindo a uma palestra. O palestrante está em pé na frente, e uma tela projeta conteúdo ao lado direito.Além da assinatura do Termo de Cooperação Técnica entre os órgãos e instituições participantes, a passagem da equipe do Cemulher-MT por Gaúcha do Norte proporcionou ainda a capacitação de 32 pessoas que atuarão na Rede. A implantação da Rede de Enfrentamento foi efetivada após pedido da Patrulha Maria da Penha do município.

“Percebemos a dificuldade que temos ao atender sozinhos os casos de violência doméstica. Precisamos da Rede para oferecer uma proteção e suporte maior. Com essa união, podemos agir em conformidade nesse propósito, que é proteger a vida da mulher”, explicou a soldado PM Gisele Bernardo Pinto Matos, comandante da Patrulha Maria da Penha de Gaúcha do Norte.

Para Tiago Gonçalves dos Santos, juiz substituto da 1ª Vara de Paranatinga – comarca que realizada o atendimento jurisdicional de Gaúcha do Norte, a instalação da Rede de Enfrentamento é um marco importante. “Mais uma vez o Poder Judiciário vai até a comunidade, desta vez em parceria, com o objetivo de melhorar nossa sociedade, principalmente para as mulheres e meninas que tanto sofrem em nosso estado”, disse.

De acordo com a promotora de Justiça Fernanda Luíza M. Siscar, a partir da assinatura do Termo de Cooperação Técnica ficará mais fácil para os órgãos e instituições definirem os fluxos de atendimento, prioridades e ações para o município. Ela destacou que também está no planejamento a criação de um plano de metas, que guiará as estratégias de atuação para os próximos dez anos.

“A partir da implementação da Rede é que nós conseguimos avançar nas demais normativas, documentos públicos, nos planos e nas iniciativas estratégicas. Com a Rede, conseguimos devolver à população um serviço de melhor qualidade. Junto a isso, estamos buscando também a criação do plano decenal de metas para o município”, relatou a promotora.

Já o delegado da Polícia Civil de Mato Grosso, Gabriel Conrado, a implantação da Rede é fundamental para a integração de todos os órgãos públicos. “Temos um número muito alto de casos de violência doméstica nessa região. Então, essa integração é importante para a repressão desses crimes e proteção das mulheres”, pontuou.

Canais de denúncia:

180 – Todo território nacional

181 – Estado de Mato Grosso

197 – Polícia Civil

190 – Polícia Militar

Autor: Bruno Vicente

Fotografo:

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT



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