Mato Grosso

Menores são apreendidos com grande quantidade de drogas, em Cuiabá

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Da Redação

A Polícia Militar apreendeu na noite desta quinta-feira (15) dois menores no bairro El Dourado, em Cuiabá.

De acordo com as informações, após denúncias uma guarnição da polícia se dirigiu até o local indicado, lá encontrou dois menores em atitude suspeita e foram abordados, após a revista pessoal com um dos menores foi encontrado uma pequena porção de entorpecente.

Um fato que chamou a atenção dos policiais, foi que os menores estavam em frente a um terreno baldio com muito entulho, ao serem questionados, os mesmos informaram que entre os entulhos havia uma certa quantidade de entorpecentes.

Após a checagem no local, foram encontradas uma grande quantidade de entorpecentes, além de substância análoga a maconha, ainda havia pasta base, cocaína. Foram encontrados ainda, balança de precisão, uma razoável quantidade em dinheiro, além de outros apetrechos típicos do tráfico de entorpecentes.

Na busca, os policiais encontraram também um simulacro de arma de fogo, de acordo com a polícia, os menores, um de 15 e outro de 16 anos, não possui outras passagens. De acordo com o padrasto de um dos menores, é a primeira vez que o enteado estaria envolvido com este tipo de crime e também não notou nada de anormal que poderia surtir a suspeita de que o menor seja usuário de drogas.

A suspeita, é de que a droga pertence a outra pessoa e que os menores estavam apenas cuidando do local onde as drogas estavam.

Os dois foram encaminhados para a Central de Flagrantes de Cuiabá, onde foram ouvidos e liberados posteriormente.

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TJ anula votação secreta e manda AL reanalisar veto a reajuste de 6,8%

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O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) anulou a votação secreta realizada pela Assembleia Legislativa (ALMT) que manteve o veto do Governo do Estado ao projeto que prevê reajuste salarial de 6,8% para os servidores do Poder Judiciário. Com a decisão, os deputados terão de analisar novamente o veto, desta vez em uma votação aberta e nominal.

A decisão foi tomada pela Turma de Câmaras Cíveis Reunidas de Direito Público e Coletivo do TJMT após recurso apresentado pelo Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário de Mato Grosso (Sinjusmat), que questionou a validade da votação realizada em dezembro de 2025.

O relator do processo, desembargador Márcio Vidal, destacou que o próprio Judiciário já havia reconhecido a inconstitucionalidade de dispositivos que permitiam o sigilo na apreciação de vetos. Para ele, não seria coerente manter uma votação baseada justamente em uma regra considerada inconstitucional.

“Não seria juridicamente coerente declarar inconstitucional a norma que autorizou o sigilo e, simultaneamente, preservar a votação realizada com fundamento direto nessa mesma disposição”, afirmou o magistrado.

A decisão, entretanto, não determina que o reajuste seja aprovado. O TJMT deixou claro que cabe à Assembleia decidir novamente se mantém ou derruba o veto do Executivo, apenas exigindo que o procedimento siga as regras constitucionais.

“Preserva-se a liberdade política da Assembleia Legislativa para deliberar acerca da manutenção ou da rejeição do veto governamental, sem que o Poder Judiciário interfira no conteúdo da decisão parlamentar”, destacou Vidal.

Na votação anulada, realizada em dezembro do ano passado, 12 deputados votaram pela manutenção do veto e 10 pela derrubada. Como a sessão ocorreu de forma secreta, não foi possível identificar como cada parlamentar se posicionou. Para derrubar o veto, eram necessários 13 votos.

O projeto havia sido aprovado anteriormente pela Assembleia e previa reajuste de 6,8% para os servidores do Judiciário. O então governador Mauro Mendes vetou integralmente a proposta, alegando que o aumento poderia provocar impacto nas contas públicas e gerar um efeito cascata sobre outras carreiras do funcionalismo.

Com a decisão do TJMT, a Assembleia deverá incluir novamente o veto na pauta e realizar uma votação pública, com registro nominal dos votos. O julgamento, portanto, não garante o reajuste aos servidores, mas reabre a discussão sobre a proposta e elimina o sigilo que marcou a primeira análise do veto.



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