Mato Grosso
Menor que estava desaparecida desde junho é encontrada em “boca de fumo”
Mato Grosso
Da Redação
A menor de 15 anos identificada como, H.V.B.P., que estava desaparecida desde 27 de junho, foi encontrada após uma ação integrada da Polícia Civil e Conselho Tutelar da capital, nesta terça-feira (27).
De acordo com as informações, a adolescente estava morando em um ponto de comercialização de drogas, a ação resultou na apreensão de cinco tabletes de substância análoga a maconha, nos quais totalizam 2,5 kg da droga.
No momento que os policiais chegaram no local, que fica em um lava-jato no bairro Pedra 90, em Cuiabá, foram encontradas, além da menor, um homem de 30 anos identificado como Valdemir dos Santos Barboza que foi preso em flagrante por tráfico de drogas e corrupção de menores.
O trabalho investigativo foi realizado pela Delegacia Especializada de Repressão a Entorpecentes (DRE), em conjunto com o Núcleo de Desaparecidos da Delegacia Especializada de Homicídio e Proteção à Pessoa (DHPP), Delegacia Especializada de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente (Deddica) e Conselho Tutelar.
A menor estava desaparecida desde o dia 27 de junho, quando a avó registrou um Boletim de Ocorrência (BO) informando o desaparecimento da adolescente após sair da casa onde morava que fica na Cohab Jaime Campos, em Várzea Grande.
Os policiais chegaram até o local, após denúncias que davam conta de que o lava-jato era utilizado como ponto de venda de drogas, além disso, os policiais foram informados de que a menor estava sendo mantida em cárcere privado. Ao chegarem no local, os agentes avistaram a menor nos fundos do lava-jato, após ser abordada, a menor afirmou estar no local por livre e espontânea vontade, já que segundo a menor, Valdemir, era seu namorado, inclusive, o homem se apresentou como namorado da menor no momento em que foi abordado pelos policiais.
Os policiais realizaram buscas pelo local, e encontraram uma sacola onde estava a droga, além disso, ainda havia uma balança de precisão. Após o flagrante, o homem foi conduzido até a Central de Flagrantes, em Cuiabá onde foi encaminhado para o delegado plantonista para serem tomadas as medidas cabíveis. Em relação a menor de idade, a mesma foi conduzida ao Deddica onde também serão tomadas as medidas cabíveis.
Mato Grosso
TJ anula votação secreta e manda AL reanalisar veto a reajuste de 6,8%
O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) anulou a votação secreta realizada pela Assembleia Legislativa (ALMT) que manteve o veto do Governo do Estado ao projeto que prevê reajuste salarial de 6,8% para os servidores do Poder Judiciário. Com a decisão, os deputados terão de analisar novamente o veto, desta vez em uma votação aberta e nominal.
A decisão foi tomada pela Turma de Câmaras Cíveis Reunidas de Direito Público e Coletivo do TJMT após recurso apresentado pelo Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário de Mato Grosso (Sinjusmat), que questionou a validade da votação realizada em dezembro de 2025.
O relator do processo, desembargador Márcio Vidal, destacou que o próprio Judiciário já havia reconhecido a inconstitucionalidade de dispositivos que permitiam o sigilo na apreciação de vetos. Para ele, não seria coerente manter uma votação baseada justamente em uma regra considerada inconstitucional.
“Não seria juridicamente coerente declarar inconstitucional a norma que autorizou o sigilo e, simultaneamente, preservar a votação realizada com fundamento direto nessa mesma disposição”, afirmou o magistrado.
A decisão, entretanto, não determina que o reajuste seja aprovado. O TJMT deixou claro que cabe à Assembleia decidir novamente se mantém ou derruba o veto do Executivo, apenas exigindo que o procedimento siga as regras constitucionais.
“Preserva-se a liberdade política da Assembleia Legislativa para deliberar acerca da manutenção ou da rejeição do veto governamental, sem que o Poder Judiciário interfira no conteúdo da decisão parlamentar”, destacou Vidal.
Na votação anulada, realizada em dezembro do ano passado, 12 deputados votaram pela manutenção do veto e 10 pela derrubada. Como a sessão ocorreu de forma secreta, não foi possível identificar como cada parlamentar se posicionou. Para derrubar o veto, eram necessários 13 votos.
O projeto havia sido aprovado anteriormente pela Assembleia e previa reajuste de 6,8% para os servidores do Judiciário. O então governador Mauro Mendes vetou integralmente a proposta, alegando que o aumento poderia provocar impacto nas contas públicas e gerar um efeito cascata sobre outras carreiras do funcionalismo.
Com a decisão do TJMT, a Assembleia deverá incluir novamente o veto na pauta e realizar uma votação pública, com registro nominal dos votos. O julgamento, portanto, não garante o reajuste aos servidores, mas reabre a discussão sobre a proposta e elimina o sigilo que marcou a primeira análise do veto.
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