Economia
Medidas adotadas pelo Governo auxiliam contribuintes durante a pandemia
Economia
Em pouco mais de 30 dias, o Governo de Mato Grosso adotou diversas medidas econômicas e tributárias para amenizar os impactos da pandemia para as empresas e cidadãos mato-grossenses. As ações foram relembradas pelo secretário de Fazenda, Rogério Gallo, na quinta-feira (23.04), na Assembleia Legislativa, com representantes dos Três Poderes e da imprensa.
Na ocasião, Rogério Gallo apresentou um panorama econômico com dados referentes à arrecadação estadual e ao faturamento das empresas, comparando períodos de antes e após início da pandemia do novo coronavírus. A audiência durou cerca de quatro horas e contou com a participação dos deputados estaduais e representantes do Ministério Público, Tribunal de Justiça e Tribunal de Contas.
Dentre as medidas já adotadas pelo Executivo Estadual está a prorrogação de obrigações acessórias, da validade das Certidões Negativas de Débitos, tributários e não tributários e da cobrança do IPVA 2020. O pagamento do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) das empresas enquadradas no Simples Nacional também foi postergado.
Além disso, o Governo isentou o ICMS no consumo de energia de até 220 kwh para consumidores de baixa renda inscritos nos programas sociais dos governos federal e estadual. Produtos e mercadorias usados para prevenção e combate da Covid-19 também foram isentos da cobrança do imposto, desde que sejam doados a entidade governamental ou assistencial.
Referente ao ICMS, também foi sancionada pelo governador Mauro Mendes a Lei 11.107/2020, que permite a redução da alíquota ou a isenção do tributo nas operações internas com os produtos para prevenção e tratamento da Covid-19, mantendo o aproveitamento integral do crédito.
Para ser implementada, a medida depende de aprovação de Convênio ICMS, em discussão no Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz).
Durante a apresentação, o secretário explicou as medidas estabelecidas e afirmou que o Governo de Mato Grosso aguarda definições econômicas por parte da União, que vão auxiliar o Estado neste momento de crise, como a aprovação do projeto de lei complementar 149. Em tramitação no Congresso Nacional, o PLC vai recompor as perdas do ICMS para os Estados na mesma base de 2019.
“Até o momento, o que nós temos de concreto encaminhado pelo Governo Federal é uma medida provisória que repõe quatro meses do Fundo de Participação dos Estados, dos meses de março, abril, maio e junho, no mesmo patamar de 2019. Para Mato Grosso o impacto é muito baixo. O PLC 149, sim, se for aprovado e quando for implementado, trará impactos positivos para Mato Grosso”, frisou.
De acordo com o titular da Sefaz, o trabalho realizado pelo Governo de Mato Grosso no decorrer do último ano possibilitou que o Estado chegasse a esse momento com um cenário fiscal melhor.
“Nós temos uma condição fiscal melhor, fizemos o dever de casa em 2019. O governador Mauro Mendes teve a coragem e a Assembleia Legislativa aprovou as medidas necessárias para que nós chegássemos a essa crise em condições de enfrentá-la, caso contrário, nós já teríamos perdido a guerra para esse novo vírus”.
Gallo ressaltou, ainda, que diante do cenário de crise, o Executivo tem priorizado o dinheiro público e investido em saúde, assistência social e segurança pública.
“O Governo já está fazendo sua parte com relação às despesas, valorizando e priorizando os gastos em segurança, assistência social e saúde, como a ampliação de leitos definitivos no Hospital Metropolitano, como 210 novos leitos. Isso significa que em plena pandemia nós ainda estamos investindo em saúde pública para salvar vidas”, afirmou o secretário.
Foto: Mayke Toscano/Secom-MT
Economia
Durigan defende que Brasil deve ampliar comércio exterior
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, defendeu nesta segunda-feira (17) a estratégia de abertura do comércio de produtos brasileiros para outros países. 

Segundo ele, outros governos e investidores olham para o Brasil com confiança. “Em um mundo de incertezas, temos de construir o Brasil como um porto seguro, temos de projetar segurança e previsibilidade”, disse ao participar de evento na capital paulista.
Para Durigan, essa abertura deve ser baseada em negociações e não de dependência de um parceiro exclusivo, na Ásia ou na América do Norte, por exemplo.
“[O Brasil] vai fazer o debate sabendo de suas fraquezas e fortalezas”, apontou.
A fala do ministro ocorre no momento de tensão entre Brasil e Estados Unidos. Na semana passada, o governo federal anunciou a abertura formal do processo para avaliar se a imposição unilateral de tarifas por parte dos Estados Unidos (EUA) contra exportações brasileiras será respondida com base na Lei da Reciprocidade Econômica.
Aprovada no ano passado, justamente em reação ao primeiro tarifaço do governo de Donald Trump, a Lei nº 15.122 estabelece critérios para suspensão de concessões comerciais em resposta a ações, políticas ou práticas unilaterais de outro país que impacte negativamente a competitividade econômica do Brasil.
Medidas fiscais
Durigan também argumentou sobre a adoção de medidas, como bloqueio de orçamento e limite de gastos obrigatórios, para que o país mantenha a estabilidade fiscal.
“Precisamos manter uma trajetória fiscal, sem desestabilizar”, disse.
Sobre a reforma tributária, o ministro reconhece que pode amedrontar, por impor muitas mudanças. Porém, Durigan acredita que 2027 será um importante ano para a transição, e que, ao final, resultará em um sistema melhor, a médio e longo prazo, para o país.
A questão dos juros também foi abordada. Durigan afirmou que não há condições de discutir crédito no país sem “juros civilizados”, por, conforme o ministro, serem a “milha final” dos ajustes de médio prazo necessários para o desenvolvimento do país.
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