Mato Grosso
Max repudia “ameaças” e declara apoio as ações de Eliene para proteger o povo de Cáceres
Mato Grosso
Da Redação
Em defesa da prefeita de Cáceres, município localizado a cerca de 240km de Cuiabá, Eliene Liberato Dias (PSB), que pediu proteção à polícia depois de ter recebido várias ameaças, que supostamente teriam sido feita por um grupo de empresários local, por ela ter aderido as medidas anunciadas no Decreto do Governo do Estado, o deputado estadual e presidente da Assembleia Legislativa, Max Russi (PSB) saiu em defesa gestora.
Max fez questão de parabenizar a prefeita Eliene, pela atuação que vêm realizando para proteger as vidas dos moradores do município. A cidade de Cáceres hoje, está na classificação de risco muito alto, referente ao alto índice da contaminação do coronavírus, desta forma, a prefeita não viu outra alternativa, que não seja seguir as restrições do Decreto anunciado pelo Governo.

Foto: Correio Cacerense
De acordo com a prefeita, desde as primeiras cogitações de seguir as restrições, acompanhando o Decreto do Governo, que os grupos de pessoas, empresários estão fazendo manifestações, dizendo que eles além de não respeitar, ainda iriam entrar com uma ação na Justiça, contra o Decreto da Prefeitura.
“Entrar na Justiça é um direito deles, mas o que não pode acontecer é a falta de respeito, ameaças, me chamando de vários nomes, inclusive pilantra. Para piorar, falaram que viriam até a Prefeitura e se estivesse fechada, pulariam o muro e eu não sairia daqui, enquanto não atendesse eles”, relatou Eliene.

Foto:rdnews
“Max repudiou as ações das pessoas que tentaram intimidar e coagir a prefeita”.
O deputado Max além de parabenizar, ainda se solidarizou com a prefeita afirmando que ela pode contar com o apoio do partido PSB, do presidente da Assembleia Legislativa e do Governo do Estado.
“Estou muito triste com as últimas notícias, de pessoas querendo intimidar a prefeita, que está fazendo uma grande gestão buscando conciliar o econômico com a saúde, porque está olhando para as pessoas que mais precisam, tenho certeza que vamos superar esta pandemia, e ela vai fazer uma grande gestão, levando qualidade de vida para o povo de Cáceres”, ressaltou Max.
Além do pedido de proteção, a prefeita também registrou um Boletim de Ocorrência na Delegacia da cidade.
Foto: Fablício Rodrigues – ALMT
Mato Grosso
TJ anula votação secreta e manda AL reanalisar veto a reajuste de 6,8%
O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) anulou a votação secreta realizada pela Assembleia Legislativa (ALMT) que manteve o veto do Governo do Estado ao projeto que prevê reajuste salarial de 6,8% para os servidores do Poder Judiciário. Com a decisão, os deputados terão de analisar novamente o veto, desta vez em uma votação aberta e nominal.
A decisão foi tomada pela Turma de Câmaras Cíveis Reunidas de Direito Público e Coletivo do TJMT após recurso apresentado pelo Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário de Mato Grosso (Sinjusmat), que questionou a validade da votação realizada em dezembro de 2025.
O relator do processo, desembargador Márcio Vidal, destacou que o próprio Judiciário já havia reconhecido a inconstitucionalidade de dispositivos que permitiam o sigilo na apreciação de vetos. Para ele, não seria coerente manter uma votação baseada justamente em uma regra considerada inconstitucional.
“Não seria juridicamente coerente declarar inconstitucional a norma que autorizou o sigilo e, simultaneamente, preservar a votação realizada com fundamento direto nessa mesma disposição”, afirmou o magistrado.
A decisão, entretanto, não determina que o reajuste seja aprovado. O TJMT deixou claro que cabe à Assembleia decidir novamente se mantém ou derruba o veto do Executivo, apenas exigindo que o procedimento siga as regras constitucionais.
“Preserva-se a liberdade política da Assembleia Legislativa para deliberar acerca da manutenção ou da rejeição do veto governamental, sem que o Poder Judiciário interfira no conteúdo da decisão parlamentar”, destacou Vidal.
Na votação anulada, realizada em dezembro do ano passado, 12 deputados votaram pela manutenção do veto e 10 pela derrubada. Como a sessão ocorreu de forma secreta, não foi possível identificar como cada parlamentar se posicionou. Para derrubar o veto, eram necessários 13 votos.
O projeto havia sido aprovado anteriormente pela Assembleia e previa reajuste de 6,8% para os servidores do Judiciário. O então governador Mauro Mendes vetou integralmente a proposta, alegando que o aumento poderia provocar impacto nas contas públicas e gerar um efeito cascata sobre outras carreiras do funcionalismo.
Com a decisão do TJMT, a Assembleia deverá incluir novamente o veto na pauta e realizar uma votação pública, com registro nominal dos votos. O julgamento, portanto, não garante o reajuste aos servidores, mas reabre a discussão sobre a proposta e elimina o sigilo que marcou a primeira análise do veto.
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