Mato Grosso

Mauro Mendes prorroga e parcela ICMS para 180 mil micro e pequenas empresas

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Mato Grosso

Da Redação

O governador Mauro Mendes anunciou a prorrogação do pagamento de ICMS para as empresas de Mato Grosso que estão inscritas no Simples Nacional. Serão mais de 180 mil micro e pequenas empresas beneficiadas.

O anúncio ocorreu na tarde desta terça-feira (30.03), após reunião com os secretários de Estado Mauro Carvalho (Casa Civil) e Rogério Gallo (Fazenda).

De acordo com Mauro Mendes, o ICMS que deveria ser pago agora em abril, maio e junho será prorrogado para pagamento somente a partir de julho. As empresas poderão pagar de forma parcelada, em até seis vezes.

“Essa medida vai ajudar a dar um fôlego nesse momento que estamos atravessando, cuidando da economia, preservando os empregos e salvando as vidas das pessoas em Mato Grosso”, afirmou o governador.

O secretário de Estado de Fazenda, Rogério Gallo, explicou que a decisão pôde ser tomada após o Comitê Gestor do Simples Nacional, vinculado à Receita Federal, ter atendido o pedido do Governo de Mato Grosso para autorizar a prorrogação.

Gallo ainda lembrou que, em 2020, o Governo do Estado também prorrogou o pagamento do ICMS no período inicial da contaminação da covid-19.

Medidas econômicas

Desde o início da pandemia, o Governo de Mato Grosso tem adotado ações para preservar o emprego e minimizar os efeitos econômicos na vida da população e da classe empresarial.

Nesse campo, além de prorrogar o pagamento do ICMS para as micro e pequenas empresas do Simples Nacinal, o Governo de Mato Grosso já:

– Isentou o IPVA do 1º emplacamento até dezembro de 2023

– Prorrogou o pagamento do IPVA

– Prorrogou o pagamento do licenciamento

– Manteve a isenção de ICMS sobre os produtos da cesta básica

– Concedeu R$ 55 milhões em linhas de crédito para socorrer micro e pequenas empresas e setor de bares, restaurantes e eventos.

– Parcelou dívidas pendentes de ICMS para o setor de bares, restaurantes e eventos por 60 meses e postergou os novos pagamentos por 3 meses.

– Prorrogou o pagamento das parcelas dos financiamentos do Fundeic contraídos com a Desenvolve MT

– Isentou a Taxa de Serviços Estaduais para abertura de novas empresas

– Isentou o ICMS da energia elétrica a 147 mil famílias de baixa renda em 2020

– Isentou o ICMS sobre os produtos usados no combate a covid em 2020

– Reduziu o ICMS de 7% para 3% a bares, restaurantes e similares

– Isentou o ICMS para transporte escolar e fretamento turístico em 2020

– Prorrogou a validade de certidões negativas de débitos em 2020

– Prorrogou as licenças de operação, outorgas e CC-Sema em 2020

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Mato Grosso

TJ anula votação secreta e manda AL reanalisar veto a reajuste de 6,8%

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O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) anulou a votação secreta realizada pela Assembleia Legislativa (ALMT) que manteve o veto do Governo do Estado ao projeto que prevê reajuste salarial de 6,8% para os servidores do Poder Judiciário. Com a decisão, os deputados terão de analisar novamente o veto, desta vez em uma votação aberta e nominal.

A decisão foi tomada pela Turma de Câmaras Cíveis Reunidas de Direito Público e Coletivo do TJMT após recurso apresentado pelo Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário de Mato Grosso (Sinjusmat), que questionou a validade da votação realizada em dezembro de 2025.

O relator do processo, desembargador Márcio Vidal, destacou que o próprio Judiciário já havia reconhecido a inconstitucionalidade de dispositivos que permitiam o sigilo na apreciação de vetos. Para ele, não seria coerente manter uma votação baseada justamente em uma regra considerada inconstitucional.

“Não seria juridicamente coerente declarar inconstitucional a norma que autorizou o sigilo e, simultaneamente, preservar a votação realizada com fundamento direto nessa mesma disposição”, afirmou o magistrado.

A decisão, entretanto, não determina que o reajuste seja aprovado. O TJMT deixou claro que cabe à Assembleia decidir novamente se mantém ou derruba o veto do Executivo, apenas exigindo que o procedimento siga as regras constitucionais.

“Preserva-se a liberdade política da Assembleia Legislativa para deliberar acerca da manutenção ou da rejeição do veto governamental, sem que o Poder Judiciário interfira no conteúdo da decisão parlamentar”, destacou Vidal.

Na votação anulada, realizada em dezembro do ano passado, 12 deputados votaram pela manutenção do veto e 10 pela derrubada. Como a sessão ocorreu de forma secreta, não foi possível identificar como cada parlamentar se posicionou. Para derrubar o veto, eram necessários 13 votos.

O projeto havia sido aprovado anteriormente pela Assembleia e previa reajuste de 6,8% para os servidores do Judiciário. O então governador Mauro Mendes vetou integralmente a proposta, alegando que o aumento poderia provocar impacto nas contas públicas e gerar um efeito cascata sobre outras carreiras do funcionalismo.

Com a decisão do TJMT, a Assembleia deverá incluir novamente o veto na pauta e realizar uma votação pública, com registro nominal dos votos. O julgamento, portanto, não garante o reajuste aos servidores, mas reabre a discussão sobre a proposta e elimina o sigilo que marcou a primeira análise do veto.



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