Esporte

Matemático diz que Cuiabá tem 85% de chances de acesso à serie A

Publicado em

Esporte

Da Redação

O Cuiabá enfrente o Guarani, de Campinas/SP, na 35ª rodada da série B do Campeonato Brasileiro, na noite desta quinta-feira (14), na Arena Pantanal, na Capital.

O Dourado está na terceira posição da competição e briga pelo acesso da série A, o que segundo o matemático Tristão Garcia, do site Infobola, tem 85% de acontecer.

O líder do campeonato América-MG e o vice-líder, Chapecoense, já garantiram suas vagas, visto que a quatro rodadas de terminar o campeonato, nenhum time consegue alcançar os líderes isolados.

Diante dessa situação, sobram mais duas vagas que até então pertencem ao Cuiabá e ao quarto colocado, CSA.

O ranking de probabilidade feito pelo matemático aponta que as duas vagas estão entre três times, o Cuiabá, com 85% de chance, o CSA, com 50%, e o quinto colocado Juventude, com 41 %.

Isso significa que para manter as chances altas, o  time de Mato Grosso não pode cometer nenhum deslize até o final do campeonato.

De preferência, a equipe deve manter o saldo de gols elevado, um dos critérios utilizados para desempate.

Sequência de jogos

O time da Capital enfrenta o Guarani, em casa. Mesmo estando em sétimo lugar, o bugre é o adversário que ainda tem chances de acesso, mesmo com 7% de possibilidade.

A próxima partida é contra o Paraná Clube fora, no dia 19 de janeiro, terça-feira, às 19h30 (horário de MT). O time paranaense figura na zona do rebaixamento.

Na sexta-feira (22), enfrenta o Sampaio Corrêa na Arena Pantanal, às 19h30 (horário de MT). O clube maranhense está no meio da tabela, em 12º lugar.

O último jogo do Dourado é contra o CRB fora de casa, às 14h30 (horário de MT). O time alagoano também não tem pretensões para brigar pelo acesso, estando em 11º lugar.

Bom mandante

O Cuiabá é um dos melhores mandantes do campeonato, de 17 partidas disputadas em casa, ele venceu 11, empatou cinco, e perdeu apenas uma. 

Veja o gráfico:

gráfico infobola.jpg

Gráfico aponta grandes chances para o Cuiabá.

COMENTE ABAIXO:
Propaganda
Clique para comentar

Você precisa estar logado para postar um comentário Login

Deixe uma resposta

Esporte

Quando perder músculo também ameaça o cérebro

Publicados

em


Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.



COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

POLÍTICA

POLÍCIA

ESPORTE

ENTRETENIMENTO

MAIS LIDAS DA SEMANA