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Lúdio Cabral sugere audiências mensais com Sefaz para acompanhar impacto da pandemia nas finanças de Mato Grosso

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Da Redação.

O deputado estadual Lúdio Cabral (PT) sugeriu que a Assembleia Legislativa realize audiências com o secretário de Fazenda, Rogério Gallo, todos os meses, enquanto durar a pandemia da Covid-19. Apesar de os números apresentados pela Sefaz nessa quinta-feira (23) mostrarem que, até o momento, a arrecadação deste ano está maior que a do ano passado, Lúdio considera importante monitorar mensalmente a situação da receita e da despesa para avaliar os impactos da pandemia e da redução da atividade econômica nas finanças de Mato Grosso.

“É importante acompanharmos o impacto na arrecadação estadual e eventuais alterações nas despesas, pois o cenário da pandemia é dinâmico. As medidas de isolamento social reduziram a velocidade de expansão do coronavírus e por isso é importante mantê-las. Mas também é preciso assegurar a prestação dos serviços essenciais, os direitos dos servidores, a proteção dos trabalhadores da iniciativa privada e dos setores econômicos mais afetados”, afirmou Lúdio.

Na audiência realizada nesta quinta, atendendo a requerimento de Lúdio, o secretário de Fazenda mostrou que houve aumento da arrecadação. “Conforme os dados apresentados pelo secretário, foram R$ 562 milhões a mais de ICMS e R$ 262 milhões a mais de Fethab entre janeiro e abril deste ano, em relação ao mesmo período do ano passado”, observou Lúdio ao analisar os dados da Sefaz. Somente com esses dois tributos, o governo arrecadou R$ 824 milhões a mais neste ano.

“O governo de Mato Grosso tem um comportamento recorrente de pintar um cenário ruim e ficou claro que não tem motivo para falar de redução ou atraso nos salários, porque o Estado tem margem na arrecadação para cumprir com seus deveres na remuneração dos trabalhadores e na manutenção dos serviços essenciais”, analisou Lúdio.

Na audiência, o secretário Rogério Gallo afirmou também que a arrecadação de janeiro e fevereiro deste ano foi 13% maior que o previsto na Lei Orçamentária Anual (LOA) 2020, em função da mudança no sistema de tributação do comércio que começou a vigorar em janeiro. Para Lúdio, isso comprova que o orçamento foi subestimado pelo governo.

“Ficou claro que a arrecadação dos quatro primeiros meses de 2020 está muito acima do que o governo de Mato Grosso havia projetado, mesmo com as perdas causadas pelo coronavírus, pois o orçamento foi subestimado, conforme já vínhamos alertando ao longo do ano passado”, destacou Lúdio.

Foto: ALMT

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Durigan defende que Brasil deve ampliar comércio exterior

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O ministro da Fazenda, Dario Durigan, defendeu nesta segunda-feira (17) a estratégia de abertura do comércio de produtos brasileiros para outros países. 

Segundo ele, outros governos e investidores olham para o Brasil com confiança. “Em um mundo de incertezas, temos de construir o Brasil como um porto seguro, temos de projetar segurança e previsibilidade”, disse ao participar de evento na capital paulista.

Para Durigan, essa abertura deve ser baseada em negociações e não de dependência de um parceiro exclusivo, na Ásia ou na América do Norte, por exemplo.

“[O Brasil] vai fazer o debate sabendo de suas fraquezas e fortalezas”, apontou.

A fala do ministro ocorre no momento de tensão entre Brasil e Estados Unidos. Na semana passada, o governo federal anunciou a abertura formal do processo para avaliar se a imposição unilateral de tarifas por parte dos Estados Unidos (EUA) contra exportações brasileiras será respondida com base na Lei da Reciprocidade Econômica

Aprovada no ano passado, justamente em reação ao primeiro tarifaço do governo de Donald Trump, a Lei nº 15.122 estabelece critérios para suspensão de concessões comerciais em resposta a ações, políticas ou práticas unilaterais de outro país que impacte negativamente a competitividade econômica do Brasil.

Medidas fiscais

Durigan também argumentou sobre a adoção de medidas, como bloqueio de orçamento e limite de gastos obrigatórios, para que o país mantenha a estabilidade fiscal. 

“Precisamos manter uma trajetória fiscal, sem desestabilizar”, disse.

Sobre a reforma tributária, o ministro reconhece que pode amedrontar, por impor muitas mudanças. Porém, Durigan acredita que 2027 será um importante ano para a transição, e que, ao final, resultará em um sistema melhor, a médio e longo prazo, para o país. 

A questão dos juros também foi abordada. Durigan afirmou que não há condições de discutir crédito no país sem “juros civilizados”, por, conforme o ministro, serem a “milha final” dos ajustes de médio prazo necessários para o desenvolvimento do país.



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