Mato Grosso
Lucimar visita obras e reforça compromisso da Prefeitura com a Educação
Mato Grosso
Da Redação
A prefeita de Várzea Grande, Lucimar Sacre de Campos, acompanhada por equipe técnica de engenheiros, visitou obras de construção de escolas e creches na cidade. A escola municipal de Educação Básica ‘Maria Barbosa Martins’, localizada no distrito de Bonsucesso, por exemplo, tem previsão de entrega para este segundo semestre do ano e vai atender 200 alunos. A Prefeita diz estar bastante otimistas com a execução das obras da Pasta da Educação, porém pede agilidade na execução dos serviços.
“Nesta escola, que está sendo reconstruída e passa por reforma geral, os serviços estão bem avançados e esperamos da empresa responsável pela obra a entrega dentro do cronograma inicialmente previsto. As obras nesta unidade escolar, bem como nas outras oito escolas que já entregamos totalmente reformadas, fazem parte das políticas públicas que temos empregado no setor da Educação, proporcionando não apenas qualidade e comodidade na estrutura física das unidades, mas também investindo na capacitação dos servidores e na formação dos professores, além dos investimentos acima dos índices constitucionais exigidos. Com a reconstrução das escolas o número de vagas na rede municipal de ensino tem aumentado. São escolas amplas, modernas e bem equipadas que atendem a todas as exigências do Ministério da Educação”, pontuou Lucimar.
O secretário de Educação, Silvio Fidelis, informou que na reconstrução desta unidade a prefeitura municipal está investindo R$ 1,2 milhões em recursos próprios. Obras como esta da escola municipal Educação Básica ‘Maria Barbosa Martins’, são exemplos de investimentos públicos na educação e na infraestrutura de unidades escolares. “Estamos trabalhando e buscando recursos. Os investimentos são provenientes de parcerias tanto com o Governo Estadual e Federal, além do emprego de recursos próprios. Queremos concluir as obras iniciadas e viabilizar outras que já estão previstas no Plano Plurianual para o próximo ano. Investir na qualidade e na melhoria da educação é oferecer um futuro mais digno a toda a população”, disse Fidelis, explicando que o novo prédio que está sendo construído terá capacidade para 6 salas de aulas, biblioteca, sala de informática, sala de professores, diretoria/secretaria, cozinha, refeitório, dois banheiros (feminino e masculino), e um banheiro com acessibilidade para deficientes físicos e mobilidade reduzida.
Em audiência com o Ministro da Educação, deputado Mendonça Filho, ocorrida em 28 de junho, o secretário municipal de Assuntos Estratégicos, Jayme Campos, teve a garantia para liberação de recursos estimados em mais de R$ 30 milhões para a execução de obras de 14 Centros Municipais de Educação Infantil – CMEIs, as antigas creches que já estão em construção.
“São obras essenciais que irão garantir entre 3,5 mil até 5 mil novas vagas para as crianças em idade escolar em Várzea Grande que praticamente irá dobrar o número de unidades escolares”, disse Jayme Campos assinalando que fora essas 14 obras, ainda existem outras duas que estavam abandonadas e que também foram retomadas pela Administração Municipal.
Jayme Campos apresentou também ao ministro Mendonça Filho uma prestação de contas das ações na área educacional e sinalizou pela construção de quatro escolas publicas municipais novas e outras três construídas em parceria com o Governo do Estado.
O ministro da Educação autorizou ainda obras de três quadras poliesportivas cobertas em unidades escolares de Várzea Grande que serão executadas pela Administração Municipal e que atendem as unidades em Várzea Grande. Somente este ano foram inauguradas duas novas quadras poliesportivas e outras três foram lançadas.
Mato Grosso
Encontro de almas: diligência abriu as portas da paternidade para agente da Infância e Juventude

Das histórias de tantas crianças e adolescentes que ajudou a reescrever, enquanto agente da Infância e Juventude, Aparecido Donizete da Silva, atualmente lotado na Comarca de Várzea Grande, encontrou em uma de suas diligências, em 1990, a primeira página de sua própria jornada enquanto pai.
Uma bebê foi abandonada pela mãe na casa da parteira, uma senhora muito pobre e sem condições de cuidar da criança, em Barra do Bugres. Nomeado guardião legal da criança, Aparecido levou a bebê com apenas quatro dias de nascida para casa. Ele e a então esposa cuidaram da recém-nascida até que ela restabelecesse a saúde, ao longo de três meses. O cuidado foi tamanho que o servidor, que também trabalhava como professor no período noturno, deixou este emprego para se dedicar ao cuidado com a menina.
Aparecido revela que não tinha interesse em adotar, mas, após três meses de acolhimento daquela bebezinha, decidiu que queria ficar com ela para sempre e pediu para entrar na fila da adoção. O processo levou tempo, pois investigações foram feitas e a mãe biológica foi identificada. Ela teve que registrar a criança, mas acabou perdendo o pátrio poder e, então a menina pôde participar do processo de adoção. “Ela veio como um presente de Deus”, afirma Aparecido.
Já estava escrito
“Eu acho que tudo já estava escrito pra ser dessa forma. Ele já era meu pai, só foi me buscar”, afirma Érica Taiane Buzato da Silva, 36 anos, filha mais velha de Aparecido, que sente o mesmo. “Pra mim, já existia uma paternidade de verdade, o vínculo, o cuidado e o amor vieram antes da ‘chegada’. Quando ela diz isso, eu sinto que a nossa história confirmou o que a gente viveu todos os dias”, diz o servidor.
Érica conta que seus “pais do coração” sempre foram transparentes em relação à sua origem e que, mesmo passando anos questionando o porquê do abandono, o amor que recebeu da família a levou a superar todas as dores.
“Eu sempre soube que eu era adotada. Fui a primeira filha deles. Depois, eu tive mais dois irmãos e a gente cresceu muito feliz. O meu pai é uma pessoa maravilhosa na minha vida! Não sei nem como agradecer porque, se não fosse ele, eu não sei o que poderia ter acontecido comigo. Sou muito grata ao meu pai e à minha mãe porque cuidaram de mim com todo amor, sem nenhuma diferença de mim e os meus irmãos”, diz.
A gratidão relatada por Érica é sentida também por parte do pai dela. “Me sinto profundamente grato e em paz. Olhando pra trás, vejo que o acolhimento que demos à Érica foi mais do que cuidados: foi amor que sustentou a ela e a mim”, afirma. Em relação à paternidade, que começou com a chegada de Érica em sua vida, Aparecido conta que sempre viu como algo muito simples a educação dada a ela e aos demais filhos, Evili e Lucas. “Nunca vi a Érica diferente, mas sim como filha, igual aos outros”, conta.
Legado construído com exemplo
Aparecido destaca que sempre priorizou transmitir aos filhos valores como honestidade, caráter e determinação para batalhar pelos objetivos. “Eu sempre busquei passar esses valores no comportamento e nas escolhas do dia a dia, sendo honesto, firme e batalhador, para que eles aprendessem com a nossa convivência, não só com palavras”, pontua.
Para Érica, ficaram desses ensinamentos a admiração e o desejo de seguir os mesmos passos do pai. “Meu pai é uma pessoa de muito caráter, muito esforçado, inteligente, batalhador. Eu sei que a vida dele também foi muito difícil. Eu não sou igual a ele, mas tento ser e me espelho nele porque é uma pessoa maravilhosa. Ele me ensinou a ser uma pessoa honesta e a lutar pelos meus objetivos, pela minha felicidade. Eu conto tudo pra ele, então, a gente tem realmente uma ligação muito forte”, afirma Érica.
Ela destaca que se considera parecida até fisicamente com Aparecido. “É estranho, mas eu acho que a convivência faz a gente ficar parecido. Dizem que pai é quem cria, mas, pra mim, é mais do que isso: meu pai é meu porto seguro, minha referência”.
Por sua vez, Aparecido diz ser muito gratificante e emocionante ver os frutos do seu amor de pai. “Saber que a minha presença ajudou a formar o caráter dela e que hoje existe essa conexão me dá orgulho, e também me faz querer continuar fazendo o certo todos os dias”.
Apoio incondicional
Encontrar nos pais um porto seguro fez com que Érica tivesse coragem para encarar de frente seu passado e, depois de adulta, buscar suas origens. “Eu não perguntava por que achava que era algo que machucava eles, de certa forma. Mas, quando eu perguntei, ele foi atrás, conseguiu o contato de outro pai que também tinha adotado a minha outra irmã. Meu pai me ajudou e eu conheci ela e outro irmão, filho dessa minha mãe biológica. E foi muito legal conhecê-los porque faz parte da minha história, de certa forma, porque têm o meu sangue”, relata Érica. Ao reencontrar os irmãos biológicos, sua genitora havia falecido um ano antes.
Da parte de Aparecido, ele conta que ajudar Érica nesse processo de resgatar o contato com a família biológica foi um misto de carinho e responsabilidade. “Eu entendia o desejo dela de conhecer as origens e apoiei esse caminho. Ao mesmo tempo, eu precisava respeitar o tempo dela e garantir que essa busca não virasse dor ou culpa. Ver que ela conseguiu se aproximar com segurança me deixa muito satisfeito”, avalia.

Há oito anos morando na Europa, Érica afirma ser difícil estar longe da família, especialmente em datas comemorativas, como o Dia dos Pais, mas que a única palavra que vem à sua mente nessas horas é gratidão. “Quero que ele saiba que é o melhor pai do mundo, que eu sou muito grata a ele por cada gesto, por cada abraço. Minha maior certeza na vida é que eu amo muito ele. Mesmo distantes fisicamente, graças a Deus somos muito próximos, pois, de certa forma ele me deu a vida”, assevera Érica.
Pai e apoiador, Aparecido confirma que a distância aperta o coração, mas que, ao mesmo tempo, sente orgulho ao ver que Érica está correndo atrás dos próprios objetivos com coragem. “A gente procura estar presente do jeito que dá, com diálogo, apoio e carinho. E isso ajuda a transformar a saudade em motivação”.
Adoção
Enquanto agente da Infância e Juventude, Aparecido ressalta que a Justiça tem um papel fundamental em garantir que toda criança tenha o direito de crescer em um ambiente seguro, com afeto, dignidade e oportunidades. “A adoção não é apenas um ato jurídico; é a construção de uma família baseada no amor e na responsabilidade”, avalia.
Ele lembra que, desde quando adotou Érica até os dias atuais, a legislação evoluiu muito. “Hoje, o processo de adoção é mais estruturado, transparente e voltado, acima de tudo, ao melhor interesse da criança e do adolescente. Há uma preparação maior das famílias, acompanhamento técnico e mecanismos que buscam reduzir o tempo de permanência de crianças em acolhimento institucional, sempre preservando seus direitos”, explica.
Aparecido aproveita este Dia dos Pais para deixar uma mensagem a todos os pais: “Aos pais biológicos, que valorizem o privilégio de acompanhar o crescimento dos seus filhos com amor, presença e responsabilidade. E aos pais de coração, que nunca duvidem da força do amor que escolheram oferecer. A verdadeira paternidade não é definida pelo sangue, mas pela presença, pelo cuidado, pelo exemplo e pelo compromisso de estar ao lado do filho em todos os momentos da vida. É esse amor que transforma histórias, fortalece famílias e constrói seres humanos melhores”, declara.
Érica, por sua vez, afirma: “Adoção não é sobre preencher um vazio, mas sobre transbordar o amor, porque é isso que eu sinto”.
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