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Levantamento aponta que maioria dos controles internos administrativos em Gestão Financeira é incipiente

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Da Redação.

Levantamento realizado pelo Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT), e julgado na sessão extraordinária remota realizada nesta terça-feira (19), apontou a incipiência de mais da metade dos controles internos administrativos em Gestão Financeira dos municípios do Estado e que nenhum deles atingiu a meta de 70% do nível de maturidade, disposta no Planejamento Estratégico 2016-2021.

O estudo, relatado pela conselheira Jaqueline Jacobsen, foi instaurado e elaborado pela Consultoria Técnica da Corte de Contas, no exercício de 2018, com o objetivo de avaliar o nível de maturidade dos controles inerentes ao gerenciamento de recursos financeiros nos municípios mato-grossenses.

Conforme a relatora, a partir dos resultados foi possível verificar que os controles internos administrativos em Gestão Financeira ainda são frágeis, na medida em que 15,32% dos municípios alcançaram nível de maturidade inicial; 56,76% estão com o nível de maturidade classificado como básico e apenas 27,93% dos avaliados alcançaram a classificação de nível de maturidade intermediário.

“Dessa maneira, está claro que os municípios mato-grossenses não estão devidamente preparados para gerir riscos afetos à atividade de Gestão de Financeira. A inexistência de controles efetivos deixa a gestão municipal sujeita a falhas que, indubitavelmente, implicam desperdícios de recursos públicos e, consequentemente, resultados negativos relacionados à implementação de políticas públicas”, pontuou a conselheira.

Jaqueline Jacobsen ressaltou ainda que o objetivo maior do trabalho realizado pela Corte de Contas é promover melhorias na gestão pública municipal, sendo que, uma vez identificadas as fragilidades e as deficiências nos controles, é possível adotar medidas pontuais para corrigi-las. Frente ao exposto, acolhendo parcialmente o voto-vista do conselheiro-revisor Isaías Lopes da Cunha, a relatora determinou providências aos gestores municipais e emitiu recomendações aos controladores internos, sendo seguida por unanimidade do Pleno.

O TCE-MT determinou que os municípios fiscalizados elaborem Plano de Ação visando implementar e/ou aperfeiçoar os controles constantes da Matriz de Riscos e Controles (MRC) de gestão financeira e recomendou aos controladores internos desses municípios, dentre outras medidas, que monitorem a execução das ações contidas no Plano de Ação e a efetiva implantação dos controles constantes na MRC de gestão financeira, bem como que os gestores.

A Corte de Contas recomendou ainda aos gestores dos 30 municípios que não foram fiscalizados, que garantam imediatamente os meios logísticos necessários aos controladores internos para que realizem a avaliação dos controles internos administrativos da gestão financeira.

 

Foto: TCE-MT.

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Durigan defende que Brasil deve ampliar comércio exterior

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O ministro da Fazenda, Dario Durigan, defendeu nesta segunda-feira (17) a estratégia de abertura do comércio de produtos brasileiros para outros países. 

Segundo ele, outros governos e investidores olham para o Brasil com confiança. “Em um mundo de incertezas, temos de construir o Brasil como um porto seguro, temos de projetar segurança e previsibilidade”, disse ao participar de evento na capital paulista.

Para Durigan, essa abertura deve ser baseada em negociações e não de dependência de um parceiro exclusivo, na Ásia ou na América do Norte, por exemplo.

“[O Brasil] vai fazer o debate sabendo de suas fraquezas e fortalezas”, apontou.

A fala do ministro ocorre no momento de tensão entre Brasil e Estados Unidos. Na semana passada, o governo federal anunciou a abertura formal do processo para avaliar se a imposição unilateral de tarifas por parte dos Estados Unidos (EUA) contra exportações brasileiras será respondida com base na Lei da Reciprocidade Econômica

Aprovada no ano passado, justamente em reação ao primeiro tarifaço do governo de Donald Trump, a Lei nº 15.122 estabelece critérios para suspensão de concessões comerciais em resposta a ações, políticas ou práticas unilaterais de outro país que impacte negativamente a competitividade econômica do Brasil.

Medidas fiscais

Durigan também argumentou sobre a adoção de medidas, como bloqueio de orçamento e limite de gastos obrigatórios, para que o país mantenha a estabilidade fiscal. 

“Precisamos manter uma trajetória fiscal, sem desestabilizar”, disse.

Sobre a reforma tributária, o ministro reconhece que pode amedrontar, por impor muitas mudanças. Porém, Durigan acredita que 2027 será um importante ano para a transição, e que, ao final, resultará em um sistema melhor, a médio e longo prazo, para o país. 

A questão dos juros também foi abordada. Durigan afirmou que não há condições de discutir crédito no país sem “juros civilizados”, por, conforme o ministro, serem a “milha final” dos ajustes de médio prazo necessários para o desenvolvimento do país.



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