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Leilão: concessão de 22 aeroportos beneficiará infraestrutura turística do país

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Iniciativa realizada pela ANAC e Ministério da Infraestrutura arrecadou R$ 6,1 bilhões em investimentos para o Brasil

O ministro do Turismo, Gilson Machado Neto, acompanhado pelo presidente da Embratur, Carlos Brito, participou na manhã desta quarta-feira (07.04), na Bolsa de Valores de São Paulo, do leilão para a concessão de 22 aeroportos do país. Além da atração de investimentos para o Brasil, a iniciativa possibilitará a melhoria da infraestrutura de terminais localizados em quatro regiões do país – Norte, Nordeste, Sul e Centro-Oeste – o que será fundamental para a retomada do turismo no período pós-pandemia. A concessão dos aeroportos integra a ação Infra Week do Ministério da Infraestrutura em parceria com suas agências vinculadas.

As concessões irão garantir um investimento de R$ 6,1 bilhões e contribuirão para a geração de 100 mil empregos no país. Os vencedores terão assegurados 30 anos de contrato. A lista completa dos aeroportos inseridos nesta rodada pode ser conferida ao final da matéria.

Para o ministro do Turismo, Gilson Machado Neto, a iniciativa será um diferencial na retomada das atividades turísticas no Brasil. “Além de atrair investimentos para o nosso país, ações como essa permitirão que tenhamos uma infraestrutura cada vez melhor para oferecer tanto para os turistas domésticos como os internacionais e isso será ainda mais importante no retorno das atividades”, destacou.

Machado Neto também ressaltou que o Brasil é o país com o maior potencial de retomada, com atrativos naturais únicos e que atendem à demanda do turista mundial, tendo em vista que o turismo de natureza é uma tendência para o cenário pós-pandemia. “Dados do Google mostram que as consultas pelo turismo de natureza tiveram um salto após a pandemia, passando de 10 a cada 100 buscas para 54. Não tenho dúvida que teremos a maior retomada já vista e ela se intensifica com o avanço da vacinação em todo o país, o que mostra que o governo do presidente Bolsonaro segue comprometido com a saúde da nossa população sem esquecer também da nossa economia”, avaliou.

A concessão dos 22 aeroportos faz parte do Infra Week que prevê a concessão de 28 ativos de infraestrutura em três dias e que prevê a arrecadação de R$ 10 bilhões em investimento, valor superior ao orçamento anual do Ministério da Infraestrutura – R$ 7 bilhões – e prevê ainda a criação de mais de 200 mil empregos no país.

“Começamos com o pé direito, temos que celebrar as vitórias, a ousadia. Temos um desafio importante pela frente. Vamos superar a pandemia e vamos ter o desafio da geração de emprego e esse emprego vai vir pela mão do investimento privado. Tenho certeza de que vamos oferecer equipamentos de qualidade para os usuários dentro da estratégia de crescimento da aviação. Infraestrutura é fundamental”, comentou o ministro da Infraestrutura, Tarcísio de Freitas.

SUCESSO – A avaliação é de que o leilão foi um sucesso. Além dos investimentos, as propostas arrecadaram R$ 3,3 bilhões em outorgas, o que representa um ágio médio de 3.822,61%. São investimentos privados que irão melhorar a qualidade da infraestrutura e dos serviços prestados a toda a sociedade brasileira.

RESULTADOS DOS LEILÕES DA 6ª RODADA DE CONCESSÕES DE AEROPORTOS

BLOCO SUL: Curitiba/PR, Foz do Iguaçu/PR, Londrina/PR, Bacacheri em Curitiba/PR, Navegantes/SC, Joinville/SC, Pelotas/RS, Uruguaiana/RS e Bagé/RS.
VENCEDOR: Companhia de Participações em Concessões
PROPOSTA FINAL: R$ 2.128.000.000,00
CONTRIBUIÇÃO INICIAL (LANCE MÍNIMO): R$ 130.203.558,76
ÁGIO: 1.534,36%

BLOCO CENTRAL: Goiânia /GO, Palmas/TO, São Luís/MA, Imperatriz/MA, Teresina/PI e Petrolina/PE.
VENCEDOR: Companhia de Participações em Concessões
PROPOSTA FINAL: R$ 754.000.000,00
LANCE MÍNIMO: R$ 8.146.055,39
ÁGIO: 9.156,01%

BLOCO NORTE: Manaus/AM, Tabatinga/AM, Tefé/AM, Porto Velho/RO, Rio Branco/AC, Cruzeiro do Sul/AC e Boa Vista/RR.
VENCEDOR: VINCI AIRPORTS
PROPOSTA FINAL: R$ 420.000.000,00
LANCE MÍNIMO: R$ 47.865.091,02
ÁGIO: 777,47%

ARRECADAÇÃO TOTAL: R$ 3.302.000.000,00
ÁGIO MÉDIO: 3.822,61%

Por Livia Nascimento

Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo

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Projeto Âmbar avança com oficina sobre gestão e saúde mental

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Com foco na prevenção do adoecimento mental e no fortalecimento de uma cultura organizacional mais saudável, o Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) realizou, na tarde de segunda-feira (24), a segunda oficina de capacitação do Projeto Âmbar – Prevenir para Cuidar. Voltado às lideranças da instituição, o encontro reuniu gestores no auditório da Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão (Seplag) para discutir como ferramentas de gestão podem contribuir para a redução de riscos psicossociais e para a promoção da saúde mental no ambiente de trabalho.Nesta etapa, a capacitação foi conduzida pela Subprocuradoria-Geral de Justiça de Planejamento e Gestão e pelo Departamento de Planejamento (Deplan). Com o tema “Gestão que Cuida: Ferramentas de gestão aplicadas à liderança como estratégia de promoção da saúde mental”, a oficina foi estruturada em três momentos e teve início com a subprocuradora-geral de Justiça de Planejamento e Gestão, Anne Karine Louzich Hugueney Wiegert, responsável por falar sobre “Saúde mental também é uma questão de gestão”.Durante a exposição, ela abordou a relação entre organização do trabalho, liderança e saúde mental, destacando que fatores psicossociais, como sobrecarga, falta de clareza de papéis, comunicação inadequada e carência de suporte institucional, impactam diretamente o bem-estar das equipes.A subprocuradora ressaltou ainda que o Projeto Âmbar representa um passo importante na construção de uma cultura organizacional voltada à prevenção do adoecimento mental, reforçando que a iniciativa busca oferecer suporte não apenas às equipes, mas também às lideranças, que enfrentam diariamente o desafio de equilibrar demandas institucionais e as necessidades dos grupos que coordenam.“O Âmbar vem exatamente para nos dar suporte diante desses desafios, deixando uma mensagem muito clara: os líderes que apoiam, coordenam e conduzem também terão o apoio da instituição. Essa é a essência do projeto, apoiar quem apoia e cuidar de quem cuida. Saúde mental não é apenas uma questão individual, de autocuidado. Há muito da gestão e da organização do trabalho que impacta diretamente o bem-estar das pessoas, por isso gestão também é uma estratégia de promoção da saúde mental”, afirmou.Ao longo da apresentação, Anne Karine Wiegert enfatizou que liderança e gestão são competências passíveis de desenvolvimento e que o aperfeiçoamento dessas habilidades é fundamental para reduzir riscos psicossociais e fortalecer ambientes de trabalho mais saudáveis.Na segunda etapa, intitulada “Riscos psicossociais e ferramentas de gestão”, a chefe do Deplan, Annelyse Cristine Candido Santos, contextualizou a realidade institucional e apresentou conceitos relacionados à gestão de pessoas, diversidade e organização do trabalho. A palestrante ressaltou que a instituição é composta por mais de 2,3 mil integrantes, cada um com características, experiências e necessidades distintas, fator que exige das lideranças sensibilidade e preparo para conduzir equipes de forma equilibrada e eficiente.“Não podemos pensar as pessoas como se fossem todas iguais. Temos diferenças, particularidades e realidades distintas. Compreender esse contexto é essencial para construir soluções e utilizar ferramentas de gestão que realmente contribuam para ambientes de trabalho mais saudáveis”, observou.A terceira etapa, denominada “Vamos à prática”, foi conduzida pelos servidores Alex Magalhães Dias e Luiz Felipe Coimbra Gaborin, que apresentaram metodologias e ferramentas de gestão aplicáveis ao cotidiano das lideranças. A atividade buscou transformar os conceitos discutidos ao longo da oficina em práticas voltadas à organização do trabalho, ao planejamento e à prevenção de fatores de risco.Os participantes foram divididos em quatro grupos e puderam colocar em prática os ensinamentos relacionados à identificação de demandas, priorização, organização e execução das atividades. Para o supervisor pedagógico do Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (Ceaf), Hélio da Silva Taques Filho, o principal aprendizado da tarde foi compreender o planejamento como uma ferramenta essencial para a prevenção do adoecimento mental.“A rotina acaba nos consumindo e, se não houver planejamento, muitas vezes não conseguimos enxergar o que está acontecendo dentro da própria equipe. As ferramentas apresentadas ajudam a organizar o trabalho, identificar sobrecargas e compreender melhor os processos. Isso facilita a gestão e contribui para prevenir o adoecimento, porque permite agir antes que os problemas se agravem”, destacou.Já a supervisora administrativa do Centro de Apoio Operacional (CAO), Grayce Glaúcia da Silva Ruiz Rech, avaliou que a oficina evidenciou a importância de buscar apoio técnico e fortalecer o planejamento como estratégia de cuidado com as equipes.“Nosso setor vem crescendo muito e, embora tenhamos excelentes profissionais e ferramentas de trabalho, nem sempre conseguimos organizar tudo sozinhos. Poder contar com o apoio de pessoas que pensam gestão e planejamento diariamente traz mais segurança para enfrentar os desafios e prevenir o adoecimento. A oficina mostrou que nós, líderes, também precisamos pedir ajuda e ser cuidados para conseguirmos cuidar bem das nossas equipes”, destacou.Engajamento – Antes do início das atividades, a coordenadora do Núcleo de Qualidade de Vida no Trabalho – Vida Plena, promotora de Justiça Gileade Pereira Souza Maia, deu as boas-vindas aos participantes e reforçou a importância da participação integral dos líderes nas quatro etapas do projeto e da avaliação dos resultados por meio dos questionários aplicados antes e depois das oficinas.“Apenas após a participação nas quatro oficinas poderemos dizer que houve uma capacitação completa. Cada etapa possui uma base teórica e prática que se complementa, permitindo construir diagnósticos e propostas consistentes para a reorganização do trabalho e a prevenção dos riscos psicossociais”, destacou.A promotora também incentivou os participantes a contribuírem com sugestões de melhorias para a instituição. “Todos aqui acumulam experiência e certamente poderão trazer ideias e boas práticas que contribuam para aperfeiçoarmos o Ministério Público como um todo. O Projeto Âmbar é também um espaço de construção coletiva”, afirmou.Projeto Âmbar – Iniciativa do Núcleo Vida Plena, o projeto tem como foco a prevenção de riscos psicossociais e a promoção da saúde mental no ambiente de trabalho. A proposta está alinhada às diretrizes do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), ao Planejamento Estratégico Institucional (PEI) 2024-2031 e às atualizações da Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1), que passou a exigir das organizações a gestão dos riscos psicossociais.A formação foi estruturada em quatro encontros voltados às lideranças da instituição. A primeira oficina foi realizada em 17 de agosto, sob a condução da equipe do Programa Vida Plena. As próximas ocorrerão nos dias 1º de setembro, ministrada pela Corregedoria-Geral, e 3 de setembro, conduzida pelo Departamento de Gestão de Pessoas (DGP).

Fonte: Ministério Público MT – MT



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