Mato Grosso
Justiça ´encurrala´ casal Carlos e Teté Bezerra
Mato Grosso
Da Redação: Pedro Ribeiro e Laerte Lannes
Reportagem Especial
De tão estranhas ou mal contadas, existem histórias que, aparentemente, só os políticos são capazes de produzir – e que, de tão singulares, eles também se complicam muito na hora de explicar.
É o caso do casal Bezerra(Carlos e Teté) acusados por uma avalanche de denuncias feita pela Policia Federal, Ministério Público Federal e Estadual e pela Advocacia Geral da União e pelo engenheiro civil, Pedro Luiz Araújo Filho.
O engenheiro cobra uma divida de R$ 6 milhões que ele emprestou para Carlos Bezerra e a esposa no final de 2013 para eles fazerem campanha. Segundo o engenheiro, ele precisou acionar a justiça, pois até hoje não recebeu nenhum centavo do que foi emprestado para o casal.
O caso da inadimplência com o engenheiro protagonizado pelo casal Bezerra não é mais um caso de espanto para a sociedade mato-grossense.
O Ministério Público já emitiu parecer que diz haver “fortes indícios de improbidade administrativa”, ao afirmar que o patrimônio do casal são incompatíveis com a renda dos últimos anos.
Para agravar ainda mais a situação, o casal se nega a prestar esclarecimento sobre o crescimento de seus patrimônios. No caso da Teté, ela foi condenada pela juíza Celia Vidotti por irregularidades na gestão da fundação de promoção social do estado (Prosol) no exercício de 1987. O processo é referente a ação civil pública movida pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPE). De acordo com o MPE, as irregularidades foram geradas pela má administração por parte da ex-deputada.
Ela foi condenada a ressarcir o dinheiro ao erário com juros e corrigida monetariamente.
Agora, quanto a divida com o engenheiro, o juiz da 3ª Vara Cível de Cuiabá, Luiz Octávio Saboia Ribeiro, condenou o casal por tentarem atrasar o processo e ainda fazer acusações “maldosas” contra o magistrado.
Ele arbitrou multa em 2% que ultrapassa R$ 122 mil do montante da divida de R$ 6,1 milhões.
O juiz ainda mandou penhorar alguns imóveis em nome do casal e ainda 30% do salário dos dois.
No recurso, Carlos e Teté Bezerra ofereceu quatro lotes de títulos de crédito da Eletrobras, além de 40 lotes de esmeraldas, mas, o engenheiro recusou a oferta. Pelo visto, a performance nada republicana do casal Carlos e Teté Bezerra ainda deve continuar por longos dias constrangendo assim, a sociedade mato-grossense.
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Mato Grosso
Juiz Agamenon Alcântara é o entrevistado da 48ª edição do programa “Por dentro da Magistratura”
Na próxima sexta-feira (12), a Escola Superior da Magistratura de Mato Grosso (Esmagis-MT) exibirá a 48ª edição do programa “Por dentro da Magistratura”. Realizada em parceria com a Coordenadoria de Comunicação do Poder Judiciário estadual, a edição traz uma entrevista exclusiva com o secretário-geral do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), juiz Agamenon Alcântara Moreno Júnior, que abordará ações relacionadas à gestão institucional e o panorama da carreira jurídica.
Natural de Cuiabá, onde morou no bairro do Porto, o entrevistado possui uma sólida trajetória na área jurídica. Graduado pela Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) em 1992, atuou como advogado, técnico judiciário e assessor jurídico antes de ingressar na magistratura em Roraima, onde exerceu a função de 1996 a 1999. Em fevereiro de 1999, após aprovação em concurso público, tomou posse como juiz substituto em Mato Grosso, dando início a uma longa carreira em seu estado natal.
Ao longo de mais de duas décadas de atuação em Mato Grosso, o magistrado acumulou expressiva experiência na área administrativa do Tribunal de Justiça e na Justiça Eleitoral. Titular da Primeira Vara Especializada da Fazenda Pública de Várzea Grande, ele alia a prática diária à dedicação acadêmica: é doutorando pela Fadisp, mestre pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro, além de especialista em Direito Público, Administrativo, Penal e Processo Penal.
Durante a entrevista, o secretário-geral analisa a transição do papel do juiz na era digital e defende uma atuação proativa, focada no diálogo com a comunidade e na conciliação para evitar a judicialização excessiva. “O juiz precisa interagir e até antecipar à judicialização, […] conseguindo, na sua atuação, fazer acordos ou resolver questões pré-processuais. Eu adoro a questão pré-processual”.
Assista neste link à chamada do programa.
https://www.youtube.com/watch?v=3S98epEohpY
Outras informações podem ser obtidas pelo e-mail [email protected] ou pelos telefones (65) 3617-3844 / 99943-1576.
Autor: Lígia Saito
Fotografo:
Departamento: Assessoria de Comunicação da Esmagis – MT
Email: [email protected]
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