Mato Grosso
Justiça cassa mandato de quatro prefeitos, Sapezal pode ser o próximo
Mato Grosso
Da Redação
Quebrando paradigmas, quando se refere a impunidade de agentes políticos, com ações que caracterizam irregularidades e corrupção, assim é vista a conduta da juíza Claudia Anffe Nunes da Cunha, da 60º Zona Eleitoral, de Campo Novo do Parecis.
O que era para fazer parte do cotidiano, quando um político comete alguma irregularidade, ser punido, o destaque da punição para aqueles que se julgam acima do bem e do mal, intocável pela Justiça, vira referência e exemplo para muitos setores, que vão além da magistratura.
Desde a última eleição municipal em 2020, quatro prefeitos tiveram os mandatos cassados pela Justiça, Meraldo Sá em Acorizal, Inês Moraes Mesquita Coelho em Torixoréu, Fernando Zafonatto em Matupá e Rafael Machado em Campo Novo do Parecis.
Improbidade Administrativa, abuso de poder econômico e uso indivíduo da máquina pública, são as principais irregularidades que estão resultado na punição, com afastamento e cassação de mandato dos políticos.
Assim, como já aconteceu em quatro municípios do estado de Mato Grosso, outros prefeitos devem estar com os dias contados em seus mandatos, já que muitas ações semelhantes, que caracterizam tal irregularidades, com as devidas denúncias aos órgãos competentes, vão acarretar no mesmo resultado, afastamento e cassação.
Como a antiga gestão de Campo Novo do Parecis e a atual gestão de Sapezal vão além das semelhanças, características e parentesco, devido as ações que aos rigores da Leis possam ser consideradas como irregulares, é esperado mudanças no sistema político e administrativo no município.
De acordo com informações de bastidores, desde a cassação do mandato de Rafael Machado, os “nervos” ficaram a “flor da pele” em Sapezal, com atividades intensas nos corredores da Prefeitura, contadores e advogados de campanha.

Foto: newsjur.com.br
Pelo que tudo indica, assim como a juíza Claudia Anffe Nunes da Cunha, da 60º Zona Eleitoral, de Campo Novo do Parecis, teve que fazer cumprir os rigores da Lei, sendo considerada referência e destaque por suas atuações, em Sapezal, a Justiça até pode ser cega, mas terá em sua balança, elementos de condutas que serão avaliados, cabendo absolvição ou punição, com afastamento e cassação.
Foto: portal.trt12.jus.br
Mato Grosso
Membros discutem aplicações da IA no Tribunal do Júri
Ferramentas capazes de resumir processos, organizar provas, elaborar apresentações e auxiliar na construção de teses para o Tribunal do Júri estiveram no centro dos debates do colóquio “IA no Júri”, realizado nesta sexta-feira (9) pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT).O encontro reuniu membros do Ministério Público Brasileiro para compartilhar experiências sobre o uso da inteligência artificial como aliada da atuação ministerial, sem abrir mão da supervisão humana e dos cuidados éticos exigidos pela atividade.Promovido pelo Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (Ceaf) – Escola Institucional do MPMT, em parceria com o Centro de Apoio Operacional (CAO) Júri e a Confraria do Júri, o evento teve como palestrante o promotor de Justiça Leoni Carvalho Neto, que apresentou aplicações práticas da inteligência artificial na atividade ministerial, especialmente na preparação de julgamentos perante o Tribunal do Júri.Na abertura, o coordenador do CAO Júri, promotor de Justiça César Danilo Ribeiro de Novais, ressaltou a importância do compartilhamento de conhecimento e destacou os ganhos de produtividade proporcionados pela tecnologia.Segundo o promotor de Justiça, a inteligência artificial tem reduzido significativamente o tempo necessário para a preparação dos casos. “Tenho reduzido de forma considerável o tempo de estudo e melhorado muito a qualidade dos meus júris”, afirmou.Ao longo da exposição, o promotor de Justiça Leoni Carvalho Neto demonstrou como diferentes plataformas podem ser utilizadas para analisar processos, organizar elementos probatórios, gerar apresentações para plenário, elaborar documentos e apoiar a construção de estratégias argumentativas. Para o palestrante, o avanço da tecnologia exige adaptação dos profissionais do Direito. “A inteligência artificial veio para ficar. Temos que nos adaptar”, destacou.O promotor também enfatizou que a utilização dessas ferramentas representa uma oportunidade para otimizar o trabalho dos membros do Ministério Público sem substituir a análise humana.“É um ganho imensurável de tempo, que é o nosso bem mais precioso”, observou. Ele ainda alertou sobre a necessidade de revisão constante dos conteúdos produzidos pelas plataformas. “Por mais confiável que a IA seja, sempre faço uma revisão do texto”, ressaltou.Durante o debate, também foram abordados aspectos relacionados à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), à segurança das informações e aos limites éticos para o uso da inteligência artificial na atuação ministerial. A discussão reforçou a importância de que as ferramentas tecnológicas sejam empregadas como apoio ao trabalho jurídico, sempre sob supervisão dos membros do Ministério Público.
Fonte: Ministério Público MT – MT
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