Mato Grosso
Juiz determina que MPE inclua filha de verdureiro morto como assistente da acusação
Mato Grosso
Da Redação
O da 10ª Vara Criminal de Cuiabá, Flávio Maraglia, determinou que o Ministério Público Estadual (MPE) se manifeste sobre a inclusão da filha do verdureiro Francisco Lucio Maia, morto após ser atropelado pela médica Leticia Bortolini.
Francinilda Silva Lucio deverá ser incluída como assistente de acusação no processo que julga a médica, além disso, o magistrado requereu que a defesa da médica opine sobre a possibilidade de reconsideração da decisão que declarou inválido os laudos periciais que foi produzido pela Polícia Judiciária Civil (PJC).
O verdureiro foi atropelado na avenida Miguel Sutil, em Cuiabá, no dia 14 de abril de 2018, o veículo era conduzido por Leticia que de acordo com a denúncia estava sob efeito de álcool e estava acima da velocidade permitida na via.
Ainda de acordo com a denúncia, após atropelar o verdureiro, a médica não prestou socorro imediato a vítima e ainda saiu do local no intuito de fugir da responsabilidade penal.
Mato Grosso
TJ anula votação secreta e manda AL reanalisar veto a reajuste de 6,8%
O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) anulou a votação secreta realizada pela Assembleia Legislativa (ALMT) que manteve o veto do Governo do Estado ao projeto que prevê reajuste salarial de 6,8% para os servidores do Poder Judiciário. Com a decisão, os deputados terão de analisar novamente o veto, desta vez em uma votação aberta e nominal.
A decisão foi tomada pela Turma de Câmaras Cíveis Reunidas de Direito Público e Coletivo do TJMT após recurso apresentado pelo Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário de Mato Grosso (Sinjusmat), que questionou a validade da votação realizada em dezembro de 2025.
O relator do processo, desembargador Márcio Vidal, destacou que o próprio Judiciário já havia reconhecido a inconstitucionalidade de dispositivos que permitiam o sigilo na apreciação de vetos. Para ele, não seria coerente manter uma votação baseada justamente em uma regra considerada inconstitucional.
“Não seria juridicamente coerente declarar inconstitucional a norma que autorizou o sigilo e, simultaneamente, preservar a votação realizada com fundamento direto nessa mesma disposição”, afirmou o magistrado.
A decisão, entretanto, não determina que o reajuste seja aprovado. O TJMT deixou claro que cabe à Assembleia decidir novamente se mantém ou derruba o veto do Executivo, apenas exigindo que o procedimento siga as regras constitucionais.
“Preserva-se a liberdade política da Assembleia Legislativa para deliberar acerca da manutenção ou da rejeição do veto governamental, sem que o Poder Judiciário interfira no conteúdo da decisão parlamentar”, destacou Vidal.
Na votação anulada, realizada em dezembro do ano passado, 12 deputados votaram pela manutenção do veto e 10 pela derrubada. Como a sessão ocorreu de forma secreta, não foi possível identificar como cada parlamentar se posicionou. Para derrubar o veto, eram necessários 13 votos.
O projeto havia sido aprovado anteriormente pela Assembleia e previa reajuste de 6,8% para os servidores do Judiciário. O então governador Mauro Mendes vetou integralmente a proposta, alegando que o aumento poderia provocar impacto nas contas públicas e gerar um efeito cascata sobre outras carreiras do funcionalismo.
Com a decisão do TJMT, a Assembleia deverá incluir novamente o veto na pauta e realizar uma votação pública, com registro nominal dos votos. O julgamento, portanto, não garante o reajuste aos servidores, mas reabre a discussão sobre a proposta e elimina o sigilo que marcou a primeira análise do veto.
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