Mato Grosso
Judiciário entrega brinquedoteca e biblioteca à região do serra dourada
Mato Grosso
A MISSÃO DE RETIRAR FAMÍLIAS QUE VIVEM EM RISCO DE VULNERABILIDADE SOCIAL UNIU O PODER JUDICIÁRIO DE MATO GROSSO E A PREFEITURA DE VÁRZEA GRANDE AMPLIANDO HORIZONTES E CONHECIMENTOS PARA CENTENAS DE CRIANÇAS E JOVENS
Da Redação
A prefeitura de Várzea Grande recebeu do Poder Judiciário do Estado de Mato Grosso uma brinquedoteca e biblioteca que faz parte do Programa “Justiça em Estações Terapêuticas e Preventivas”, que é o desdobramento do Projeto LAR.
Na oportunidade foi entregue para cada um dos alunos da Escola Municipal Joaquim da Cruz Coelho, uma muda de árvore para ser cultivada e despertar nas criança a consciência ambiental e de preservação do planeta e do seu sistema de biodiversidade.
A iniciativa é do Juizado Especial Criminal (Jecrim) de Várzea Grande que tem a finalidade de efetivação de políticas públicas de inclusão e acolhimento de pessoas em situação de vulnerabilidade social. A Escola Municipal de Educação Básica (EMEB) “Joaquim da Cruz Coelho”, do bairro Serra Dourada foi contemplada com o Programa que beneficiará 248 alunos, do 4° ao 8º ano do Ensino Fundamental I.

Segundo a juíza de direito e coordenadora do Programa LAR, Amini Haddad Campos, a ação só foi possível graças ao Termo de Cooperação Técnica assinado entre o Poder Judiciário e o Município. “O programa ‘Justiça em Estações Terapêuticas e Preventivas’, visa lidar com famílias em situação de vulnerabilidade social e, trabalhar a constelação familiar possibilitando a ampliação da atividade já desenvolvida e a construção social”.
A juíza enfoca ainda que O Programa Lar que resultou na brinquedoteca é formado por inúmeras obras e ações em cooperação mútua com comunidades, empresas, colaboradores e a prefeita Lucimar Sacre de Campos que compreenderam o significado e abrangência da ação na multiplicação do conhecimento, ampliação dos horizontes e desenvolvimento das potencialidades de crianças e adolescentes.

“Quando lidamos com vulnerabilidade social é necessário proceder à inserção social, um tratamento de forma ampla que envolve toda a família. E nós contamos com parceiros que oferecem serviço social nas áreas de psicologia, odontologia, direito, medicina, enfim, uma gama de atividades que esta beneficiando o público vulnerável”, ressaltou a juíza.
A prefeita de Várzea Grande, Lucimar Sacre de Campos destaca a importância da iniciativa do Judiciário em transformar a vida de famílias vulneráveis em virtude da dependência química ou de violência doméstica em um bem maior, que é a formação do cidadão que é o futuro da nação.
“A escola foi escolhida, segundo a justiça em decorrência da criminalidade e altos índices de violência. Acredito que nesses lugares mais vulneráveis onde os Poderes Públicos se fazem presentes a realidade dos cidadãos possam ser transformadas para um futuro promissor. Por isso, que a educação municipal implantou o projeto Escola em Tempo Ampliado (ETA), onde o aluno passa a maior parte do seu tempo com a construção do saber envolvido no aprendizado. Todasessas ações se somam e só tenho a agradecer o Poder Judiciário com a proposta colaborativa na melhoria da educação das pessoas do município de Várzea Grande”.

A prefeita enfatizou ainda a união dos poderes que vêm trabalhando unidos e engajados para fortalecer a vida humana e as famílias que passam pelos mais diferentes problemas sociais. E destacou projetos sociais desenvolvidos no município que beneficiam as famílias, a exemplo, “Amigas Empreendedoras”, “Juventude Ativa”, “Laços Maternos” e “Pão e Leite é Vida”, que estimulam a profissionalização e empoderamento das famílias.
O juiz de direito e presidente da Associação dos Magistrados Mato-grossenses e vice-presidente da Associação dos Magistrados Brasileiros, José Arimatéa Neves Costa enalteceu o trabalho desenvolvido pela juíza Amini Haddad que busca incessantemente a prática dos direitos humanos inseridos na Constituição Federal com projetos de acolhimento as famílias e que abordam a necessidade do resgate da infância, por meio do cuidado e atenção àqueles em situação de vulnerabilidade majorada em razão do consumo de drogas por parte de familiares.
“Esse projeto em si, efetivado auxilia horizontes de muitas crianças com os trabalhos desenvolvidos em diversos focos que visa à prevenção e estimula o senso critico de escolhas acertadas nas situações cotidianas. O mais importante é que os projetos abrangem também as famílias”.

Já para a magistrada Ana Cristina da Silva Mendes que no ato representou a Corregedora Geral do Estado de Mato Grosso, desembargadora Maria Aparecida Ribeiro, as ações do Poder Judiciário em parceria com os municípios resultam em uma boa base curricular educacional, o que contribui para uma sociedade mais justa, pacífica e igualitária, consequentemente a redução de demandas no Judiciário, em especial do Jecrim.
“Essas atividades buscam a qualidade de vida e o bem-estar das famílias da região, assim como, o melhor entendimento de seu papel na sociedade. Os reflexos serão perceptíveis na produtividade e na pacificação social, pois constitui um conjunto de ações que vão desde oficinas e qualificações que interferem na mudança de vida.
“Justiça Terapêutica-Preventiva’ é um trabalho realizado em outras unidades do Judiciário e contribui para melhorar o índice de recuperação noJuizado Especial Criminal (Jecrim). Mato Grosso é um dos 15 estados brasileiros que utilizam essa metodologia que vem dando certo, pois o Programa Macro LAR tem suas ramificações em outros projetos inseridos como Contadores de Histórias, Florescer, Cinemateca e Articulando que juntos integram as políticas públicas do Judiciário em defesa dos Direitos Fundamentais e Sociais”, conclui a juíza de direito Amini Haddad.
Também participaram da solenidade, a juíza Viviane Isernhagem, do Juízado Especial Civil do Jardim Glória, a promotora de Justiça do Juizado Especial Criminal, Valnice Silva dos Santos; a presidente da Associação Brasileira de Mulheres de Carreira Jurídica, Ana Emília Soteto Brasil; o promotor de Justiça e presidente da Escola Superior do Ministério Público de Mato Grosso, Joelson de Campos Maciel; comandante da Gerência Regional do Proerd, major Sízano Attir de Oliveira Barbosa; secretário Municipal de Educação, Cultura, Esporte e Lazer, Silvio Fidelis; além de técnicos da Educação, professores e alunos.
Mato Grosso
Servidores da Corregedoria concluem curso de mediação e conciliação
Dez servidores do Departamento de Apoio aos Juizados Especiais (Daje) e assessores de gabinetes da Corregedoria-Geral da Justiça de Mato Grosso (CGJ-MT) concluíram o Curso Básico de Mediação e Conciliação Judiciais. A capacitação desenvolveu conhecimentos teóricos e práticos sobre mediação e conciliação judiciais, para a atuação autocompositiva no âmbito judicial.
Segundo o gestor de capacitação e avaliação do Núcleo Permanente de Métodos Consensuais de Solução de Conflitos (Nupemec), Carlos Campelo, a formação contribui para ampliar a cultura do diálogo e da solução consensual de conflitos.
“As técnicas aprendidas durante a capacitação não se restringem ao ambiente de trabalho e podem ser aplicadas em diversas situações do cotidiano. Quando mais profissionais estiverem atuando nessa área, sejam servidores ou sociedade em si, mais pessoas irão conseguir resolver seus conflitos com diálogo, pois o primeiro passo para que isso ocorra é saber se comunicar”, afirmou.
A diretora do Daje, Shusiene Tassinari Machado, destacou que a capacitação contribuiu para ampliar o conhecimento da equipe sobre os mecanismos consensuais de resolução de conflitos e irá fortalecer o apoio às atividades desenvolvidas pelos Juizados Especiais.
“Esse curso será um divisor de águas na nossa atuação, na gestão dos conciliadores credenciados que atuam nos processos judicias dos Juizados Especiais. Pois agora compreendemos não apenas a parte administrativa, mas também a teoria e a prática da mediação judicial”, explicou.
Curso – A capacitação foi dividida em duas etapas. A parte teórica, realizada presencialmente entre 24 e 28 de setembro de 2025, com carga horária de 40 horas e que incluiu simulações práticas de audiências de mediação. E a segunda etapa, o estágio supervisionado realizado entre fevereiro a junho deste ano, pela plataforma Microsoft Teams, com 60 horas práticas com casos reais.
A instrutora de mediação e justiça restaurativa, Ana Tereza Pereira Meira, responsável pelo acompanhamento da etapa prática, destacou que a formação proporciona mudanças que refletem diretamente no atendimento prestado à população. “A pessoa que faz um curso de mediação, se torna diferente. Os alunos aprendem uma comunicação melhor, uma comunicação mais harmônica e isso ajuda no atendimento do público e do Poder Judiciário”, disse.
Para o participante da capacitação, o gestor administrativo do Daje, Gláucio Corrêa, a formação proporcionou uma compreensão melhor da realidade dos conciliadores e juízes leigos que atuam nos Juizados Especiais. “Antes a gente trabalhava mais sob a perspectiva administrativa, agora nós sabemos exatamente como funciona, quais os desafios e isso contribuirá para o nosso trabalho de apoio e gestão”, pontuou.
O treinamento é uma iniciativa da CGJ-MT, com apoio da Escola dos Servidores e do Núcleo Permanente de Métodos Consensuais de Solução de Conflitos (Nupemec) do Tribunal de Justiça de Mato Grosso.
Autor: Larissa Klein
Fotografo:
Departamento: Assessoria de Comunicação da CGJ-TJMT
Email: [email protected]
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