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Jovem de 22 anos morre em acidente na Avenida do CPA, em Cuiabá

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Da Redação

Um grave acidente foi registrado na noite desta quarta-feira (26) na Avenida Historiador Rubens de Mendonça (CPA), próximo ao Ginásio Aecim Tocantins, em Cuiabá.

De acordo com as informações, um motociclista identificado como Edcharles Bento da Silva, 22 anos, que conduzia uma motocicleta Honda CG Fan 160, cor vermelha, veio a óbito no local. O segundo veículo envolvido trata-se de um ônibus do transporte urbano da capital.

De acordo com testemunhas, Edcharles vinha em alta velocidade pela avenida quando um ônibus cruzava a via para adentrar na rua em frente ao ginásio, a vítima então, não teria conseguido frear e acabou colidindo no ônibus. O motociclista vinha em alta velocidade.

Após o acidente vários amigos e conhecidos de Edcharles estiveram no local, o condutor do ônibus precisou ser retirado do local, já que algumas pessoas inconformadas queriam agredi-lo. A Polícia Militar (PM) esteve no local e conseguiu acalmar os ânimos, o motorista do ônibus passou pelo teste do bafômetro que constatou que o mesmo não havia ingerido bebida alcoólica.

Uma equipe de Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) esteve no local para fazer os trabalhos periciais, a Polícia Judiciária Civil (PJC) também esteve no local e deve agora instaurar um processo para investigar as causas do acidente.

Edcharles era morador do bairro Novo Paraíso e tinha um filho pequeno, segundo uma tia da vítima, ele era muito querido no bairro onde morava.

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TJ anula votação secreta e manda AL reanalisar veto a reajuste de 6,8%

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O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) anulou a votação secreta realizada pela Assembleia Legislativa (ALMT) que manteve o veto do Governo do Estado ao projeto que prevê reajuste salarial de 6,8% para os servidores do Poder Judiciário. Com a decisão, os deputados terão de analisar novamente o veto, desta vez em uma votação aberta e nominal.

A decisão foi tomada pela Turma de Câmaras Cíveis Reunidas de Direito Público e Coletivo do TJMT após recurso apresentado pelo Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário de Mato Grosso (Sinjusmat), que questionou a validade da votação realizada em dezembro de 2025.

O relator do processo, desembargador Márcio Vidal, destacou que o próprio Judiciário já havia reconhecido a inconstitucionalidade de dispositivos que permitiam o sigilo na apreciação de vetos. Para ele, não seria coerente manter uma votação baseada justamente em uma regra considerada inconstitucional.

“Não seria juridicamente coerente declarar inconstitucional a norma que autorizou o sigilo e, simultaneamente, preservar a votação realizada com fundamento direto nessa mesma disposição”, afirmou o magistrado.

A decisão, entretanto, não determina que o reajuste seja aprovado. O TJMT deixou claro que cabe à Assembleia decidir novamente se mantém ou derruba o veto do Executivo, apenas exigindo que o procedimento siga as regras constitucionais.

“Preserva-se a liberdade política da Assembleia Legislativa para deliberar acerca da manutenção ou da rejeição do veto governamental, sem que o Poder Judiciário interfira no conteúdo da decisão parlamentar”, destacou Vidal.

Na votação anulada, realizada em dezembro do ano passado, 12 deputados votaram pela manutenção do veto e 10 pela derrubada. Como a sessão ocorreu de forma secreta, não foi possível identificar como cada parlamentar se posicionou. Para derrubar o veto, eram necessários 13 votos.

O projeto havia sido aprovado anteriormente pela Assembleia e previa reajuste de 6,8% para os servidores do Judiciário. O então governador Mauro Mendes vetou integralmente a proposta, alegando que o aumento poderia provocar impacto nas contas públicas e gerar um efeito cascata sobre outras carreiras do funcionalismo.

Com a decisão do TJMT, a Assembleia deverá incluir novamente o veto na pauta e realizar uma votação pública, com registro nominal dos votos. O julgamento, portanto, não garante o reajuste aos servidores, mas reabre a discussão sobre a proposta e elimina o sigilo que marcou a primeira análise do veto.



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