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Jornalista Marcelo Leite Ferraz é encontrado morto com sinais de violência

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Da Redação

O corpo do escritor e jornalista, Marcelo Leite Ferraz, 38 anos, foi encontrado nesta segunda-feira (30) em um terreno baldio no bairro Bosque da Saúde, em Cuiabá.

O jornalista estava desaparecido desde sábado (28) quando saiu de sua casa no bairro Jardim Aclimação, para se encontrar com amigos na Praça da Mandioca, porém este encontro não aconteceu, já que segundo os amigos, ele não apareceu no horário e local combinado.

De acordo com informações da Polícia Militar, o corpo de Marcelo foi encontrado por um morador de rua que passava pelo local. O corpo do jornalista apresentava sinais de violência.

A Polícia Judiciária Civil (PJC) está investigando o crime e até o momento ninguém foi preso.

Marcelo nasceu em Cuiabá em 1981, se formou em jornalismo pela Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT). Em 2013, foi um dos vencedores do Concurso Literário Professor Sérgio Dalate, realizado pela universidade em que era formado, o título foi na categoria Conto. Já em 2017, ganhou o Prêmio Mato Grosso de Literatura pelo romance “O assassinato na Casa Barão”.

Além da obra vencedora, Marcelo é autor de outros seis livros: Pássaros sem Destino, de 2017; uma coletânea de crônicas e artigos, com temas relacionados a política, economia, cultura e filosofia, de 2017; os romances “A cidade dos Poetas de Sião, de 2009, Benjamim e Hannah, de 2018 e A Locomotiva dos Sonhos, de 2016. Além das obras ele foi autor de uma monografia intitulada “A comunicação intertextual da Cultura Judaica na Sétima Arte.

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TJ anula votação secreta e manda AL reanalisar veto a reajuste de 6,8%

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O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) anulou a votação secreta realizada pela Assembleia Legislativa (ALMT) que manteve o veto do Governo do Estado ao projeto que prevê reajuste salarial de 6,8% para os servidores do Poder Judiciário. Com a decisão, os deputados terão de analisar novamente o veto, desta vez em uma votação aberta e nominal.

A decisão foi tomada pela Turma de Câmaras Cíveis Reunidas de Direito Público e Coletivo do TJMT após recurso apresentado pelo Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário de Mato Grosso (Sinjusmat), que questionou a validade da votação realizada em dezembro de 2025.

O relator do processo, desembargador Márcio Vidal, destacou que o próprio Judiciário já havia reconhecido a inconstitucionalidade de dispositivos que permitiam o sigilo na apreciação de vetos. Para ele, não seria coerente manter uma votação baseada justamente em uma regra considerada inconstitucional.

“Não seria juridicamente coerente declarar inconstitucional a norma que autorizou o sigilo e, simultaneamente, preservar a votação realizada com fundamento direto nessa mesma disposição”, afirmou o magistrado.

A decisão, entretanto, não determina que o reajuste seja aprovado. O TJMT deixou claro que cabe à Assembleia decidir novamente se mantém ou derruba o veto do Executivo, apenas exigindo que o procedimento siga as regras constitucionais.

“Preserva-se a liberdade política da Assembleia Legislativa para deliberar acerca da manutenção ou da rejeição do veto governamental, sem que o Poder Judiciário interfira no conteúdo da decisão parlamentar”, destacou Vidal.

Na votação anulada, realizada em dezembro do ano passado, 12 deputados votaram pela manutenção do veto e 10 pela derrubada. Como a sessão ocorreu de forma secreta, não foi possível identificar como cada parlamentar se posicionou. Para derrubar o veto, eram necessários 13 votos.

O projeto havia sido aprovado anteriormente pela Assembleia e previa reajuste de 6,8% para os servidores do Judiciário. O então governador Mauro Mendes vetou integralmente a proposta, alegando que o aumento poderia provocar impacto nas contas públicas e gerar um efeito cascata sobre outras carreiras do funcionalismo.

Com a decisão do TJMT, a Assembleia deverá incluir novamente o veto na pauta e realizar uma votação pública, com registro nominal dos votos. O julgamento, portanto, não garante o reajuste aos servidores, mas reabre a discussão sobre a proposta e elimina o sigilo que marcou a primeira análise do veto.



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