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Iminência da cassação de Neri Geller movimenta cenário das eleições municipais

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Da Redação.

Justiça pode interferir diretamente, nas eleições de Cuiabá, por vários motivos, entre eles, a iminência da cassação do mandato do deputado federal, Neri Geller (PP) que tem como a primeira suplente, a advogada Gisela Simona (PROS), principal concorrente da oposição, contra Emanuel Pinheiro, na disputa pela Prefeitura de Cuiabá.

No mês passado, Gisela Simona já teve que fazer a escolha sobre qual cargo disputar, já que seu nome estava sendo cogitado tanto para a vaga do Senado da República, quanto para a Prefeitura de Cuiabá.

“Caixa 2, abuso de poder econômico – Pau que bate em Chico é o mesmo que bate em Francisco”?

De acordo com informações de bastidores, “forças ocultas” estavam mantendo o deputado federal, Neri Geller no cargo, evitando assim o seu afastamento, algo ainda inexplicável, já que o suposto crime eleitoral (caixa 2) abuso econômico cometido por Geller, é o mesmo motivo pela qual, a juíza aposentada, Selma Arruda teve seu mandato de senadora cassado.

“Selma Arruma foi cassada em 2019 e deixou o cargo de senadora no início de 2020”.

Nesta semana, a batalha de Neri Geller na Justiça foi intensificada, quando o desembargador Sebastião Barbosa, vice-presidente do Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso, (TRE-MT), votou por cassar o mandato do deputado federal Neri Geller, em Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE). 
O relator da ação entendeu que Neri fez caixa 2 e cometeu abuso de poder econômico, na eleição de 2018, ao qual foi eleito.

O desembargador Sebastião, também pediu que Neri fique inelegível por oito anos. Na sequência, o juiz membro do (TRE-MT), Sebastião Monteiro fez pedido de vistas e adiou a decisão final do processo que poderá ser dado na próxima reunião do colegiado, marcada para a próxima semana.

De acordo com as investigações, Neri Geller teria transferido R$ 4,8 milhões para a conta do filho que, por sua vez, também transferiu R$ 2.332.340 ao pai.
Segundo a mesma linha de investigação do MPE apurou que, em outra conta bancária, ligada ao deputado teria movimentado entre setembro e novembro de 2018, as quantias de R$ 7,2 milhões a crédito e R$ 7,2 milhões a débito.

Para o MPE, Geller teria infringido a legislação eleitoral, que prevê que as contribuições sejam feitas no limite de até 10% dos rendimentos brutos pelo doador, a situação piorou por que o deputado não teria identificado a origem do dinheiro ao TRE. E, que a movimentação do dinheiro na conta do filho, demonstra que foi pura e simplesmente para ocupar sua origem.

A situação do prenúncio da cassação do deputado federal, Neri Geller deve mudar totalmente o cenário da corrida eleitoral, em várias cidade de Mato Grosso, onde Neri tem apoiadores, mas a principal mudança fica por conta da capital, já que Gisela Simona terá que assumir a vaga de deputada federal, confirmando a cassação de Neri Geller.

“Direito de recorrer para o julgamento de segunda instância”.

Foto: Divulgação

Para Gisela Simona, mesmo que o mandato do deputado federal Neri seja cassado nos próximos dias, ainda cabe a recursos, e julgamento na segunda instâncias, tempo que deve ultrapassar o período eleitoral.

“Confio muito no poder judiciário, como aconteceu com a juíza Selma, e devido as provas do deputado Neri Geller, acredito que a cassação é a decisão mais justa que pode ter neste processo”, ressaltou Gisela.

Gisela esclareceu que mesmo que choque o período da cassação do mandato do deputado Neri Geller, com as disputas eleitorais, nada impede que ela assuma o cargo de deputada federal, e continue na campanha pela Prefeitura de Cuiabá.

Foto: Câmara Federal.

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Gaúcha do Norte implanta Rede de Enfrentamento à Violência Doméstica contra a Mulher

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Grupo de pessoas em pé no plenário de uma câmara municipal segura placas vermelhas em formato de coração. Ao fundo, pare de madeira com a inscrição Localizada a cerca de 571 km de Cuiabá, Gaúcha do Norte passa a contar com a atuação da Rede de Enfrentamento à Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher. Com a formalização ocorrida na sexta-feira (31), o município se tornou o 129º do estado a ser integrado à iniciativa liderada pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT).

A ação foi feita por meio da Coordenadoria Estadual da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar (Cemulher-MT), sob coordenação da desembargadora Vandymara Galvão Ramos Paiva Zanolo. A Rede conta ainda com a participação de instituições da segurança pública, Ministério Público, Defensoria Pública, Municípios, dentre outras.

Plenário da Câmara Municipal com diversas mulheres assistindo a uma palestra. O palestrante está em pé na frente, e uma tela projeta conteúdo ao lado direito.Além da assinatura do Termo de Cooperação Técnica entre os órgãos e instituições participantes, a passagem da equipe do Cemulher-MT por Gaúcha do Norte proporcionou ainda a capacitação de 32 pessoas que atuarão na Rede. A implantação da Rede de Enfrentamento foi efetivada após pedido da Patrulha Maria da Penha do município.

“Percebemos a dificuldade que temos ao atender sozinhos os casos de violência doméstica. Precisamos da Rede para oferecer uma proteção e suporte maior. Com essa união, podemos agir em conformidade nesse propósito, que é proteger a vida da mulher”, explicou a soldado PM Gisele Bernardo Pinto Matos, comandante da Patrulha Maria da Penha de Gaúcha do Norte.

Para Tiago Gonçalves dos Santos, juiz substituto da 1ª Vara de Paranatinga – comarca que realizada o atendimento jurisdicional de Gaúcha do Norte, a instalação da Rede de Enfrentamento é um marco importante. “Mais uma vez o Poder Judiciário vai até a comunidade, desta vez em parceria, com o objetivo de melhorar nossa sociedade, principalmente para as mulheres e meninas que tanto sofrem em nosso estado”, disse.

De acordo com a promotora de Justiça Fernanda Luíza M. Siscar, a partir da assinatura do Termo de Cooperação Técnica ficará mais fácil para os órgãos e instituições definirem os fluxos de atendimento, prioridades e ações para o município. Ela destacou que também está no planejamento a criação de um plano de metas, que guiará as estratégias de atuação para os próximos dez anos.

“A partir da implementação da Rede é que nós conseguimos avançar nas demais normativas, documentos públicos, nos planos e nas iniciativas estratégicas. Com a Rede, conseguimos devolver à população um serviço de melhor qualidade. Junto a isso, estamos buscando também a criação do plano decenal de metas para o município”, relatou a promotora.

Já o delegado da Polícia Civil de Mato Grosso, Gabriel Conrado, a implantação da Rede é fundamental para a integração de todos os órgãos públicos. “Temos um número muito alto de casos de violência doméstica nessa região. Então, essa integração é importante para a repressão desses crimes e proteção das mulheres”, pontuou.

Canais de denúncia:

180 – Todo território nacional

181 – Estado de Mato Grosso

197 – Polícia Civil

190 – Polícia Militar

Autor: Bruno Vicente

Fotografo:

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT



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