Mato Grosso

Hospital Santa Casa é alvo de roubo pela 3° vez, bandidos são presos

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Da Redação 

Uma equipe da polícia militar do 1º Batalhão prendeu, nesta manhã de terça-feira (29), dois homens por furtarem cabos elétricos do Hospital Estadual Santa Casa. Com este furto, o hospital foi alvo dos bandidos três vezes em menos de 10 dias. Os furtos ocasionou a suspensão da energia em parte da unidade hospitalar, prejudicando a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) destinada a pacientes com covid-19, e enfermarias do hospital.  

O primeiro furto ocorreu no dia 21 de setembro, já o segundo aconteceu no dia 27 e o setor mais prejudicado, neste dia, foi a UTI COVID, os cabos foram retirados do mesmo local do primeiro crime. A direção da Santa Casa registrou boletim de ocorrência nas duas ações.

E nesta madrugada (29), novamente o hospital foi alvo dos bandidos. Porém, desta vez, os militares conseguiram prende-los, poucas horas após cometerem o crime,  os suspeitos serão interrogados para saber se há ligações entre os outros furtos cometidos e qual a motivação, se foi para a venda do material ou sabotagem no sistema elétrico da unidade hospitalar.

A diretora do Hospital Estadual Santa Casa, Patrícia Dourado, informou que o setor mais prejudicado, durante o período de interrupção de energia no domingo (27), foi a UTI COVID, mas apesar da falta de energia não houve agravamento do quadro clínico dos pacientes internados, pois os equipamentos dos leitos possuem baterias para permanecer com funcionamento por 24 horas.

E neste último furto, os danos foram nos quartos das enfermarias, porém no local não haviam pacientes dependendo de aparelhos e os prejuízos foram somente materiais. 

Diante dos fatos, a gestora da unidade registrou um novo boletim de ocorrência para investigação do caso.

Toda a unidade já funciona normalmente com a energia elétrica restabelecida.

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TJ anula votação secreta e manda AL reanalisar veto a reajuste de 6,8%

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O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) anulou a votação secreta realizada pela Assembleia Legislativa (ALMT) que manteve o veto do Governo do Estado ao projeto que prevê reajuste salarial de 6,8% para os servidores do Poder Judiciário. Com a decisão, os deputados terão de analisar novamente o veto, desta vez em uma votação aberta e nominal.

A decisão foi tomada pela Turma de Câmaras Cíveis Reunidas de Direito Público e Coletivo do TJMT após recurso apresentado pelo Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário de Mato Grosso (Sinjusmat), que questionou a validade da votação realizada em dezembro de 2025.

O relator do processo, desembargador Márcio Vidal, destacou que o próprio Judiciário já havia reconhecido a inconstitucionalidade de dispositivos que permitiam o sigilo na apreciação de vetos. Para ele, não seria coerente manter uma votação baseada justamente em uma regra considerada inconstitucional.

“Não seria juridicamente coerente declarar inconstitucional a norma que autorizou o sigilo e, simultaneamente, preservar a votação realizada com fundamento direto nessa mesma disposição”, afirmou o magistrado.

A decisão, entretanto, não determina que o reajuste seja aprovado. O TJMT deixou claro que cabe à Assembleia decidir novamente se mantém ou derruba o veto do Executivo, apenas exigindo que o procedimento siga as regras constitucionais.

“Preserva-se a liberdade política da Assembleia Legislativa para deliberar acerca da manutenção ou da rejeição do veto governamental, sem que o Poder Judiciário interfira no conteúdo da decisão parlamentar”, destacou Vidal.

Na votação anulada, realizada em dezembro do ano passado, 12 deputados votaram pela manutenção do veto e 10 pela derrubada. Como a sessão ocorreu de forma secreta, não foi possível identificar como cada parlamentar se posicionou. Para derrubar o veto, eram necessários 13 votos.

O projeto havia sido aprovado anteriormente pela Assembleia e previa reajuste de 6,8% para os servidores do Judiciário. O então governador Mauro Mendes vetou integralmente a proposta, alegando que o aumento poderia provocar impacto nas contas públicas e gerar um efeito cascata sobre outras carreiras do funcionalismo.

Com a decisão do TJMT, a Assembleia deverá incluir novamente o veto na pauta e realizar uma votação pública, com registro nominal dos votos. O julgamento, portanto, não garante o reajuste aos servidores, mas reabre a discussão sobre a proposta e elimina o sigilo que marcou a primeira análise do veto.



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