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Hospital Otorrino de Cuiabá: Unidade de “saúde” acumula erros médicos e mortes no seu currículo

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Ao invés do branco imaculado, que, universalmente, significa pureza e respeito à vida humana, o uniforme oficial do Hospital Otorrino, em Cuiabá, tem projetado traumas e luto desde que iniciou atividades na capital mato-grossense. Presume-se que alguns dos seus integrantes, da ala clínica, estejam vestindo aberrantes cores negras, visíveis apenas para quem ficou mutilado nas mãos de cirurgiões incompetentes do Otorrino, ou apenas para as famílias entuladas, que exigem Justiça 
 
Da Redação
 
O Hospital Otorrino, em Cuiabá, assumiu uma condição quase de “corredor da morte” para muitos que, um dia, acreditaram que ali teriam um tratamento confiável e condigno, semelhante aos praticados por unidades hospitalares sérias do País, e efetivamente comprometidas com o juramento médico de salvar vidas. Na verdade, o Hospital Otorrino tem feito justamente o inverso, pois se tornou referência de temor generalizado, afugentando gradualmente os possíveis pacientes. Basta acessar o Google e várias denúncias antigas e atuais pipocam fáceis acerca desse hospital. Algumas são bem pesadas, conforme assinalam vítimas e respectivos parentes das mazelas médicas que o Otorrino comete a bel prazer, sentindo-se impune pela condição oficial de órgão zelador da vida.

Dr. Alonso Alves – Sócio Proprietário do Hospital Otorrino Cuiabá

 
Um dos exemplos é o morte da criança Pedro Henrique Pereira dos Santos, há vários anos. O menino faleceu quando tinha um ano e oito meses, depois de sofrer parada cardiorrespiratória num exame de caráter simples, realizado no referido hospital. Desde então, permanece estranho impasse em torno dessa ocorrência, para revolta da família do menino. Sequer o inquérito policial sobre o erro médico foi concluído.
 
“Meu neto foi vítima de total irresponsabilidade médica, negligência gigantesca”, declarou o avô Sílvio dos Santos Silva quando foi à Delegacia da Criança e do Adolescente (Deddica) para saber a quantas andava o inquérito policial. Não satisfeito, ele também procurou apoio junto ao Conselho Regional de Medicina (CRM/MT), que dedicou total atenção ao caso, inclusive abrindo processo para apurar a conduta do otorrinolaringologista Anderson Botto e o anestesista José Pinheiro da Silva. “O CRM nos ouviu, mobilizou-se, e tem feito o possível para acompanhar e desvendar esse mistério. A morte do meu neto clama por Justiça”, desabafou.
 
O menino passou por um teste, denominado de audiometria bronco-cerebral. Minutos após ser anestesiado, começou a passar mal, e foi encaminhado à UTI da Clínica Femina, onde faleceu. A certidão de óbito compromete claramente o Hospital Otorrrino de Cuiabá: “Morte encefálica, parada cardiorrespiratória por indução anestésica”.
 
Pelas consecutivas falhas que têm redundado em inquéritos policiais, a sociedade exige que o Hospital Otorrino de Cuiabá, por meio do seu diretor-presidente, médico Alonso Alves Filho, forneça respostas precisas e convincentes sobre o porquê de tantos erros, conforme consta no próprio histórico hospitalar. Alguns boletins se apresentam convenientemente maquiados, a fim de não “denegrir” a boa imagem dos profissionais clínicos “responsáveis”, ali atuantes.
 
Outro caso, sucedido em junho de 2008, foi a morte da bacharel em Direito, Heidi Aparecida de Almeidda Libardi, que se submeteu a uma cirurgia no Hospital Otorrino, em Cuiabá, para correção do desvio de septo e procedimento estético. O irmão da moça, Heldo Wandro Almeida, afirmou que ela havia feito uma cirurgia anterior no Hospital Otorrino, comprovando que ficou com um lado mais baixo, e quis aproveitar a correção do septo para realizar a correção dessa primeira intervenção. 
 
“Houve claro erro médico, como também posso afirmar que isso aconteceu quando da primeira cirurgia, que a deixou “torta”. Depois de receber anestesia local, eles a levaram para um quarto comum. Já no mesmo dia, minha mãe percebeu que Heidi apresentava os lábios roxos, além de estar literalmente gelada. Ao serem acionadas, as enfermeiras constataram que ela perdera puso e estava com parada cardiorrespiratória. Foi inútil tentar reanimá-la manualmente. Diante da urgência do quadro, minha irmã foi transferida para o Hospital Santa Rosa, pois o Otorrino não dispõe de Unidade de Tratamento Intensivo (UTI). Infelizmente, ela não resistiu, morreu lá”, narra. 
 
No boletim de ocorrência que a família registrou no Centro Integrado de Segurança e Cidadania (Cisc) do Verdão, a falha médica que culminou com a morte da moça foi descrita como homicídio culposo, quando não há intenção de matar. Aquele hospital (Otorrino) não dispõe de estrutura para operar pessoas, ainda que sejam intervenções simples, de correção, a exemplo da que minha irmã passou. Alguns médicos admitiram que aquilo jamais poderia ter acontecido, em virtude da simplicidade do ato cirúrgico corretivo”, finaliza Heldo Wandro.
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Gaúcha do Norte implanta Rede de Enfrentamento à Violência Doméstica contra a Mulher

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Grupo de pessoas em pé no plenário de uma câmara municipal segura placas vermelhas em formato de coração. Ao fundo, pare de madeira com a inscrição Localizada a cerca de 571 km de Cuiabá, Gaúcha do Norte passa a contar com a atuação da Rede de Enfrentamento à Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher. Com a formalização ocorrida na sexta-feira (31), o município se tornou o 129º do estado a ser integrado à iniciativa liderada pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT).

A ação foi feita por meio da Coordenadoria Estadual da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar (Cemulher-MT), sob coordenação da desembargadora Vandymara Galvão Ramos Paiva Zanolo. A Rede conta ainda com a participação de instituições da segurança pública, Ministério Público, Defensoria Pública, Municípios, dentre outras.

Plenário da Câmara Municipal com diversas mulheres assistindo a uma palestra. O palestrante está em pé na frente, e uma tela projeta conteúdo ao lado direito.Além da assinatura do Termo de Cooperação Técnica entre os órgãos e instituições participantes, a passagem da equipe do Cemulher-MT por Gaúcha do Norte proporcionou ainda a capacitação de 32 pessoas que atuarão na Rede. A implantação da Rede de Enfrentamento foi efetivada após pedido da Patrulha Maria da Penha do município.

“Percebemos a dificuldade que temos ao atender sozinhos os casos de violência doméstica. Precisamos da Rede para oferecer uma proteção e suporte maior. Com essa união, podemos agir em conformidade nesse propósito, que é proteger a vida da mulher”, explicou a soldado PM Gisele Bernardo Pinto Matos, comandante da Patrulha Maria da Penha de Gaúcha do Norte.

Para Tiago Gonçalves dos Santos, juiz substituto da 1ª Vara de Paranatinga – comarca que realizada o atendimento jurisdicional de Gaúcha do Norte, a instalação da Rede de Enfrentamento é um marco importante. “Mais uma vez o Poder Judiciário vai até a comunidade, desta vez em parceria, com o objetivo de melhorar nossa sociedade, principalmente para as mulheres e meninas que tanto sofrem em nosso estado”, disse.

De acordo com a promotora de Justiça Fernanda Luíza M. Siscar, a partir da assinatura do Termo de Cooperação Técnica ficará mais fácil para os órgãos e instituições definirem os fluxos de atendimento, prioridades e ações para o município. Ela destacou que também está no planejamento a criação de um plano de metas, que guiará as estratégias de atuação para os próximos dez anos.

“A partir da implementação da Rede é que nós conseguimos avançar nas demais normativas, documentos públicos, nos planos e nas iniciativas estratégicas. Com a Rede, conseguimos devolver à população um serviço de melhor qualidade. Junto a isso, estamos buscando também a criação do plano decenal de metas para o município”, relatou a promotora.

Já o delegado da Polícia Civil de Mato Grosso, Gabriel Conrado, a implantação da Rede é fundamental para a integração de todos os órgãos públicos. “Temos um número muito alto de casos de violência doméstica nessa região. Então, essa integração é importante para a repressão desses crimes e proteção das mulheres”, pontuou.

Canais de denúncia:

180 – Todo território nacional

181 – Estado de Mato Grosso

197 – Polícia Civil

190 – Polícia Militar

Autor: Bruno Vicente

Fotografo:

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT



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