Mato Grosso
Hospital fundado por Lannes passa a sediar Rede Cegonha [Maternidade] em VG
Mato Grosso
Ao inaugurar Maternidade Dr. Francisco Lustosa, prefeito Kalil Baracat afirmou que “mais obras destacadas em VG estão a caminho”
Da Redação
As antigas instalações do Hospital São Lucas, instituição fundada pelo médico Moacir de Lannes, ginecologista que realizou o primeiro parto no Hospital e Pronto Socorro de Várzea Grande, passa agora a sediar a Maternidade Dr. Francisco Lustosa, unidade dotada de avançados recursos clínicos. Lustosa faleceu em 2020, vítima da covid-19.
A inauguração da nova sede da Rede Cegonha de VG, situada à Rua Espírito Santo, bairro Nova Várzea Grande, foi inaugurada hoje (14) pelo prefeito Kalil Baracat e contou com as presença do 1º secretário da ALMT, deputado Eduardo Botelho e outras autoridades em nível estadual e federal, além de familiares do homenageado (Dr. Francisco Lustosa). Diretores e coordenadores do setor clínico do município também prestigiaram esse evento.
Foi citado na cerimônia de inauguração o idealismo persistente do médico Lustosa para que o município tivesse um núcleo de maternidade condizente com seu porte; projeto finalmente consolidado na gestão do prefeito Kalil, em parceria com a ALMT, por meio de emenda parlamentar, via Eduardo Botelho, aporte financeiro de R$ 2 milhões.
Identicamente ao homenageado, o foco de trabalho do médico Moacir de Lannes, um dos precursores da estruturação da Saúde Pública em Várzea Grande, foi lembrado pelos seus antigos colegas do Hospital São Lucas, clínico que, na opinião geral da categoria médica, “foi professor idealista à causa da Saúde”.
A Maternidade Francisco Lustosa, conforme sublinharam as autoridades, vem ao encontro das expectativas dos várzea-grandenses. Foi citado que uma das preocupações da população várzea-grandense, em tempos de covid-19, se relaciona ao risco de contaminação nas dependências do Pronto Socorro local. Esse foi o ponto de partida da mudança da Rede Cegonha do Hospital e Pronto Socorro de VG para as antigas instalações do Hospital São Lucas.
Mato Grosso
TJ anula votação secreta e manda AL reanalisar veto a reajuste de 6,8%
O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) anulou a votação secreta realizada pela Assembleia Legislativa (ALMT) que manteve o veto do Governo do Estado ao projeto que prevê reajuste salarial de 6,8% para os servidores do Poder Judiciário. Com a decisão, os deputados terão de analisar novamente o veto, desta vez em uma votação aberta e nominal.
A decisão foi tomada pela Turma de Câmaras Cíveis Reunidas de Direito Público e Coletivo do TJMT após recurso apresentado pelo Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário de Mato Grosso (Sinjusmat), que questionou a validade da votação realizada em dezembro de 2025.
O relator do processo, desembargador Márcio Vidal, destacou que o próprio Judiciário já havia reconhecido a inconstitucionalidade de dispositivos que permitiam o sigilo na apreciação de vetos. Para ele, não seria coerente manter uma votação baseada justamente em uma regra considerada inconstitucional.
“Não seria juridicamente coerente declarar inconstitucional a norma que autorizou o sigilo e, simultaneamente, preservar a votação realizada com fundamento direto nessa mesma disposição”, afirmou o magistrado.
A decisão, entretanto, não determina que o reajuste seja aprovado. O TJMT deixou claro que cabe à Assembleia decidir novamente se mantém ou derruba o veto do Executivo, apenas exigindo que o procedimento siga as regras constitucionais.
“Preserva-se a liberdade política da Assembleia Legislativa para deliberar acerca da manutenção ou da rejeição do veto governamental, sem que o Poder Judiciário interfira no conteúdo da decisão parlamentar”, destacou Vidal.
Na votação anulada, realizada em dezembro do ano passado, 12 deputados votaram pela manutenção do veto e 10 pela derrubada. Como a sessão ocorreu de forma secreta, não foi possível identificar como cada parlamentar se posicionou. Para derrubar o veto, eram necessários 13 votos.
O projeto havia sido aprovado anteriormente pela Assembleia e previa reajuste de 6,8% para os servidores do Judiciário. O então governador Mauro Mendes vetou integralmente a proposta, alegando que o aumento poderia provocar impacto nas contas públicas e gerar um efeito cascata sobre outras carreiras do funcionalismo.
Com a decisão do TJMT, a Assembleia deverá incluir novamente o veto na pauta e realizar uma votação pública, com registro nominal dos votos. O julgamento, portanto, não garante o reajuste aos servidores, mas reabre a discussão sobre a proposta e elimina o sigilo que marcou a primeira análise do veto.
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