Mato Grosso
homem espanca ex-mulher por ciúmes é preso em Sinop
Mato Grosso
Da Redação
Um homem de 42 anos foi preso após espancar a ex-mulher, na cidade de Sinop (a 478 quilômetros de Cuiabá). A vítima teria ido na casa do ex para tratar sobre a filha do casal e ele teria ficado com ciúmes e começado as agressões.
De acordo com o boletim de ocorrência, o caso aconteceu por volta das 0h30, no bairro Jardim Gente Feliz.
No local, a vítima contou aos policiais que teve um relacionamento com o suspeito e estavam separados a cerca de um mês.
Naquela noite, ela teria ido até a casa dele falar sobre a filha do casal. Quando chegou na residência sentiu um forte cheiro de bebida alcoólica. O suspeito teria passado a tarde bebendo.
Durante a conversa, em determinado momento, ele começou a xingar a ex, pois ficou sabendo de informações referentes à vida afetiva dela. Depois das agressões verbais ele atacou fisicamente a vítima. A mulher se queixava de dores na perna esquerda e achava que estava quebrada. Ela apresentava vermelhidão nos braços e rosto, além de alguns cortes e arranhões.
A vítima foi encaminhada para a Unidade de Pronto Atendimento localizada na Avenida André Maggi.
O suspeito, que estava escondido atrás do sofá quando a equipe chegou, foi encaminhado para a Delegacia de Polícia do município para que as devidas medidas fossem tomadas.
Mato Grosso
Após 19 anos, júri condena réu que matou trabalhador por engano
Nesta segunda-feira (24), o Tribunal do Júri de Várzea Grande julgou um homicídio ocorrido em 9 de maio de 2007. Quase duas décadas depois, Antônio Wilson Ribeiro foi condenado por homicídio qualificado e ocultação de cadáver, à pena de 13 anos de reclusão.
O caso teve origem em um episódio anterior. Anos antes, uma clínica odontológica havia sido alvo de um crime, ocasião em que uma funcionária chegou a ser feita refém. Tempos depois, William Batista Luz, paciente do estabelecimento, foi confundido com o autor daquela ocorrência.
Em 9 de maio de 2007, William retornou à clínica para dar continuidade ao tratamento odontológico. A suspeita de que ele seria o antigo criminoso desencadeou uma sequência de acontecimentos que terminou em sua morte.
Segundo a denúncia do Ministério Público, William foi algemado e retirado da clínica por um grupo de homens. A partir daquele momento, nunca mais foi visto.
Seu corpo jamais foi localizado.
A investigação, contudo, reuniu uma cadeia de evidências sobre a dinâmica dos fatos e a participação do acusado. Foram apresentados ao Conselho de Sentença depoimentos de testemunhas presenciais, elementos sobre os vínculos entre os envolvidos, dados relativos à presença do réu no contexto do crime e informações relacionadas ao veículo utilizado na retirada da vítima.
A inexistência do cadáver não impediu o reconhecimento da materialidade. O desaparecimento definitivo, as circunstâncias em que William foi visto pela última vez e o conjunto probatório permitiram a reconstrução do homicídio. A morte da vítima também foi reconhecida judicialmente como presumida, com a correspondente emissão de certidão de óbito.
Ao final do julgamento, os jurados acolheram a tese do Ministério Público e reconheceram a responsabilidade de Antônio Wilson Ribeiro pelo homicídio qualificado e pela ocultação do cadáver.
O caso também evidencia um ponto essencial: justiçamento não é Justiça. Ninguém pode investigar, julgar, condenar e executar uma pessoa por conta própria. O monopólio legítimo da aplicação da lei pertence ao Estado, justamente para impedir que a vingança privada substitua o devido processo legal.
Dezenove anos depois, mesmo sem a localização do corpo de William, o Tribunal do Júri apresentou sua resposta.
É possível esconder um cadáver. A verdade dos fatos e a resposta da Justiça, não.
Fonte: Ministério Público MT – MT
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