Mato Grosso
Homem de 51 anos é preso com armas e animais silvestres mortos
Mato Grosso
Da Redação
A Polícia Ambiental prendeu na tarde desta quinta-feira (22) um homem identificado apenas como Armando, 51 anos com ele foram encontrados um arsenal de armas de fogo, munições e animais silvestres abatidos, na região da Ponte de Ferro, no Coxipó do Ouro, em Cuiabá.
Após uma barreira que estava sendo feita na região, os policiais abordaram o veículo, após a vistoria foram encontrados no interior do veículo as armas e munições, dentro de uma caixa de isopor estava um tatu, além disso, foi encontrado pedaços de carne de porco do mato.
No veículo, os policiais se depararam com três espingardas calibre 22; dois revólveres calibre 22, um deles sem marca e numeração; um revólver calibre 32, também sem marca e com numeração ilegível; três carregadores de .40 e calibre 556; um coldre; um chassi de revólver não identificado, sem marca e sem numeração; uma sacola com chumbo; 164 chumbos de calibre 38; 22 cápsulas de calibre 38 deflagradas; e caixas de espoleta.
O suspeito foi preso por porte ilegal de arma de fogo e abate de animais silvestres e encaminhado à delegacia para as devidas providências.
Mato Grosso
TJ anula votação secreta e manda AL reanalisar veto a reajuste de 6,8%
O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) anulou a votação secreta realizada pela Assembleia Legislativa (ALMT) que manteve o veto do Governo do Estado ao projeto que prevê reajuste salarial de 6,8% para os servidores do Poder Judiciário. Com a decisão, os deputados terão de analisar novamente o veto, desta vez em uma votação aberta e nominal.
A decisão foi tomada pela Turma de Câmaras Cíveis Reunidas de Direito Público e Coletivo do TJMT após recurso apresentado pelo Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário de Mato Grosso (Sinjusmat), que questionou a validade da votação realizada em dezembro de 2025.
O relator do processo, desembargador Márcio Vidal, destacou que o próprio Judiciário já havia reconhecido a inconstitucionalidade de dispositivos que permitiam o sigilo na apreciação de vetos. Para ele, não seria coerente manter uma votação baseada justamente em uma regra considerada inconstitucional.
“Não seria juridicamente coerente declarar inconstitucional a norma que autorizou o sigilo e, simultaneamente, preservar a votação realizada com fundamento direto nessa mesma disposição”, afirmou o magistrado.
A decisão, entretanto, não determina que o reajuste seja aprovado. O TJMT deixou claro que cabe à Assembleia decidir novamente se mantém ou derruba o veto do Executivo, apenas exigindo que o procedimento siga as regras constitucionais.
“Preserva-se a liberdade política da Assembleia Legislativa para deliberar acerca da manutenção ou da rejeição do veto governamental, sem que o Poder Judiciário interfira no conteúdo da decisão parlamentar”, destacou Vidal.
Na votação anulada, realizada em dezembro do ano passado, 12 deputados votaram pela manutenção do veto e 10 pela derrubada. Como a sessão ocorreu de forma secreta, não foi possível identificar como cada parlamentar se posicionou. Para derrubar o veto, eram necessários 13 votos.
O projeto havia sido aprovado anteriormente pela Assembleia e previa reajuste de 6,8% para os servidores do Judiciário. O então governador Mauro Mendes vetou integralmente a proposta, alegando que o aumento poderia provocar impacto nas contas públicas e gerar um efeito cascata sobre outras carreiras do funcionalismo.
Com a decisão do TJMT, a Assembleia deverá incluir novamente o veto na pauta e realizar uma votação pública, com registro nominal dos votos. O julgamento, portanto, não garante o reajuste aos servidores, mas reabre a discussão sobre a proposta e elimina o sigilo que marcou a primeira análise do veto.
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