Mato Grosso

Homem agradece Polícia Militar após recuperar cinco carros que haviam sido roubados

Publicado em

Mato Grosso

Da Redação

Um homem que teve seis veículos roubados agradeceu as equipes de segurança pública após policiais recuperarem cinco dos seis veículos roubados.

De acordo com as informações, os veículos foram roubados a alguns dias da residência, e após buscas de policiais militares, cinco destes veículos foram recuperados. A vítima gravou um vídeo para agradecer os trabalhos da polícia:

As autoridades têm se empenhado para recuperar veículos que foram roubados ou furtados, no ano de 2019 já foram recuperados 526 veículos incluindo motocicletas. Em 2018, no mesmo período foram recuperados 442, ou seja, houve um aumento de 19% dos veículos recuperados pelas autoridades.

O uso da tecnologia é um ponto chave para que os veículos roubados ou furtados sejam devolvidos aos seus proprietários, com o auxílio de câmeras de segurança a polícia consegue chegar até o veículo e muitas vezes até os bandidos, rastreadores também ajudam muito após o roubo ou furto.

Os veículos mais visados por bandidos de acordo com o índice de Veículos Roubados (IVR) da Superintendência de Seguros Privados (SUSEP) são o Hyunday HB20, Volkswagen Gol, Ford Fiesta, Ford Focus, Renault Sandero, Fiat Palio, Toyota Corolla, Fiat Uno e os Volkswagen Voyage e Fox. O fato desses veículos serem bastante visados por bandidos, fazem com que os seguros se tornem mais altos se comparados a veículos menos roubados e furtados.

No Mato Grosso, camionetes compactas como a Toyota Hilux são muito visadas pelos bandidos, apenas em abril de 2019, 34 camionetes Hilux foram recuperadas pela polícia, o veículo perde apenas para o VW Gol, no qual foram recuperados 60 no mesmo mês.

Tomar alguns cuidados é fundamental para evitar que você seja vítima de bandidos, escolher um local seguro, de preferência que não sejam desertos e escuros são fundamentais para evitar furtos, já em relação a roubos, a principal dica é tomar cuidado na hora de entrar em casa ou até mesmo na hora de estacionar, os bandidos aguardam momentos de distração para agirem.

Já em relação aos destinos dos veículos, a grande maioria tem como destino a Bolívia onde são trocados por drogas, armas e munições que abastecem as facções criminosas brasileiras, normalmente, após roubados ou furtados os veículos ficam escondidos por cerca de 48 horas em lugares estratégicos, se após este período as autoridades ainda não tiverem localizado os bandidos voltam e seguem em direção ao destino final. Essa forma de atuar, possibilita que os bandidos evitem serem presos caso o veículo roubado ou furtado tenha rastreador e seja localizado por alguma empresa de segurança.

As principais finalidades na qual os veículos são comprados na fronteira é que em posse do carro roubado, os receptadores podem desmancha-lo e com isso coletar peças para abastecer o mercado paralelo, muitas vezes os veículos são vendidos após passarem por um processo denominado “esquentamento”, que nada mais é do que a adulteração de placas e documentos para que os automóveis passem despercebidos pelas autoridades.

 

 

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Mato Grosso

TJ anula votação secreta e manda AL reanalisar veto a reajuste de 6,8%

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O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) anulou a votação secreta realizada pela Assembleia Legislativa (ALMT) que manteve o veto do Governo do Estado ao projeto que prevê reajuste salarial de 6,8% para os servidores do Poder Judiciário. Com a decisão, os deputados terão de analisar novamente o veto, desta vez em uma votação aberta e nominal.

A decisão foi tomada pela Turma de Câmaras Cíveis Reunidas de Direito Público e Coletivo do TJMT após recurso apresentado pelo Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário de Mato Grosso (Sinjusmat), que questionou a validade da votação realizada em dezembro de 2025.

O relator do processo, desembargador Márcio Vidal, destacou que o próprio Judiciário já havia reconhecido a inconstitucionalidade de dispositivos que permitiam o sigilo na apreciação de vetos. Para ele, não seria coerente manter uma votação baseada justamente em uma regra considerada inconstitucional.

“Não seria juridicamente coerente declarar inconstitucional a norma que autorizou o sigilo e, simultaneamente, preservar a votação realizada com fundamento direto nessa mesma disposição”, afirmou o magistrado.

A decisão, entretanto, não determina que o reajuste seja aprovado. O TJMT deixou claro que cabe à Assembleia decidir novamente se mantém ou derruba o veto do Executivo, apenas exigindo que o procedimento siga as regras constitucionais.

“Preserva-se a liberdade política da Assembleia Legislativa para deliberar acerca da manutenção ou da rejeição do veto governamental, sem que o Poder Judiciário interfira no conteúdo da decisão parlamentar”, destacou Vidal.

Na votação anulada, realizada em dezembro do ano passado, 12 deputados votaram pela manutenção do veto e 10 pela derrubada. Como a sessão ocorreu de forma secreta, não foi possível identificar como cada parlamentar se posicionou. Para derrubar o veto, eram necessários 13 votos.

O projeto havia sido aprovado anteriormente pela Assembleia e previa reajuste de 6,8% para os servidores do Judiciário. O então governador Mauro Mendes vetou integralmente a proposta, alegando que o aumento poderia provocar impacto nas contas públicas e gerar um efeito cascata sobre outras carreiras do funcionalismo.

Com a decisão do TJMT, a Assembleia deverá incluir novamente o veto na pauta e realizar uma votação pública, com registro nominal dos votos. O julgamento, portanto, não garante o reajuste aos servidores, mas reabre a discussão sobre a proposta e elimina o sigilo que marcou a primeira análise do veto.



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