Mato Grosso

Homem acusado de matar jornalista é preso em Cuiabá

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Mato Grosso

Da Redação

A Polícia Judiciária Civil (PJC) já começou a desvendar a morte violenta do escritor e jornalista, Marcelo Leite Ferraz, 38 anos, encontrado morto na madrugada de segunda-feira (30), em um terreno baldio no bairro Bosque da Saúde, em Cuiabá.

A Polícia Militar (PM) prendeu na manhã desta quarta-feira (02) o principal suspeito do crime, trata-se de Jonh Lennon da Silva, 21 anos. Os policiais chegaram até o suspeito após conversas com testemunhas.

De acordo com as informações, Jonh teria matado o jornalista com pedradas na cabeça após Marcelo não ter pago uma dívida de R$ 3,00 adquirida após ele ter supostamente comprado uma porção de pasta base. Após a compra ele teria feito o uso do entorpecente e não teria dinheiro para pagar o suspeito.

De acordo com uma testemunha, Jonh teria confessado para ela que havia acabado de cometer um homicídio, além dele, outra pessoa teria presenciado a confissão.  Após diligências, os policiais conseguiram chegar até a segunda testemunha que relatou que estava em baixo de um viaduto quando o suspeito chegou juntamente com uma mulher e disse: “Me dá uma droga que eu acabei de matar uma pessoa”.

Ainda de acordo com a testemunha, ele havia questionado o suspeito sobre as motivações do crime, Jonh Lennon teria então dito que Marcelo teria pedido uma porção de pasta base e depois não teria os R$ 3,00 para realizar o pagamento. Após a negativa em relação ao pagamento, ele teria pego uma pedra e acertado a cabeça do jornalista por diversas vezes.

Após a coleta das informações, os policiais começaram a fazer rondas pela região, principalmente nos locais que o suspeito costumava frequentar, quando chegaram no bairro Baú, em Cuiabá, o suspeito foi localizado, quando ele percebeu a presença da polícia, tentou fugir mas foi contido pelos policiais.

O suspeito foi então encaminhado para a Central de Flagrantes de Cuiabá, onde foi lavrado um Boletim de Ocorrência, posteriormente ele foi encaminhado para a Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) onde foi apresentado para o delegado.

O suspeito poderá ser solto a qualquer momento porque não há um mandado de prisão em aberto e nem mesmo o flagrante, contra Jonh Lennon, já que o crime teria acontecido no último sábado (29).

O crime continua sendo investigado pela PJC.
 

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Mato Grosso

TJ anula votação secreta e manda AL reanalisar veto a reajuste de 6,8%

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O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) anulou a votação secreta realizada pela Assembleia Legislativa (ALMT) que manteve o veto do Governo do Estado ao projeto que prevê reajuste salarial de 6,8% para os servidores do Poder Judiciário. Com a decisão, os deputados terão de analisar novamente o veto, desta vez em uma votação aberta e nominal.

A decisão foi tomada pela Turma de Câmaras Cíveis Reunidas de Direito Público e Coletivo do TJMT após recurso apresentado pelo Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário de Mato Grosso (Sinjusmat), que questionou a validade da votação realizada em dezembro de 2025.

O relator do processo, desembargador Márcio Vidal, destacou que o próprio Judiciário já havia reconhecido a inconstitucionalidade de dispositivos que permitiam o sigilo na apreciação de vetos. Para ele, não seria coerente manter uma votação baseada justamente em uma regra considerada inconstitucional.

“Não seria juridicamente coerente declarar inconstitucional a norma que autorizou o sigilo e, simultaneamente, preservar a votação realizada com fundamento direto nessa mesma disposição”, afirmou o magistrado.

A decisão, entretanto, não determina que o reajuste seja aprovado. O TJMT deixou claro que cabe à Assembleia decidir novamente se mantém ou derruba o veto do Executivo, apenas exigindo que o procedimento siga as regras constitucionais.

“Preserva-se a liberdade política da Assembleia Legislativa para deliberar acerca da manutenção ou da rejeição do veto governamental, sem que o Poder Judiciário interfira no conteúdo da decisão parlamentar”, destacou Vidal.

Na votação anulada, realizada em dezembro do ano passado, 12 deputados votaram pela manutenção do veto e 10 pela derrubada. Como a sessão ocorreu de forma secreta, não foi possível identificar como cada parlamentar se posicionou. Para derrubar o veto, eram necessários 13 votos.

O projeto havia sido aprovado anteriormente pela Assembleia e previa reajuste de 6,8% para os servidores do Judiciário. O então governador Mauro Mendes vetou integralmente a proposta, alegando que o aumento poderia provocar impacto nas contas públicas e gerar um efeito cascata sobre outras carreiras do funcionalismo.

Com a decisão do TJMT, a Assembleia deverá incluir novamente o veto na pauta e realizar uma votação pública, com registro nominal dos votos. O julgamento, portanto, não garante o reajuste aos servidores, mas reabre a discussão sobre a proposta e elimina o sigilo que marcou a primeira análise do veto.



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