Mato Grosso

Guiratinga comemora 87 anos com antigo sonho realizado

Publicado em

Mato Grosso

Da Redação

A população de Guiratinga (237 km ao sudeste de Cuiabá), que completa neste domingo (02.08) 87 anos de emancipação política, poderá comemorar o aniversário do município com realização de um antigo sonho.

No final do ano passado, o Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Sinfra), concluiu a pavimentação de 41,4 quilômetros da MT-100, entre o município e Tesouro, e restaurou o asfalto de outros 62,74 quilômetros da MT-270, que liga a cidade até Rondonópolis. Um investimento superior a R$ 90 milhões.

“Esta obra representa muito para estas duas cidades irmãs (Guiratinga e Tesouro). É um sonho para o nosso povo. Ao governador Mauro Mendes, nossa eterna gratidão por tornar este sonho realidade”, agradeceu, no dia da inauguração, o prefeito Humberto Bolinha.

Obra fundamental para o escoamento da produção agropecuária do município, entre soja (227,7 mil toneladas avaliadas em R$ 248,573 milhões em 2018, de acordo com o IBGE), milho (154,5 mil toneladas, R$ 59,3 milhões) e algodão herbáceo em caroço (24,63 mil toneladas, R$ 63,97 milhões), além de um rebanho bovino de 180 mil cabeças.

Com 15.141 habitantes estimados pelo IBGE em 2019, Guiratinga produz ainda um pouco de banana (120 toneladas), feijão (450 toneladas), mandioca (450 toneladas), melancia (100 toneladas) e sorgo (3.750 toneladas).

O setor que mais pesa na composição de seu Produto Interno Bruto (em 2017, segundo o IBGE) de R$ 326,045 milhões, é a agropecuária, responsável por 43,07% deste total. É seguido por administração pública (24,97%), Serviços (22,48%), indústria (3,68%) e impostos (5,8%). O PIB per capita é de R$ 22.308,98.

História

Começa no final do século XIX (1890), com a chegada dos primeiros migrantes ao leste mato-grossense. Logo em seguida, a Missão Salesiana no Brasil, em 1894, estabeleceu a Colônia Indígena Sagrado Coração de Jesus, na localidade de Merure, dos índios bororos.

Em 1895, chegam os nortistas e nordestinos, em busca de seringueiras e das mangabeiras, cujas árvores proliferam na região e eram ricas em látex. Com a escassez da borracha, muitos migrantes não regressaram ao seu local de origem. Também vieram migrantes de Minas e Goiás, que criavam gado bovino e a agricultura de subsistência.

Um desses migrantes começou a investigar existência de diamantes na região. Diz-se que um índio bororo informou que, na confluência dos rios Cassununga e Garças, havia grande quantidade de pedrinhas brilhantes, que chamavam de toricuiêgo. Daí pra frente, vários povoados surgiram.

A fundação de Guiratinga é creditada ao mineiro Augusto Alves, que em 1920 se instalou com sua família na região, em um rancho de sapé. Pouco tempo depois, conta-se, sua bonita casa, às margens do córrego Seminário, seria o ponto de partida para a futura Lageado (1938), que pouco tempo depois (1943) passaria a se chamar Guiratinga.

 

Foto: Rodolfo Perdigão – SECOM/MT

COMENTE ABAIXO:
Propaganda
Clique para comentar

Você precisa estar logado para postar um comentário Login

Deixe uma resposta

Mato Grosso

TJ anula votação secreta e manda AL reanalisar veto a reajuste de 6,8%

Publicados

em


O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) anulou a votação secreta realizada pela Assembleia Legislativa (ALMT) que manteve o veto do Governo do Estado ao projeto que prevê reajuste salarial de 6,8% para os servidores do Poder Judiciário. Com a decisão, os deputados terão de analisar novamente o veto, desta vez em uma votação aberta e nominal.

A decisão foi tomada pela Turma de Câmaras Cíveis Reunidas de Direito Público e Coletivo do TJMT após recurso apresentado pelo Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário de Mato Grosso (Sinjusmat), que questionou a validade da votação realizada em dezembro de 2025.

O relator do processo, desembargador Márcio Vidal, destacou que o próprio Judiciário já havia reconhecido a inconstitucionalidade de dispositivos que permitiam o sigilo na apreciação de vetos. Para ele, não seria coerente manter uma votação baseada justamente em uma regra considerada inconstitucional.

“Não seria juridicamente coerente declarar inconstitucional a norma que autorizou o sigilo e, simultaneamente, preservar a votação realizada com fundamento direto nessa mesma disposição”, afirmou o magistrado.

A decisão, entretanto, não determina que o reajuste seja aprovado. O TJMT deixou claro que cabe à Assembleia decidir novamente se mantém ou derruba o veto do Executivo, apenas exigindo que o procedimento siga as regras constitucionais.

“Preserva-se a liberdade política da Assembleia Legislativa para deliberar acerca da manutenção ou da rejeição do veto governamental, sem que o Poder Judiciário interfira no conteúdo da decisão parlamentar”, destacou Vidal.

Na votação anulada, realizada em dezembro do ano passado, 12 deputados votaram pela manutenção do veto e 10 pela derrubada. Como a sessão ocorreu de forma secreta, não foi possível identificar como cada parlamentar se posicionou. Para derrubar o veto, eram necessários 13 votos.

O projeto havia sido aprovado anteriormente pela Assembleia e previa reajuste de 6,8% para os servidores do Judiciário. O então governador Mauro Mendes vetou integralmente a proposta, alegando que o aumento poderia provocar impacto nas contas públicas e gerar um efeito cascata sobre outras carreiras do funcionalismo.

Com a decisão do TJMT, a Assembleia deverá incluir novamente o veto na pauta e realizar uma votação pública, com registro nominal dos votos. O julgamento, portanto, não garante o reajuste aos servidores, mas reabre a discussão sobre a proposta e elimina o sigilo que marcou a primeira análise do veto.



COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

POLÍTICA

POLÍCIA

ESPORTE

ENTRETENIMENTO

MAIS LIDAS DA SEMANA