Economia
Governo licita elaboração de projetos para mais de mil km de asfalto novo e 51 novas pontes em MT
Economia
Da Redação.
O Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Sinfra), publicou o edital de licitação para contratar empresa responsável por serviços de elaboração e revisão de estudos, projetos básicos e executivos de pavimentação de rodovias e construção de novas pontes em Mato Grosso.
Serão contratados projetos para 1.057,78 quilômetros de asfalto novo e 51 novas pontes, que serão construídas nesses trechos a serem pavimentados. Além disso, também serão contratados os respectivos estudos desses projetos para fins de licenciamento ambiental. O valor total estimado para a contratação é de R$ 39 milhões.
Os projetos são necessários para que o Governo possa realizar novas obras e promover a expansão da malha rodoviária estadual pavimentada e, desse modo, atender parte da grande demanda que o Mato Grosso possui de obras de pavimentação e pontes, de acordo com o secretário de Estado de Infraestrutura e Logística, Marcelo de Oliveira.
Hoje, Mato Grosso possui aproximadamente 22 mil quilômetros de estradas não-pavimentadas e 2.023 pontes de madeira sob a responsabilidade do Estado. “Para ampliarmos a malha rodoviária pavimentada do estado, é necessária a captação de recursos externos e os projetos executivos são o primeiro passo para apresentarmos as demandas de maneira estruturada para o mercado, seja por meio de parcerias, concessões ou operações de crédito”, explicou o secretário.
Em razão da extensão de projetos a serem elaborados, a licitação foi dividida em sete lotes, de modo que seja possível a participação de maiores empresas projetistas na concorrência, bem como a elaboração de projetos dentro do cronograma previsto no edital. Esses projetos vão permitir a execução de obras de infraestrutura rodoviária em todas as regiões do Estado.
O Lote 1 prevê a elaboração de projeto de pavimentação de 265,49 quilômetros de trechos das rodovias MT-040, MT-241 e 020, além de oito pontes nas MT-020 e MT-403. Já o Lote 2 prevê a revisão de projetos de pavimentação de 100,09 quilômetros de trechos das rodovias MT-339/246, além de mais sete pontes nessas rodovias.
Para o Lote 3 está previsto a elaboração de projeto de pavimentação para uma extensão de 91,51 quilômetros das rodovias MT-338, MT-324 e MT-130, além de outras duas pontes nas MT-324 e MT-130. Já para o Lote 4 está previsto a elaboração de 209,42 quilômetros de trechos das rodovias MT-488, MT-242 MT-222, MT-010, MT-443 e MT-487 e mais sete pontes nas MT-222, MT-010 e MT-443.
O Lote 5, por sua vez, prevê a elaboração e revisão de projetos das MT-208/419 e MT-160, totalizando uma extensão de 131,59 quilômetros, além de 12 pontes nas mesmas rodovias. Já o Lote 6 prevê a elaboração e revisão de projetos em uma extensão de 99,09 quilômetros das MT-110 e MT-437 e mais 10 pontes nessas rodovias e também nas MT-129 e MT-109.
O Lote 7, último lote, prevê a elaboração e revisão de projetos da MT-110, totalizando uma extensão de 160,58 quilômetros e mais cinco pontes nesta mesma rodovia.
Licitação
Conforme o edital, a licitação desses projetos será na modalidade Regime Diferenciado de Contratação, do tipo menor preço. Podem participar da licitação qualquer empresa que comprove capacidade técnica pertinente e compatível com o objeto desta licitação, de modo que cada equipe técnica seja composta de pelo menos 13 profissionais. Vale ressaltar que cada empresa participante pode disputar mais de um lote.
Tanto o termo de referência, quanto o edital completo contendo todas as especificações dos projetos encontram-se disponíveis no site da Sinfra para consulta. A sessão pública de abertura das propostas será realizada no dia 12 de dezembro, às 9h, na sala de reuniões da própria Sinfra. A licitação também é transmitida em tempo real pelo canal do Youtube da Sinfra.
Economia
Durigan defende que Brasil deve ampliar relações comerciais
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, defendeu nesta segunda-feira (17) a estratégia de abertura do comércio de produtos brasileiros para outros países. 

Segundo ele, outros governos e investidores olham para o Brasil com confiança. “Em um mundo de incertezas, temos de construir o Brasil como um porto seguro, temos de projetar segurança e previsibilidade”, disse ao participar de evento na capital paulista.
Para Durigan, essa abertura deve ser baseada em negociações e não de dependência de um parceiro exclusivo, na Ásia ou na América do Norte, por exemplo.
“[O Brasil] vai fazer o debate sabendo de suas fraquezas e fortalezas”, apontou.
A fala do ministro ocorre no momento de tensão entre Brasil e Estados Unidos. Na semana passada, o governo federal anunciou a abertura formal do processo para avaliar se a imposição unilateral de tarifas por parte dos Estados Unidos (EUA) contra exportações brasileiras será respondida com base na Lei da Reciprocidade Econômica.
Aprovada no ano passado, justamente em reação ao primeiro tarifaço do governo de Donald Trump, a Lei nº 15.122 estabelece critérios para suspensão de concessões comerciais em resposta a ações, políticas ou práticas unilaterais de outro país que impacte negativamente a competitividade econômica do Brasil.
Medidas fiscais
Durigan também argumentou sobre a adoção de medidas, como bloqueio de orçamento e limite de gastos obrigatórios, para que o país mantenha a estabilidade fiscal.
“Precisamos manter uma trajetória fiscal, sem desestabilizar”, disse.
Sobre a reforma tributária, o ministro reconhece que pode amedrontar, por impor muitas mudanças. Porém, Durigan acredita que 2027 será um importante ano para a transição, e que, ao final, resultará em um sistema melhor, a médio e longo prazo, para o país.
A questão dos juros também foi abordada. Durigan afirmou que não há condições de discutir crédito no país sem “juros civilizados”, por, conforme o ministro, serem a “milha final” dos ajustes de médio prazo necessários para o desenvolvimento do país.
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