Mato Grosso

Governo de MT investe R$ 73 milhões em combate aos incêndios florestais e antecipa período proibitivo do fogo

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Mato Grosso

Da Redação

Além do investimento na prevenção e combate aos incêndios e desmatamento ilegais de mais de R$73 milhões em 2021, o Governo de Mato Grosso decreta emergência ambiental entre os meses de maio e novembro, e adianta o período proibitivo de queimadas na zona rural em todo o estado. O decreto nº 938/2021 foi publicado no Diário Oficial desta quarta-feira (19.05). 

A medida é preventiva, em razão da alta probabilidade de ocorrência de incêndios florestais diante dos baixos índices de chuvas. Com o decreto, fica proibida qualquer atividade de limpeza de pastagem com o uso do fogo nas áreas rurais entre os dias 1º de julho a 30 de outubro de 2021. Em zona urbana, as queimadas são proibidas o ano todo. 

“O Governo está atento às questões ambientais e trabalhando com a maior antecedência possível no planejamento, prevenção e combate aos incêndios. Estamos fazendo importantes e robustos investimentos nessa área”, afirmou o governador Mauro Mendes. 

O Estado já investiu R$ 2,6 milhões e inaugurou uma unidade estratégica do Corpo de Bombeiros em Poconé (104 km de Cuiabá), que deverá atuar na resposta rápida aos incêndios no Pantanal. No final de 2020, foram investidos em recursos próprios R$ 3,5 milhões para aquisição de materiais e equipamentos para ações de combate aos incêndios, já preparando equipes para a estiagem de 2021. 

Já foi assinado o contrato para a aquisição de um helicóptero exclusivo para o combate aos incêndios e ao desmatamento ilegal. Os recursos na ordem de R$ 21,4 milhões são do Programa Mais MT. O Estado também intensificou desde o início do ano o monitoramento por satélite de todo o território mato-grossense para identificar alterações de vegetação e focos de calor com rapidez. 

Decreto 

O decreto de emergência irá possibilitar a contratação emergencial e imediata de 100 brigadistas temporários para auxiliar as forças de Segurança no combate aos incêndios florestais. As ações são coordenadas pelo Comitê Estadual de Gestão do Fogo (CEGF). 

“Iniciamos o planejamento das ações ainda no ano passado, intensificamos as medias preventivas e de capacitação no primeiro trimestre de 2021, e agora as demais ações preparatórias para o período proibitivo serão reforçadas com a  integração das agências e toda a sociedade para o enfrentamento do período de seca mais intenso no estado”, afirma a secretária de Estado de Meio Ambiente, Mauren Lazzaretti. 

Conforme a gestora, o Estado conta com a sociedade para respeitar o período proibitivo e evitar os incêndios, e continuará fiscalizando e agindo dentro da política de tolerância zero com os ilícitos ambientais. 

Após a fase de preparação e capacitação para enfrentamento, o Estado entra na fase de alerta para o combate ao fogo, e seguindo o Plano de Ação e Combate ao Desmatamento Ilegal e Incêndios Florestais, aprovado pelo Comitê Estratégico para o Combate do Desmatamento Ilegal, Exploração Florestal Ilegal e Aos Incêndios Florestais (CEDIF-MT). 

O Governo leva em consideração o monitoramento do Estado, que aponta o aumento de focos de calor a partir do mês de maio, com baixa quantidade de chuvas, e baixo nível de umidade relativa do ar – o que aumenta o risco de propagação de incêndios. Nos últimos anos, Mato Grosso tem figurado entre os primeiros estados em área atingida por incêndios no período de estiagem, e no ano passado, foi fortemente atingido pelo fogo na zona rural, principalmente no Pantanal mato-grossense.

Veja o decreto na íntegra clicando aqui. 

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Membros discutem aplicações da IA no Tribunal do Júri

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Ferramentas capazes de resumir processos, organizar provas, elaborar apresentações e auxiliar na construção de teses para o Tribunal do Júri estiveram no centro dos debates do colóquio “IA no Júri”, realizado nesta sexta-feira (9) pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT).O encontro reuniu membros do Ministério Público Brasileiro para compartilhar experiências sobre o uso da inteligência artificial como aliada da atuação ministerial, sem abrir mão da supervisão humana e dos cuidados éticos exigidos pela atividade.Promovido pelo Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (Ceaf) – Escola Institucional do MPMT, em parceria com o Centro de Apoio Operacional (CAO) Júri e a Confraria do Júri, o evento teve como palestrante o promotor de Justiça Leoni Carvalho Neto, que apresentou aplicações práticas da inteligência artificial na atividade ministerial, especialmente na preparação de julgamentos perante o Tribunal do Júri.Na abertura, o coordenador do CAO Júri, promotor de Justiça César Danilo Ribeiro de Novais, ressaltou a importância do compartilhamento de conhecimento e destacou os ganhos de produtividade proporcionados pela tecnologia.Segundo o promotor de Justiça, a inteligência artificial tem reduzido significativamente o tempo necessário para a preparação dos casos. “Tenho reduzido de forma considerável o tempo de estudo e melhorado muito a qualidade dos meus júris”, afirmou.Ao longo da exposição, o promotor de Justiça Leoni Carvalho Neto demonstrou como diferentes plataformas podem ser utilizadas para analisar processos, organizar elementos probatórios, gerar apresentações para plenário, elaborar documentos e apoiar a construção de estratégias argumentativas. Para o palestrante, o avanço da tecnologia exige adaptação dos profissionais do Direito. “A inteligência artificial veio para ficar. Temos que nos adaptar”, destacou.O promotor também enfatizou que a utilização dessas ferramentas representa uma oportunidade para otimizar o trabalho dos membros do Ministério Público sem substituir a análise humana.“É um ganho imensurável de tempo, que é o nosso bem mais precioso”, observou. Ele ainda alertou sobre a necessidade de revisão constante dos conteúdos produzidos pelas plataformas. “Por mais confiável que a IA seja, sempre faço uma revisão do texto”, ressaltou.Durante o debate, também foram abordados aspectos relacionados à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), à segurança das informações e aos limites éticos para o uso da inteligência artificial na atuação ministerial. A discussão reforçou a importância de que as ferramentas tecnológicas sejam empregadas como apoio ao trabalho jurídico, sempre sob supervisão dos membros do Ministério Público.

Fonte: Ministério Público MT – MT



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