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Governo de Mato Grosso aguarda liberação FEX

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Expectativa é de que os recursos sejam liberados nos cofres do Estado até meados de dezembro, para que a administração estadual honre seus compromissos, incluindo a quitação de encargos salariais e fornecedores

Da Redação

Desde que assumiu o Governo do Estado, o governador Pedro Taques tem empreendido intensivas maratonas em Brasília e, também, junto a instituições internacionais aliadas de projetos brasileiros. A finalidade do gestor é unir esforços para tocar obras de grande porte em Mato Grosso, em áreas distintas. Uma das determinadas incursões de Taques em busca de recursos públicos no Planalto diz respeito à liberação do FEX – Auxílio Financeiro para Fomento de Exportações, já aprovada pelo Senado (também graças ao seu empenho pessoal), por meio de Projeto de Lei (PLC 127/2015).

Na época, Taques foi presença marcante em Brasília nos dias que antecederam a apreciação e votação em plenário da mensagem. Inclusive, acompanhou a sessão legislativa, após se reunir com o presidente do Senado da República, Renan Calheiros. Mas a luta do governador não parou aí, e ele tem retornado frequentemente a Brasília para que esses recursos sejam disponibilizados integralmente ao Estado, que vive situação financeira caótica, por causa da gestão corrupta do ex-governador Silval Barbosa, libertado sob condicional (acordo de delação).

“Trata-se de um socorro emergencial ao Estado, que precisa honrar seus compromissos agora em dezembro e não dispõe de dinheiro em caixa”, disse o governador, ao lamentar que a votação do repasse do FEX aos estados esteja ainda sob impasse no âmbito Legislativo federal, só devendo ser apreciado o pedido de regime de urgência nos próximos dias. “Nada mais justo do que recebermos aquilo que, por direito, é nosso”, pontuou. “Afinal, o FEX veio para estabelecer o impacto das perdas ocasionadas pela Lei Kandir (isenção do ICMS nos produtos de exportação). Anualmente, os estados teriam que receber respectivos valores. No caso de Mato Grosso, temos R$ 496 milhões de crédito via FEX, recursos que serão bem-vindos em várias frentes de trabalho de infraestrutura e mesmo na ala social”.

Quando o FEX foi aprovado pelo Senado, Pedro Taques comemorou ao dizer que, dali em diante, teria início um ciclo de repasses regulares para que vários estados equilibrassem suas contas, resolvendo pendências monetárias. “Sempre lembrando que Mato Grosso passa por um processo de reconstrução, depois de ter sido esmagado pela corrupção desenfreada perpetrada pelo ex-governador Silval Barbosa. Os reflexos disso são graves, demandam tempo para podermos estabilizar as coisas emergenciais. Se os recursos do FEX forem disponibilizados, teremos folga financeira, como já disse, para quitar compromissos firmados no decorrer de 2017, a exemplo de recomposiçaõ salarial dos funcionários efetivos do Estado. Isso inclui aceleração de obras de infraestrutura, pontes, rodovias, etc. O governo não para, é máquina de trabalho. Infelizmente, não geramos um níquel sequer, apenas coletamos recursos oriundo de impostos, tributações diversas”.

Pedro Taques tem esperanças de que o FEX tenha tramitação rápida na Câmara dos Deputados. O presidente da Casa de Leis da União, deputado Rodrigo Maia, assegurou que fará o possível nesse sentido, salientando que existe, por ora, preocupação prioritária dos legisladores com a votação da Reforma da Previdência, mas o FEX também está na pauta dos trabalhos. Maia deixou explícito a mensagem de que, para o FEX deslanchar, cabe aos governadores externar apoio à Reforma da Previdência. Taques não quis comentar esse ponto, limitando-se a dizer que a luta dos governantes estaduais prosseguirá normalmente para receber esse auxílio. 

“Vamos insistir. Cada governador sabe quais dificuldades enfrenta cotidianamente para tocar sua administração. Aqui mesmo, em Mato Grosso, esse é um desafio diário, do tipo “fazer uma limonada com apenas um limão”. Temos conseguido saciar a sede de muitas reivindicações necessários ao Estado, mas não é o suficiente, ainda. O FEX viria dar amparo resolutivo em questões pendentes, monetariamente falando”.

Em termos nacionais, o FEX totaliza R$ 1,95 bilhão, que devem ser quitados em quatro parcelas de R$ 487,5 milhões até dezembro próximo. Mato Grosso receberá mais R$ 400 milhões. Desses, 25% serão divididos entre os 141 municípios, baseando-se nos cálculos do Fundo de Participação dos Municípios. “Entendemos as dificuldades que o Estado passa, e iremos fazer o possível para que o FEX entre na pauta de votação da Câmara”, garantiu o deputado federal Fábio Garcia, que solicitou urgência na votação da medida.

Conforme o governador, Mato Grosso entra na lista dos mais prejudicados pela Lei Kandir. “Somente em 2013, perdemos R$ 3,8 bilhões com a não tributação nas exportações de produtos primários e semi-elaborados (13%) e nada mais que R$ 376,5 milhões da apropriação de créditos para aquisição destinada ao ativo permanente. O Governo Federal criou o FEX como uma compensação aos Estados que exportam produtos primários e semi-elaborados, pois a Lei Kandir desonerou de ICMS na exportação dos mesmos. Ainda salientou que “Mato Grosso tem fôlego, mas o oxigênio pode acabar se não houver suprimento emergencial, baseando-se naquilo que é de nosso direito receber, a exemplo do FEX e outros repasses de ordem constitucional”.

O atual momento de crise, na opinião do governador Pedro Taques, não pode significar estagnação das metas de crescimento do Estado, posto que as soluções acontecem diante de ocasiões do tipo. “O fundamental é que tenhamos considerável aporte de recursos para estabelecer um parâmetro de real equilíbrio econômico e, desta forma, avançar em outras frentes de trabalho em prol do cidadão mato-grossense e da estruturação do Estado, em segmentos diversos. A Saúde está aí, a exigir melhorias frequentes, e concordamos, sim, que isto precisa ser prática ininterrupta. Só faltam recursos excedentes, é a dura realidade. Com eles disponíveis, iremos sair do básico e implementar um bloco inédito de ações. É esta a rotina que queremos contabilizar no nosso governo”.

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Servidores da Corregedoria concluem curso de mediação e conciliação

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Dez servidores do Departamento de Apoio aos Juizados Especiais (Daje) e assessores de gabinetes da Corregedoria-Geral da Justiça de Mato Grosso (CGJ-MT) concluíram o Curso Básico de Mediação e Conciliação Judiciais. A capacitação desenvolveu conhecimentos teóricos e práticos sobre mediação e conciliação judiciais, para a atuação autocompositiva no âmbito judicial.

O gestor de capacitação e avaliação do Nupemec, Carlos Campelo é um homem de pele clara, cabelos curtos grisalhos e barba grisalha, veste camisa polo escura. Ele está em um corredor, ao fundo há uma placa de identificação do Nupemec.Segundo o gestor de capacitação e avaliação do Núcleo Permanente de Métodos Consensuais de Solução de Conflitos (Nupemec), Carlos Campelo, a formação contribui para ampliar a cultura do diálogo e da solução consensual de conflitos.

“As técnicas aprendidas durante a capacitação não se restringem ao ambiente de trabalho e podem ser aplicadas em diversas situações do cotidiano. Quando mais profissionais estiverem atuando nessa área, sejam servidores ou sociedade em si, mais pessoas irão conseguir resolver seus conflitos com diálogo, pois o primeiro passo para que isso ocorra é saber se comunicar”, afirmou.

A diretora do Daje, Shusiene Machado, é uma mulher de pele clara, cabelos castanhos lisos na altura dos ombros, veste blazer cinza sobre blusa da mesma tonalidade e usa colar com pingente em formato de cruz. Ela está em um corredor, ao fundo há uma placa de identificação do Nupemec.A diretora do Daje, Shusiene Tassinari Machado, destacou que a capacitação contribuiu para ampliar o conhecimento da equipe sobre os mecanismos consensuais de resolução de conflitos e irá fortalecer o apoio às atividades desenvolvidas pelos Juizados Especiais.

“Esse curso será um divisor de águas na nossa atuação, na gestão dos conciliadores credenciados que atuam nos processos judicias dos Juizados Especiais. Pois agora compreendemos não apenas a parte administrativa, mas também a teoria e a prática da mediação judicial”, explicou.

Curso – A capacitação foi dividida em duas etapas. A parte teórica, realizada presencialmente entre 24 e 28 de setembro de 2025, com carga horária de 40 horas e que incluiu simulações práticas de audiências de mediação. E a segunda etapa, o estágio supervisionado realizado entre fevereiro a junho deste ano, pela plataforma Microsoft Teams, com 60 horas práticas com casos reais.

Ana Tereza Pereira Meira, instrutora de mediação e justiça restaurativa, é um mulher de pele clara, cabelos longos castanho-claros, veste blusa sem mangas em tom claro com detalhes escuros e usa brincos discretos. Ela está em um corredor, ao fundo há uma placa de identificação do Nupemec.A instrutora de mediação e justiça restaurativa, Ana Tereza Pereira Meira, responsável pelo acompanhamento da etapa prática, destacou que a formação proporciona mudanças que refletem diretamente no atendimento prestado à população. “A pessoa que faz um curso de mediação, se torna diferente. Os alunos aprendem uma comunicação melhor, uma comunicação mais harmônica e isso ajuda no atendimento do público e do Poder Judiciário”, disse.

O gestor administrativo do Daje, Gláucio Corrêa é um homem de pele clara, cabelos curtos grisalhos, veste camisa social amarela de mangas longas. Ele está em um corredor, ao fundo há uma placa de identificação do Nupemec.Para o participante da capacitação, o gestor administrativo do Daje, Gláucio Corrêa, a formação proporcionou uma compreensão melhor da realidade dos conciliadores e juízes leigos que atuam nos Juizados Especiais. “Antes a gente trabalhava mais sob a perspectiva administrativa, agora nós sabemos exatamente como funciona, quais os desafios e isso contribuirá para o nosso trabalho de apoio e gestão”, pontuou.

O treinamento é uma iniciativa da CGJ-MT, com apoio da Escola dos Servidores e do Núcleo Permanente de Métodos Consensuais de Solução de Conflitos (Nupemec) do Tribunal de Justiça de Mato Grosso.

Autor: Larissa Klein

Fotografo:

Departamento: Assessoria de Comunicação da CGJ-TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT



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