Mato Grosso
Governo começa a dar posse aos 221 nomeados em concurso da Educação
Mato Grosso
Da Assessoria
O Governo do Estado começou a dar posse aos 221 professores da Educação Básica nomeados no concurso público da Educação, dia 22 de agosto. Tomaram posse na manhã desta segunda-feira (02.09), na Secretaria de Planejamento e Gestão, Eder Francisco da Silva e Neurani Paes de Farias Oliveira, ambos irão lecionar no interior de Mato Grosso.
A nomeação do cadastro reserva do concurso foi um compromisso firmado pelo Governo do Estado com os profissionais da Educação.
O primeiro a chegar na Secretaria foi Eder, morador de Lambari D’Oeste. Ele conta estar ansioso para começar. “Amanhã mesmo irei me apresentar na escola onde irei lecionar. A expectativa é grande, pois foi um processo longo desde quando comecei a estudar para o concurso até a posse”, diz.
Formado em Pedagogia há dois anos, Eder, atuava como agente municipal de saúde, mas se diz mais preparado do que nunca para enfrentar a sala de aula. “Me sinto muito preparado, pois ser professor sempre foi meu sonho. Eu sempre quis isso pra minha vida e agora tenho certeza que irei me aposentar nesta profissão”, afirma.
Neurani atua há 16 anos como professora contratada, mas afirma que agora será diferente, pois terá estabilidade. “Tomar posse está sendo a realização de um sonho, pois agora terei estabilidade, coisa que nunca tive nesses 16 anos de docência”, comemora.
Para ela, a posse no concurso significará uma grande mudança em sua vida, pois ela é de Aragarças, Goiás, e irá lecionar em Primavera do Leste. Mas mesmo com toda a mudança, ela afirma que todos da família estão muito felizes por sua nomeação.
“Minha família toda está de mudança para Mato Grosso e todos estão muito felizes com minha nomeação”, acrescenta.
Os novos empossados têm 30 dias, a partir da posse, para entrar em efetivo exercício. Cerca de 46% dos nomeados já agendaram a posse para os próximos dias.
Informações sobre a posse, exames médicos e agendamento da perícia médica são fornecidas pelo disque-servidor no 0800-647-3633. Além do disque-servidor, a Seplag também disponibiliza em seu site uma lista de perguntas frequentes.
Mato Grosso
TJ anula votação secreta e manda AL reanalisar veto a reajuste de 6,8%
O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) anulou a votação secreta realizada pela Assembleia Legislativa (ALMT) que manteve o veto do Governo do Estado ao projeto que prevê reajuste salarial de 6,8% para os servidores do Poder Judiciário. Com a decisão, os deputados terão de analisar novamente o veto, desta vez em uma votação aberta e nominal.
A decisão foi tomada pela Turma de Câmaras Cíveis Reunidas de Direito Público e Coletivo do TJMT após recurso apresentado pelo Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário de Mato Grosso (Sinjusmat), que questionou a validade da votação realizada em dezembro de 2025.
O relator do processo, desembargador Márcio Vidal, destacou que o próprio Judiciário já havia reconhecido a inconstitucionalidade de dispositivos que permitiam o sigilo na apreciação de vetos. Para ele, não seria coerente manter uma votação baseada justamente em uma regra considerada inconstitucional.
“Não seria juridicamente coerente declarar inconstitucional a norma que autorizou o sigilo e, simultaneamente, preservar a votação realizada com fundamento direto nessa mesma disposição”, afirmou o magistrado.
A decisão, entretanto, não determina que o reajuste seja aprovado. O TJMT deixou claro que cabe à Assembleia decidir novamente se mantém ou derruba o veto do Executivo, apenas exigindo que o procedimento siga as regras constitucionais.
“Preserva-se a liberdade política da Assembleia Legislativa para deliberar acerca da manutenção ou da rejeição do veto governamental, sem que o Poder Judiciário interfira no conteúdo da decisão parlamentar”, destacou Vidal.
Na votação anulada, realizada em dezembro do ano passado, 12 deputados votaram pela manutenção do veto e 10 pela derrubada. Como a sessão ocorreu de forma secreta, não foi possível identificar como cada parlamentar se posicionou. Para derrubar o veto, eram necessários 13 votos.
O projeto havia sido aprovado anteriormente pela Assembleia e previa reajuste de 6,8% para os servidores do Judiciário. O então governador Mauro Mendes vetou integralmente a proposta, alegando que o aumento poderia provocar impacto nas contas públicas e gerar um efeito cascata sobre outras carreiras do funcionalismo.
Com a decisão do TJMT, a Assembleia deverá incluir novamente o veto na pauta e realizar uma votação pública, com registro nominal dos votos. O julgamento, portanto, não garante o reajuste aos servidores, mas reabre a discussão sobre a proposta e elimina o sigilo que marcou a primeira análise do veto.
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