Mato Grosso

Governador Mauro Mendes cobra asfalto da BR-158 e Bolsonaro interpreta como “pancadas”

Publicado em

Mato Grosso

Durante evento presidencial realizado em fevereiro, e que contou com a participação do governador de Mato Grosso, Mauro Mendes, o presidente Jair Bolsonaro, sem partido, acompanhado do ministro da Agricultura, foi abertamente cobrado pelo gestor estadual para asfaltar trecho da BR-158, que corta a reserva indígena Marãiwatsédé, na região entre Ribeirão Cascalheira e Porto Alegre do Norte (900 km e 1.125 km de Cuiabá, respectivamente).  Bolsonaro não gostou dessa cobrança pública, que interpretou como “fustigada” de Mendes, legítimas pancadas. E durante live dessa quinta-feira, 11, ele comentou novamente sobre o assunto. 

“Tem o governador de Mato Grosso {não citou nome}, juntamente com alguns senadores, dando pancada em mim por causa de uma rodovia, acho que a 282, que passa por dentro de uma reserva indígena e não está asfaltada. Só que a Justiça decidiu que podem passar caminhões por dentro da reserva, mas não pode asfaltar a estrada”, disse.

Segundo explicou, o governo buscou solucionar o impasse abrindo um novo traçado que passa em volta da reserva. Porém, determinação proferida pela Justiça Federal, em março, proíbe o trânsito de veículos no determinado trecho, orientando para que seja fechado. O presidente disse que o governo, via ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes, continua buscando alternativa viável. Só que, para não contrariar a determinação da Justiça Federal, o percurso será aumentado em 90 quilômetros, dificultando o escoamento da produção regional. Também implica em maiores gastos dos caminhoneiros com combustíveis, aproximadamente 60 litros a mais de diesel.

 

COMENTE ABAIXO:
Propaganda
Clique para comentar

Você precisa estar logado para postar um comentário Login

Deixe uma resposta

Mato Grosso

Membros discutem aplicações da IA no Tribunal do Júri

Publicados

em


Ferramentas capazes de resumir processos, organizar provas, elaborar apresentações e auxiliar na construção de teses para o Tribunal do Júri estiveram no centro dos debates do colóquio “IA no Júri”, realizado nesta sexta-feira (9) pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT).O encontro reuniu membros do Ministério Público Brasileiro para compartilhar experiências sobre o uso da inteligência artificial como aliada da atuação ministerial, sem abrir mão da supervisão humana e dos cuidados éticos exigidos pela atividade.Promovido pelo Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (Ceaf) – Escola Institucional do MPMT, em parceria com o Centro de Apoio Operacional (CAO) Júri e a Confraria do Júri, o evento teve como palestrante o promotor de Justiça Leoni Carvalho Neto, que apresentou aplicações práticas da inteligência artificial na atividade ministerial, especialmente na preparação de julgamentos perante o Tribunal do Júri.Na abertura, o coordenador do CAO Júri, promotor de Justiça César Danilo Ribeiro de Novais, ressaltou a importância do compartilhamento de conhecimento e destacou os ganhos de produtividade proporcionados pela tecnologia.Segundo o promotor de Justiça, a inteligência artificial tem reduzido significativamente o tempo necessário para a preparação dos casos. “Tenho reduzido de forma considerável o tempo de estudo e melhorado muito a qualidade dos meus júris”, afirmou.Ao longo da exposição, o promotor de Justiça Leoni Carvalho Neto demonstrou como diferentes plataformas podem ser utilizadas para analisar processos, organizar elementos probatórios, gerar apresentações para plenário, elaborar documentos e apoiar a construção de estratégias argumentativas. Para o palestrante, o avanço da tecnologia exige adaptação dos profissionais do Direito. “A inteligência artificial veio para ficar. Temos que nos adaptar”, destacou.O promotor também enfatizou que a utilização dessas ferramentas representa uma oportunidade para otimizar o trabalho dos membros do Ministério Público sem substituir a análise humana.“É um ganho imensurável de tempo, que é o nosso bem mais precioso”, observou. Ele ainda alertou sobre a necessidade de revisão constante dos conteúdos produzidos pelas plataformas. “Por mais confiável que a IA seja, sempre faço uma revisão do texto”, ressaltou.Durante o debate, também foram abordados aspectos relacionados à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), à segurança das informações e aos limites éticos para o uso da inteligência artificial na atuação ministerial. A discussão reforçou a importância de que as ferramentas tecnológicas sejam empregadas como apoio ao trabalho jurídico, sempre sob supervisão dos membros do Ministério Público.

Fonte: Ministério Público MT – MT



COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

POLÍTICA

POLÍCIA

ESPORTE

ENTRETENIMENTO

MAIS LIDAS DA SEMANA