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Governador de Mato Grosso destina R$ 2 milhões para equipar hospital filantrópico em Lucas

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Mato Grosso

Mauro Mendes assinou termo de cooperação junto com deputado federal Neri Geller

Da Redação

O governador Mauro Mendes e o deputado federal Neri Geller assinaram termo de cooperação com a Prefeitura de Lucas do Rio Verde para destinar R$ 2 milhões ao Hospital São Lucas, que atende de forma filantrópica.

A assinatura ocorreu na manhã desta segunda-feira (26.04) e também contou com a presença da secretária de Estado de Saúde em exercício, Daniele Bertucini; do prefeito de Lucas do Rio Verde, Miguel Vaz; do ex-prefeito e presidente da Fundação São Lucas, Marino Franz; e do vereador Wlad Mesquita.

Desse recurso, R$ 1 milhão sairá do Governo do Estado e R$ 1 milhão de emenda do deputado federal Neri Geller.

“Esse valor será aplicado no Hospital São Lucas, de forma a fazer ampliações e melhorar a prestação de serviços. O dinheiro será depositado nesta semana para a prefeitura, que vai organizar junto ao hospital a correta destinação desse recurso. Agradeço ao deputado Neri, que tem sido um grande parceiro do estado”, afirmou o governador.

Neri Geller ressaltou a importância do repasse para a melhoria da infraestrutura da unidade hospitalar.

“Eu quero agradecer ao governador por esse convênio que acabamos de assinar. Esse ato vai permitir a aquisição de equipamentos para duas salas de cirurgia. Essa parceria é muito importante para Lucas do Rio Verde e para toda a região”, disse.

Para o prefeito Miguel Vaz, o termo de cooperação vai ”fortalecer o sistema de saúde” local.

“Nós precisamos trazer mais especialidades para o hospital e, com esse recurso, nós vamos conseguir. É assim que vamos melhorar a Saúde de Lucas do Rio Verde”, pontou.

O presidente da Fundação São Lucas, Marino Franz, registrou que o repasse vai ajudar o hospital a futuramente conseguir implantar um curso de medicina.

“O Hospital São Lucas é filantrópico e presta bons serviços não só para Lucas do Rio Verde, mas para toda a região. Nós buscamos recursos na iniciativa privada, na comunidade, no Governo Estadual, no Governo Federal, para que no final de 2023/2024 possamos ter o curso de Medicina. Usar o hospital para formar estudantes, pois é muito importante a formação e a qualificação da mão-de-obra”, adiantou.

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TJ anula votação secreta e manda AL reanalisar veto a reajuste de 6,8%

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O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) anulou a votação secreta realizada pela Assembleia Legislativa (ALMT) que manteve o veto do Governo do Estado ao projeto que prevê reajuste salarial de 6,8% para os servidores do Poder Judiciário. Com a decisão, os deputados terão de analisar novamente o veto, desta vez em uma votação aberta e nominal.

A decisão foi tomada pela Turma de Câmaras Cíveis Reunidas de Direito Público e Coletivo do TJMT após recurso apresentado pelo Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário de Mato Grosso (Sinjusmat), que questionou a validade da votação realizada em dezembro de 2025.

O relator do processo, desembargador Márcio Vidal, destacou que o próprio Judiciário já havia reconhecido a inconstitucionalidade de dispositivos que permitiam o sigilo na apreciação de vetos. Para ele, não seria coerente manter uma votação baseada justamente em uma regra considerada inconstitucional.

“Não seria juridicamente coerente declarar inconstitucional a norma que autorizou o sigilo e, simultaneamente, preservar a votação realizada com fundamento direto nessa mesma disposição”, afirmou o magistrado.

A decisão, entretanto, não determina que o reajuste seja aprovado. O TJMT deixou claro que cabe à Assembleia decidir novamente se mantém ou derruba o veto do Executivo, apenas exigindo que o procedimento siga as regras constitucionais.

“Preserva-se a liberdade política da Assembleia Legislativa para deliberar acerca da manutenção ou da rejeição do veto governamental, sem que o Poder Judiciário interfira no conteúdo da decisão parlamentar”, destacou Vidal.

Na votação anulada, realizada em dezembro do ano passado, 12 deputados votaram pela manutenção do veto e 10 pela derrubada. Como a sessão ocorreu de forma secreta, não foi possível identificar como cada parlamentar se posicionou. Para derrubar o veto, eram necessários 13 votos.

O projeto havia sido aprovado anteriormente pela Assembleia e previa reajuste de 6,8% para os servidores do Judiciário. O então governador Mauro Mendes vetou integralmente a proposta, alegando que o aumento poderia provocar impacto nas contas públicas e gerar um efeito cascata sobre outras carreiras do funcionalismo.

Com a decisão do TJMT, a Assembleia deverá incluir novamente o veto na pauta e realizar uma votação pública, com registro nominal dos votos. O julgamento, portanto, não garante o reajuste aos servidores, mas reabre a discussão sobre a proposta e elimina o sigilo que marcou a primeira análise do veto.



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