Mato Grosso
Garoto de 8 anos é estuprado em banheiro de Assembleia de Deus em Cuiabá
Mato Grosso
Da Redação
Um menino de oito anos de idade teria sido estuprado dentro de uma igreja da Assembleia de Deus, que fica no bairro Centro América, em Cuiabá.
De acordo com as informações, a mãe da criança teria procurado a Polícia Judiciária Civil (PJC) para denunciar o crime, de acordo com o boletim de ocorrência, o crime teria acontecido por volta das 20h.
O BO narra ainda que o menor estava na igreja com a mãe e a avó em um ensaio que estava acontecendo na igreja, em um determinado momento o menor teria ido ao banheiro e quando retornou a avó teria percebido um comportamento estranho do neto e ainda percebido que o garoto estaria mancando.
Ao ser questionado o menor confessou que dois colegas de dez anos de idade que também participavam do ensaio teriam o trancado no banheiro, tirado sua roupa e o estupraram. No momento em que sofria os abusos, os garotos que cometeram o ato ameaçavam a criança dizendo para ele não gritar.
Após confessar para a avó, o menino apontou quem teria sido os agressores, os menores de dez anos seriam conhecidos da família, o menor ainda relatou para a avó que estava com dores na região anal.
O caso foi encaminhado para ser investigado pela Delegacia Especializada de Defesa dos Direitos das Crianças e do Adolescente (Deddica).
Mato Grosso
TJ anula votação secreta e manda AL reanalisar veto a reajuste de 6,8%
O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) anulou a votação secreta realizada pela Assembleia Legislativa (ALMT) que manteve o veto do Governo do Estado ao projeto que prevê reajuste salarial de 6,8% para os servidores do Poder Judiciário. Com a decisão, os deputados terão de analisar novamente o veto, desta vez em uma votação aberta e nominal.
A decisão foi tomada pela Turma de Câmaras Cíveis Reunidas de Direito Público e Coletivo do TJMT após recurso apresentado pelo Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário de Mato Grosso (Sinjusmat), que questionou a validade da votação realizada em dezembro de 2025.
O relator do processo, desembargador Márcio Vidal, destacou que o próprio Judiciário já havia reconhecido a inconstitucionalidade de dispositivos que permitiam o sigilo na apreciação de vetos. Para ele, não seria coerente manter uma votação baseada justamente em uma regra considerada inconstitucional.
“Não seria juridicamente coerente declarar inconstitucional a norma que autorizou o sigilo e, simultaneamente, preservar a votação realizada com fundamento direto nessa mesma disposição”, afirmou o magistrado.
A decisão, entretanto, não determina que o reajuste seja aprovado. O TJMT deixou claro que cabe à Assembleia decidir novamente se mantém ou derruba o veto do Executivo, apenas exigindo que o procedimento siga as regras constitucionais.
“Preserva-se a liberdade política da Assembleia Legislativa para deliberar acerca da manutenção ou da rejeição do veto governamental, sem que o Poder Judiciário interfira no conteúdo da decisão parlamentar”, destacou Vidal.
Na votação anulada, realizada em dezembro do ano passado, 12 deputados votaram pela manutenção do veto e 10 pela derrubada. Como a sessão ocorreu de forma secreta, não foi possível identificar como cada parlamentar se posicionou. Para derrubar o veto, eram necessários 13 votos.
O projeto havia sido aprovado anteriormente pela Assembleia e previa reajuste de 6,8% para os servidores do Judiciário. O então governador Mauro Mendes vetou integralmente a proposta, alegando que o aumento poderia provocar impacto nas contas públicas e gerar um efeito cascata sobre outras carreiras do funcionalismo.
Com a decisão do TJMT, a Assembleia deverá incluir novamente o veto na pauta e realizar uma votação pública, com registro nominal dos votos. O julgamento, portanto, não garante o reajuste aos servidores, mas reabre a discussão sobre a proposta e elimina o sigilo que marcou a primeira análise do veto.
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