Mato Grosso

Frabis X Kardec: troca na Assembleia que gera desespero ou alegrias

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Mato Grosso

Da Redação

A iminência do retorno do ex-deputado Gilmar Fabris (PSD) à Assembleia Legislativa, já no segundo semestres de 2021, não vai gerar apenas mudanças na Casa de Leis do estadual, como também, no cenário da política em vários municípios.

Com um perfil diferente de muitos deputados, sendo considerado arrojado, direto e de combate, popularmente conhecido como 8 ou 80, no estilo de honrar a sua palavra, cumprindo com o que promete, muitas lideranças política, apontam como positivo o retorno do parlamentar.

Para o ex-prefeito de Santo Antônio de Leverger, Valdir Castro Filho, apoiador na campanha eleitoral de Gilmar Fabris, quando o parlamentar obteve mais de 2.000 votos, o município só tem a ganhar com um representante na Assembleia, com este perfil.

“Hoje vivemos um outro momento, uma nova gestão, temos que trabalhar para ajudar a prefeita Francieli Magalhães, que vem fazendo uma boa gestão, sabemos das dificuldades do município, e um deputado como Gilmar Fabris, que cumpre o que promete, trabalhando em conjunto com a nossa prefeita, quem ganha é a população de Santo Antônio de Leverger”, disse Valdirzinho.

Assim, como em Santo Antônio de Leverger, vários municípios possuem outro representante na Assembleia Legislativa, que se confirmar o retorno de Gilmar Fabris, terá que deixar a cadeira, consequentemente, não terá mais condições de cumprir com que prometeu nos últimos meses.

Um exemplo claro disso é Santo Antônio de Leverger, onde o ex-prefeito Valdirzinho Castro garantiu que se confirmar o retorno do deputado Gilmar Fabris, o município só tem a ganhar.

Porém, a dúvida de permanência do deputado Allan Kardec na Assembleia Legislativa, está fomentando várias cogitações, principalmente nos municípios da “Baixada Cuiabana”, onde o parlamentar tem a sua base eleitoral, e percorreu nos últimos meses apresentando projetos e fazendo compromissos.

Hoje, como o assunto da troca de deputados tomou conta das principais rodas de conversar, muitas pessoas estão desesperadas, porque contava com o compromisso firmado pelo deputado Allan Kadec, por outro lado, existem aqueles que estão eufóricos e aliviados, com a possibilidade do retorno de Gilmar Fabris, porque garantem que os compromissos firmados serão cumpridos.

Foto: Ednilson Aguiar / Chico Ferreira

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TJ anula votação secreta e manda AL reanalisar veto a reajuste de 6,8%

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O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) anulou a votação secreta realizada pela Assembleia Legislativa (ALMT) que manteve o veto do Governo do Estado ao projeto que prevê reajuste salarial de 6,8% para os servidores do Poder Judiciário. Com a decisão, os deputados terão de analisar novamente o veto, desta vez em uma votação aberta e nominal.

A decisão foi tomada pela Turma de Câmaras Cíveis Reunidas de Direito Público e Coletivo do TJMT após recurso apresentado pelo Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário de Mato Grosso (Sinjusmat), que questionou a validade da votação realizada em dezembro de 2025.

O relator do processo, desembargador Márcio Vidal, destacou que o próprio Judiciário já havia reconhecido a inconstitucionalidade de dispositivos que permitiam o sigilo na apreciação de vetos. Para ele, não seria coerente manter uma votação baseada justamente em uma regra considerada inconstitucional.

“Não seria juridicamente coerente declarar inconstitucional a norma que autorizou o sigilo e, simultaneamente, preservar a votação realizada com fundamento direto nessa mesma disposição”, afirmou o magistrado.

A decisão, entretanto, não determina que o reajuste seja aprovado. O TJMT deixou claro que cabe à Assembleia decidir novamente se mantém ou derruba o veto do Executivo, apenas exigindo que o procedimento siga as regras constitucionais.

“Preserva-se a liberdade política da Assembleia Legislativa para deliberar acerca da manutenção ou da rejeição do veto governamental, sem que o Poder Judiciário interfira no conteúdo da decisão parlamentar”, destacou Vidal.

Na votação anulada, realizada em dezembro do ano passado, 12 deputados votaram pela manutenção do veto e 10 pela derrubada. Como a sessão ocorreu de forma secreta, não foi possível identificar como cada parlamentar se posicionou. Para derrubar o veto, eram necessários 13 votos.

O projeto havia sido aprovado anteriormente pela Assembleia e previa reajuste de 6,8% para os servidores do Judiciário. O então governador Mauro Mendes vetou integralmente a proposta, alegando que o aumento poderia provocar impacto nas contas públicas e gerar um efeito cascata sobre outras carreiras do funcionalismo.

Com a decisão do TJMT, a Assembleia deverá incluir novamente o veto na pauta e realizar uma votação pública, com registro nominal dos votos. O julgamento, portanto, não garante o reajuste aos servidores, mas reabre a discussão sobre a proposta e elimina o sigilo que marcou a primeira análise do veto.



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