Mato Grosso
Fortaleza do crime: Policiais chegam em casa usada como “centro de distribuição” de drogas; uma mulher foi presa
Mato Grosso
Da Redação
Na tarde desta quarta-feira (28), uma grande quantidade de drogas foi apreendida pela Delegacia Especializada de Repressão a Entorpecentes (DRE) com apoio da Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO).
Além das drogas, foram encontradas munições, bloqueadores de sinais, drones, dinheiro, dentre outros produtos que eram utilizados em atividades criminosas. A droga juntamente com todo o material apreendido estava em uma residência no bairro Jardim das Oliveiras, em Várzea Grande.
A residência era uma verdadeira fortaleza do crime, havia câmeras de segurança por todos os cantos, além disso, era completamente adaptada, já que a mesma servia como uma espécie de centro de distribuição.
Uma mulher foi presa em flagrante por tráfico de drogas, Cristina de Brito, 33 anos é a proprietária da residência, de acordo com as informações, a mulher era responsável por guardar cuidar da droga, de acordo com a própria suspeita, ela recebia R$ 500,00 por mês para cuidar do entorpecente.
Os policiais encontraram dentro de caixas de som colocadas em três malas, de acordo com os policiais foram cerca de 30 kg apreendidos, também foram encontradas na residência munições, rádios HTs, bloqueadores de sinais, que ainda de acordo com os policiais seriam usados no roubo de veículos.
“É uma grande estrutura criminosa que a DRE junto com a GCCO, em um trabalho de investigação, conseguiu apreender”, disse o delegado titular da DRE, Vitor Hugo Bruzulato Teixeira
O delegado disse que a descoberta foi em decorrência de uma denúncia, que foi apurada pelas equipes policiais.
“Recebemos informações de uma grande quantidade de drogas escondida, em uma casa em Várzea Grande. Diante disso, em conjunto com a Gerência de Combate ao Crime Organizado, estivemos no local, onde uma mulher residente autorizou a entrada. Já na primeira revista nos deparamos com uma mochila recheada de entorpecente, após foi feita uma busca minuciosa na região do Coxipó”, disse o delegado.

Mato Grosso
TJ anula votação secreta e manda AL reanalisar veto a reajuste de 6,8%
O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) anulou a votação secreta realizada pela Assembleia Legislativa (ALMT) que manteve o veto do Governo do Estado ao projeto que prevê reajuste salarial de 6,8% para os servidores do Poder Judiciário. Com a decisão, os deputados terão de analisar novamente o veto, desta vez em uma votação aberta e nominal.
A decisão foi tomada pela Turma de Câmaras Cíveis Reunidas de Direito Público e Coletivo do TJMT após recurso apresentado pelo Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário de Mato Grosso (Sinjusmat), que questionou a validade da votação realizada em dezembro de 2025.
O relator do processo, desembargador Márcio Vidal, destacou que o próprio Judiciário já havia reconhecido a inconstitucionalidade de dispositivos que permitiam o sigilo na apreciação de vetos. Para ele, não seria coerente manter uma votação baseada justamente em uma regra considerada inconstitucional.
“Não seria juridicamente coerente declarar inconstitucional a norma que autorizou o sigilo e, simultaneamente, preservar a votação realizada com fundamento direto nessa mesma disposição”, afirmou o magistrado.
A decisão, entretanto, não determina que o reajuste seja aprovado. O TJMT deixou claro que cabe à Assembleia decidir novamente se mantém ou derruba o veto do Executivo, apenas exigindo que o procedimento siga as regras constitucionais.
“Preserva-se a liberdade política da Assembleia Legislativa para deliberar acerca da manutenção ou da rejeição do veto governamental, sem que o Poder Judiciário interfira no conteúdo da decisão parlamentar”, destacou Vidal.
Na votação anulada, realizada em dezembro do ano passado, 12 deputados votaram pela manutenção do veto e 10 pela derrubada. Como a sessão ocorreu de forma secreta, não foi possível identificar como cada parlamentar se posicionou. Para derrubar o veto, eram necessários 13 votos.
O projeto havia sido aprovado anteriormente pela Assembleia e previa reajuste de 6,8% para os servidores do Judiciário. O então governador Mauro Mendes vetou integralmente a proposta, alegando que o aumento poderia provocar impacto nas contas públicas e gerar um efeito cascata sobre outras carreiras do funcionalismo.
Com a decisão do TJMT, a Assembleia deverá incluir novamente o veto na pauta e realizar uma votação pública, com registro nominal dos votos. O julgamento, portanto, não garante o reajuste aos servidores, mas reabre a discussão sobre a proposta e elimina o sigilo que marcou a primeira análise do veto.
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