Mato Grosso
Forças policiais prendem dois suspeitos de execuções em Colniza
Mato Grosso
O mandante dos crimes também já foi identificado e pode ser preso a qualquer momento.
Da Redação
A força-tarefa da Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp) identificou quatro suspeitos de executar nove pessoas em Taquaruçu do Norte, em Colniza (a 1.065 km de Cuiabá). Destes, dois estão presos. O terceiro executor que está foragido é Ronaldo Dalmoneck, conhecido como Sula.
O quarto suspeito, conhecido como o chefe do grupo identificado como “Encapuzados” o ex-policial militar de Rondônia Moisés Ferreira de Souza, está foragido de uma ação penal que responde junto com Ronaldo pelo crime de roubo. A Polícia Civil suspeita que ele tenha participação nos assassinatos em Colniza.
O mandante do crime também já foi identificado e, por meio do advogado dele, está negociando para se entregar.
Já estão presos Pedro Ramos Nogueira, conhecido como “Doca” e Paulo Neves Nogueira. O primeiro foi preso em Guatá, distrito de Colniza, e o segundo no distrito de Tabajara, em Machadinho D’Oeste (RO).
Inicialmente, os presos vão responder pelos crimes de homicídio qualificado e associação criminosa. Segundo apontou a investigação, a motivação do crime era a extração ilegal de madeira na região.
O crime aconteceu no dia 19 de abril. A região de Taquaruçu fica a 250 km de Colniza, em uma área de difícil acesso.
O secretário de Estado de Segurança Pública, Rogers Jarbas, disse que as equipes das forças de segurança, Polícia Militar, Polícia Judiciária Civil, Corpo de Bombeiros e Politec, se empenharam para buscar elucidar a motivação e apontar os culpados.
“A investigação continua. Vamos dar uma resposta cabal a respeito da autoria e materialidade. Nossos profissionais estão de parabéns pelo trabalho realizado”, enfatizou.
O delegado da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa, Marcelo Miranda, disse que as investigações foram realizadas em três frentes: depoimentos de testemunhas que estavam no local, trabalho de campo dos investigadores e o trabalho de inteligência.
Ainda segundo o delegado “é possível que haja envolvimento de fazendeiros até pela motivação que seria a extração ilegal de madeira”.
O comandante regional da Polícia Militar em Juína, tenente-coronel PM Eduardo Henrique de Souza, disse que as execuções poderiam ter proporções ainda maiores. “A tragédia poderia ter sido amplificada. No dia não estavam presentes mulheres e crianças, apenas os maridos. Quem era encontrado, era executado”.
Na tarde desta terça-feira (02.05), o secretário de Segurança Pública, Rogers Jarbas, convocou coletiva de imprensa para dar mais informações sobre as investigações que levaram às prisões. Participaram da entrevista o delegado regional de Juína, José Carlos de Almeida Júnior, o delegado da DHPP, Marcelo Miranda, e o comandante regional da Polícia Militar em Juína, tenente-coronel PM Eduardo Henrique de Souza. Representantes do Comando Geral da Polícia Militar, Diretoria da Polícia Judiciária Civil, Politec e Corpo de Bombeiros Militar também estiveram presentes.
Fonte: Sesp-MT
Mato Grosso
Moradores de Vila Picada acessam serviços essenciais durante Expedição Justiça Sem Fronteiras
Em uma região onde a distância dos centros urbanos e as particularidades da fronteira entre Brasil e Bolívia costumam dificultar o acesso a serviços essenciais, a segunda edição da Expedição Justiça Sem Fronteiras levou atendimentos e soluções a moradores de Vila Picada, em Porto Esperidião (323 km de Cuiabá).
Durante os dois dias de atendimentos, realizados na Escola Municipal Dona Lila Hill de Souza, brasileiros e bolivianos residentes na comunidade puderam regularizar documentos, buscar benefícios previdenciários e acessar diversos serviços públicos sem precisar percorrer longas distâncias.
Uma das atendidas pela expedição foi a aposentada Rafaela Chue Suquere Tossue, de 90 anos. O caso dela começou a ser acompanhado durante a primeira edição da Expedição Justiça Sem Fronteiras realizada na região.
Enfrentando dificuldades relacionadas ao recebimento de seu benefício previdenciário, após ser atendida ela teve sua situação encaminhada e saiu com a expectativa de receber valores retroativos que estavam pendentes. “Estou feliz. Agradeço a Deus e a todos que vieram ajudar. Agora está tudo resolvido”, afirmou.
O filho dela, João Marildo Suquere Tossue, conta que a família buscava uma solução para o problema. “Ela recebia o benefício, depois houve uma mudança e os pagamentos ficaram travados. No ano passado fizemos um pedido durante a expedição e agora conseguimos resolver. É muito bom porque não precisamos sair daqui para buscar atendimento em outra cidade. Tudo foi resolvido aqui”, relatou.
Outro morador beneficiado foi Antônio Muquissai, de 60 anos. Ele aproveitou a presença do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) para dar andamento ao processo de aposentadoria. Acompanhado da filha, Mariely Muquissai, também buscou outros serviços oferecidos durante a expedição.
“Além da aposentadoria do meu pai, passamos por outros atendimentos, como de documentação e serviços da Caixa. Foi uma experiência muito boa e uma oportunidade importante para quem mora longe da cidade”, disse.
A ação também beneficiou famílias bolivianas que vivem em território brasileiro e enfrentam dificuldades para acessar serviços de documentação. Morador da região, João Paulo Massai aproveitou para emitir o CPF da filha brasileira e regularizar a própria documentação.
Ele afirma que iniciativas como essa facilitam a vida de quem vive distante dos centros urbanos e dependem de deslocamentos longos para acessar serviços básicos. “É muito difícil a gente ter a oportunidade de fazer documentos aqui. Muitas vezes precisamos viajar para outras cidades, gastar dinheiro e nem sempre conseguimos resolver tudo. Agora deu certo e consegui fazer o CPF da minha filha”, ressaltou.
A esposa de João, Tereza Massai, também reforça a importância do atendimento próximo à comunidade. “Se não tivesse esse atendimento aqui, teríamos que ir até Cáceres para resolver a documentação. Isso ajuda muito a população e facilita bastante para quem não tem condições de viajar”, pontuou.
Expedição Justiça Sem Fronteiras
Promovida pelo Poder Judiciário de Mato Grosso (PJMT), por meio da Justiça Comunitária, a Expedição Justiça Sem Fronteiras reúne instituições parceiras para levar serviços de cidadania, documentação, orientação jurídica, assistência social, saúde e acesso a benefícios para comunidades localizadas na faixa de fronteira entre Brasil e Bolívia. Nesta segunda edição, os atendimentos passaram pelas comunidades de Palmarito e Santa Clara de Monte Cristo, em Vila Bela da Santíssima Trindade, e Vila Picada, em Porto Esperidião.
Autor: Emily Magalhães
Fotografo: Josi Dias
Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT
Email: [email protected]
-
Política6 dias atrásAudiência pública reúne centenas de pessoas para discutir lei de combate ao crime organizado
-
Polícia7 dias atrásPolícia Civil prende idoso procurado por descumprimento de medidas protetivas
-
Cidades6 dias atrásSanidade animal e capacitação técnica impulsionam produtores rurais de Várzea Grande
-
Política3 dias atrásJudiciário de Mato Grosso inicia programação da III Semana Nacional dos Juizados Especiais
-
Cidades7 dias atrásDAE-VG intensifica força-tarefa contra vazamentos em quatro bairros para reforçar o abastecimento de água
-
Polícia6 dias atrásForça Tática prende homem após tentar matar companheira com facão e incendiar casa
-
Esporte5 dias atrásBrasil empata com Marrocos em estreia nervosa na Copa do Mundo
-
Cidades5 dias atrásSaúde de Várzea Grande recebe recursos para fortalecimento da Atenção Primária


Você precisa estar logado para postar um comentário Login